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sábado, 7 de fevereiro de 2026

Gata, chefe de estação, emociona o Japão, em sua despedida

No Japão, a despedida de uma gata comoveu um país inteiro. Mais de 3 mil pessoas foram até a estação Kishi, em Wakayama, para dizer adeus a Tama, que morreu aos 16 anos.
Ela não era uma gata comum. Em 2007, quando a linha ferroviária local quase fechou, Tama foi adotada como mascote e nomeada oficialmente “chefe de estação”, com uniforme e tudo. Sua imagem correu o país e atraiu milhares de visitantes.
Com ela, o número de passageiros cresceu, o comércio local reviveu e a economia da região ganhou novo fôlego. Tama virou símbolo cultural, ícone turístico e até recebeu um título simbólico ligado ao xintoísmo.
Após sua morte, foi declarada chefe de estação eterna e ganhará um santuário em sua homenagem. Tama deixou de ser apenas uma mascote. Ela se tornou parte da memória afetiva de um país inteiro.

domingo, 8 de junho de 2025

Yaokipan


Em uma rua tranquila da cidade de Fukuoka, há uma pequena padaria chamada Yaokipan. A loja existe discretamente há mais de 55 anos, tornando-se parte das memórias do bairro.
A proprietária é a Sra. Yuriko, agora com 85 anos. Todos os dias, ela ainda acorda à meia-noite e, sozinha, faz mais de 300 pães e doces — cada um sovado, assado e embalado por suas próprias mãos, repleto da dedicação de quase uma vida inteira.
Os clientes levam inúmeras vantagens de comprar nestes estabelecimentos pelas gentilezas e pães a mais dados pelos japoneses idosos.
Saiu uma reportagem onde a maioria tem prejuízo vendendo seus produtos - custo mais alto do que as vendas - e mesmo assim continuam pois acostumaram e adoram seu negócio. O preço do aluguel não entra na conta pois trabalham em suas próprias casas.

sábado, 25 de maio de 2024

Yasuke: Antes de Afro Samurai, tinha um samurai africano... No Japão!


Yasuke foi o famoso samurai africano! Até onde se sabe sobre ele, é real, mesmo que muita gente diga o contrário, quase sempre sem nenhuma informação histórica contrária.
Pouco se sabe sobre o passado e a vida de Yasuke. Registros apontam que ele foi um muçulmano nascido em Moçambique e teria chegado ao Japão em 1579, trazido por uma expedição comercial vinda da Índia.
Outras fontes sugerem que Yasuke teria sido trazido por como um escravo em um navio português, ou mesmo que ele era um mercenário que servia como guarda-costas.
Mais provável é que ele teria vindo ao país, junto a um jesuíta, pois era seu servo. 
O fato é que Yasuke chegou até a presença do grande Oda Nobunaga, que ficou impressionado com a aparência e porte físico do africano. Lembrando que Oda foi extremamente importante ao Japão, mas que usou a força de modo, também, extremamente brutal contra os outros daimyos da época. Matando monges e criando uma carnificina, para sua tentativa de unificação.
Contrariando todas as probabilidades, Yasuke ficou no Japão a serviço de Oda Nobunaga e recebeu o título de samurai, sendo o primeiro estrangeiro na história a receber tal cargo. Há quem diga que ele tinha um metro e oitenta, algo alto para os nipônicos. E sabia muito pouco de japonês, e daí esse dado que seria um servo de um jesuíta fazia mais sentido: a tentativa de catequizar outros povos, era através, algumas vezes, do uso do idioma local, para pregar o catolicismo.
Engraçado, que sempre se tinha a ideia de achar o negro bonito. Tanto que há imagens de Buda, com cor negra. 
Pouco tempo depois da morte de Oda Nobunaga, não foram escritos novos registros sobre Yasuke, tornando o seu destino incerto nas terras nipônicas. 

domingo, 17 de dezembro de 2023

Bonecas tradicionais japonesas: bonecas hina

Essas são as bonecas que dão nome a Hinamatsuri, conhecido como o dia das meninas e que é comemorado em todo o Japão.
Apesar das figuras serem vestidas em trajes da corte do Período Heian (794-1185), a tradição de exibir bonecas hina em 3 de março (Hinamatsuri) não começou até o século XVII. Tradicionalmente, um ato de ligação entre mãe e filha, as famílias – e ainda o fazem – montam suas bonecas juntas todos os anos.
Um conjunto de bonecas hina pode consistir em qualquer coisa, desde uma exibição em escala modesta de apenas um imperador e imperatriz sentados até uma obra-prima de sete camadas que inclui cortesãos, músicos, móveis em miniatura e até folhagens. Esses enfeites luxuosos foram adicionados ao longo dos séculos e continuam a crescer em tamanho. Konosu em Saitama é famoso por ter impressionantes 31 plataformas.

domingo, 7 de maio de 2023

Os indígenas no Japão - Ainu


Eles são conhecidos por serem um tanto diferente dos japoneses que conhecemos em áreas urbanas, em sua aparência também. Eles possuem muitos cabelos e barbas longos. Sem contar a boa convivência deles com os ursos, animais esses que consideram sagrados.
Os ainu podem ser considerados, por muitos e através de pesquisas, como os primeiros habitantes de Hokkaido.
Eles viviam, inicialmente da caça e da pesca, morando em pequenas aldeias. Assim como os nossos. E por esse vínculo com a natureza, eles acreditavam no animismo. Em que tudo teria uma alma e uma certa espiritualidade. 
Outra de suas características são as tatuagens em seus lábios - das mulheres das tribos - ao qual no passado, era feito antes com uma faca. E depois esfregado com carvão. Hoje em dia, elas fazem isso apenas com um lápis, como uma pintura que pode sair até.
Eles possuíam uma cultura extremamente diferente da japonesa padrão, até a Restauração Meiji. Depois disso, o governo do Japão, invade e ocupa Hokkaido. O que causa os primeiros problemas entre os povos. Com a colonização, os ainu se viram forçados a deixar as terras que lhes pertenciam. E assim como os nossos indígenas, eles foram marginalizados e oprimidos, pelos ditos, civilizados.
A prática discriminatória fez com que adotassem nomes e fossem forçados a aprender a língua japonesa. Tiveram ainda que abandonar a caça e a pesca, obtendo outros meios de sobreviver. Indo para agricultura, eles foram se afastando de suas culturas e tradições. Quase beirando a extinção.
Foi apenas em 2019, que eles foram reconhecidos como um povo indígena do Japão. Conseguindo até subsídios até para a sobrevivência de seu povo. O que fez surgir o Museu e Parque Nacional Ainu.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2023

Os SETE princípios do bushidô

Meiyo (Honra):
Os guerreiros têm apenas um juiz de honra e caráter, e estes são eles mesmos. As decisões que eles tomam e como essas decisões serão tomadas são um reflexo de quem realmente são.
Gi (Justiça, integridade):
Sincero e honesto em todas as relações. Acredita na justiça, não de outras pessoas, mas de si mesmo. Para o verdadeiro guerreiro, todos os pontos de vista são profundamente considerados em relação à honestidade, justiça e integridade.
Rei (Respeito):
Os verdadeiros guerreiros não têm motivos para serem cruéis. Não precisam provar sua força e são corteses até para com seus inimigos. Verdadeiros guerreiros não são respeitados somente por sua força na batalha, mas também pelo respeito para com os outros. 
Yu (Coragem):
O verdadeiro guerreiro deve se arriscar e viver a vida ao máximo, de forma plena e intensa, substituindo o medo pelo respeito e pela cautela. A coragem heroica não é cega, ela é inteligente e forte.
Jin (Compaixão, benevolência):
Através do treinamento intenso e trabalho duro, o verdadeiro guerreiro torna-se rápido e forte, destacando-se da maioria das pessoas. Ao desenvolver o poder, este deve ser usado para o bem em prol de seus semelhantes. O verdadeiro guerreiro tem compaixão.
Makoto (Honestidade):
Mentir é desonroso e covarde. Quando o verdadeiro guerreiro diz que fará algo, é como se já o tivesse feito. Não há nada no céu ou na terra que o impedirá de fazer. O verdadeiro guerreiro não precisa "dar a sua palavra", não precisa "prometer".
Chugi (Lealdade):
O verdadeiro guerreiro é responsável por tudo o que fez, por tudo o que disse e por todas as consequências que se seguem. O verdadeiro guerreiro é extremamente leal a todos os que estão sob os seus cuidados. por quem ele é responsável, ele permanece fiel.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

A história de Tekken

O primeiro Tekken foi lançado para os fliperamas japoneses em 1994. Sua criadora foi a Namco que também seria responsável por outros jogos famosos hoje em dia. Na época era um resposta ao Virtua Fighter da Sega, pois também projetou um game de luta com tecnologia 3D. Não só nos de luta, mas em outros estilo a disputa continuava.
Sendo que o Tekken veio depois (VF surgiu em 1993), ele apareceria para o Playstation em 1995. Tudo isso devido a uma parceria entre a Namco com a Sony, produzindo games para eles.
O sistema de jogo era inovador em sua época. Isto pois, normalmente os games de luta eram com botões de socos forte e fraco e chutes do mesmo estilo. Contudo, Tekken possuía um botão para cada um dos braços e pernas. Ou seja, esquerda e direita nos combates.
Diferente de Virtua Fighter que queria mostrar melhor, e de forma até realista, os combates, Tekken ia para um lado místico e de ficção científica. O que atraiu não só os gamers, mas também os nerds de plantão.
A história trata do The King of Iron Fist Tournament, um campeonato patrocinado por Heihachi Mishima, o cruel dono de uma companhia (a Mishima Zaibatsu), que fez esse torneio para testar suas habilidades em combate. Entre os lutadores, estava seu filho, Kazuya Mishima... Que ele jogou em um precipício quando o cara ainda era criança. Ele teria feito isso pois, supostamente, assim o garoto provaria se era um verdadeiro Mishima. Só que Kazuya, sim, sobreviveu, e ficou com cicatrizes pelo corpo todo desde então. Isso tudo pois ele conseguiu o auxílio de uma força chamada Devil.
O visual ainda não estava bom (tanto em lutas como em CGI), mas isso iria melhorar.

No final de Tekken 1, o mais canônico relativo a Kazuya Mishima, ele pega seu pai derrotado... E também o joga de um precipício, como Heihachi fez com ele.
Em Tekken 2, vemos uma grande melhoria nele. Podemos compara o game com Street Fighter 2. Que também consagrou a franquia até os dias de hoje. O jogo saiu para os fliperamas em 1995 e para os games em 1996 para Playstation e Zeebo (da Tec Toy). Até as CGI ficaram bem melhores!
Nesse jogo temos vinte e cinco personagens, contando com os secretos. E era extremamente bom destravar esses com as lutas no modo arcade.
Kazuya tomou conta das empresas de seu pai, depois de o jogar em um precipício. Ele se tornou um tirano igual ao seu pai. Heihachi, assim como seu filho, conseguiu sobreviver e abre mais uma vez o The King of Iron Fist Tournament. 
Os golpes indefensáveis surgiram em Tekken ai e foi um sucesso.

No final mais canônico de Tekken 2, Heihachi Mishima consegue vencer Kazuya com sua forma Devil. Ele pega o filho, com um helicóptero e o lança em um vulcão! Amor paternal é outra coisa!
Tekken 3 foi mais chamativo ainda que seu antecessor, se é que isso é possível! Lançado em março de 1997 para arcades. Só chegando para os consoles em março de 1998. Sendo considerado um dos melhores jogos de luta para o PSOne.
A velocidade e jogabilidade esta melhor, com gráficos muito bons mesmo em sua nova versão. Tekken 3 se passa vários anos depois do segundo, sendo que muitos na verdade são filhos ou sucessores de antigos lutadores. Como no caso de Marshall Law foi substituído por Forest Law. A Michelle foi substituída pela Julia. Assim como o King foi substituído por um pupilo dele que vestiu a máscara de seu mestre. Entre os acres
Jin Kazama, filho de Jun Kazama e Kazuya Mishima é o novo protagonista do jogo aqui. Heihachi fica sabendo de anomalias no México. Uma entidade asteca denominada Ogre estaria perseguindo outros lutadores. Com isso, o King original teria sido dado como morto. Quando o Mishima vai atrás desses fatos ele encontra Jin Kazama. Ele descobre ter um neto e o treina. Mas isso não passava de um plano para usar seus poderes contra o inimigo, e talvez conquistar uma nova força. 
Temos a adição de um personagem novo do Brasil. Além de Hwoarang, Gon, entre outros, temos o capoeirista brasileiro Eddy Gordo. Por muitos esse personagem é chamado "noob killer". O Gon mesmo é um dinossauro de um mangá, mas que só apareceu em Tekken 3
Depois de vários combates, Jin vence Ogre e sua verdadeira forma. 
Um fato engraçado é que Jun Kazama desapareceu no mundo. 
Tekken Tag Tournament 1 não é canônico para a história, mas interessante em seu conceito. Você joga com dois personagens. Sendo que se perde com uma das barras de vida, você perde a luta inteira. O que lhe fazia trocar de personagens várias vezes durante o conflito. A jogabilidade era levemente superior a Tekken 3.
Sem contar a polêmica de Unknow. Essa que é a mais famosa personagem do jogo e chefe dessa versão. Como foi dito, esse jogo não é canônico. Mesmo assim, muitas pessoas criaram a teoria que Unknow seja na verdade a irmã de Jun Kazama ou a própria. Até hoje, a Namco diz que não... Mas vai se saber... Detalhe: ela tem uma tatuagem da Mishima em seu braço, como Jin tem...
Talvez o jogo em que desandou a obra foi Tekken 4. Essa sequência chegou em 2001 para os fliperamas e 2002 para os consoles. Tinham muito poucos personagens, se comparado a qualquer versão anterior da franquia até então. Os cenários dinâmicos não agradaram muitas pessoas. Além disso, eles tinham fim, diferente do que os jogos de Tekken normalmente eram. Além de colunas e outros tipos de obstáculos. O que é curioso, pois anos antes o Virtua Fighter 3 chamava a atenção com isso também, sendo que também não gostaram disso nessa série.
Heihachi, depois que Jin venceu o Ogre, traí seu neto dando um tiro nele! Quando os soldados vão verificar o corpo (ou levar ele para outro lugar, já que o Kazama tinha Devil em si), ele desperta o Devil. Tudo isso para despertar o gene desse monstro dentro do rapaz... Que coisa bonita de neto para avô.
Depois de tudo isso, dois anos se passaram, e Heihachi descobriu que o Kazuya ainda estava vivo! Como alguém sobrevive a um vulcão? Bem... A G Corporation, outro grupo que tinha sede no Nepal, pegaram os restos mortais dele e o reviveram ou fizeram um clone do cara... Mas que além de ter o Devil Gene e DNA do Ogre. Sabendo de tudo isso, Heihachi abre mais um The King of Iron Fist Tournament. Dessa vez, com a finalidade de atrair seu filho mais uma vez. Assim como seu neto.
Ainda assim o jogo colocou novos rostos na saga.
Um fato que foi descoberto é que diferente de muitos lutadores que deixaram seu legado para os mais novos, Nina Williams na verdade era mãe do novo lutador, Steve Fox. Como assim? Acontece que ela sempre foi colocada em sono criogênico. Sem que ela soubesse, a equipe que congelou ela fazia gravidez in vitro com ela!
Além de termos a adição de mais uma brasileira, Christie Monteiro. Capoeirista que foi treinada por Eddie Gordo!

No final, Kazuya é derrotado por Jin. Com isso, Heihachi se revela. Depois da luta, e vencendo Heihachi, ele quase mata o avô. Nesse momento, suas asas se abrem. E o espírito de Jun Kazama aparece para ele (ou algo parecido). Talvez tenha sido uma ilusão quando o Kazama olha para uma estátua. Ainda assim, poupa o patriarca Mishima.
Tekken 5 voltou para os trilhos no final de 2004 para fliperamas, e 2005 para consoles. Além da jogabilidade voltando as suas raízes (no quesito gameplay) agora você poderia fazer pequenos mini games e personalizar o seu personagem! Cara isso era fantástico para a época. E ainda tinha mais de 30 personagens!
Surgiu também uma versão para PSP chamada Dark Ressurection, em que surgiram os personagens Dragunov e Lili Rockenfort.
A história começa de onde terminou o quarto jogo da saga. Com Jin despertando seus poderes e fugindo, Heihachi e Kazuya tem que lidar com vários robôs Jack contra o tempo da família Mishima. Kazuya joga seu pai contra os robôs e um deles detona uma bomba. Eles foram lançados pela G Corporation. Supostamente, Heihachi Mishima esta morto. Mas com isso, algo deu errado.
 Jinpachi Mishima, o pai de Heihachi, que foi traído por seu filho e aprisionado abaixo do templo. Ao que parece, ele era uma boa pessoa. Ainda assim, um espírito de vingança apossou de seu corpo lhe mantendo vivo e com a explosão, além do sangue Devil, algo que lhe fez enlouquecer, chamando os maiores lutadores do mundo. Pois ele estava morrendo lentamente por conta dessa força que obteve! E ele propõe o The King of Fist Iron Tournament mais uma vez para alguém o matar!
O último dessa franquia que saiu foi Tekken 6 (até 2017 com Tekken 7). A versão de arcade saiu em 2008 e a versão para consoles saiu em 2009, que mais tarde teria uma expansão chamada Bloodline Rebellion. Nessa fase, o jogo contava com 40 personagens, muitas roupas para customização, vários modos de jogo, além de um modo de história com muitas cenas em CGI. Pegando um pouco do sistema de jogo Tekken Force, ou seja, luta misturado com jogo de "passar de fase".
Após os eventos do último Tekken, Jin Kazama teria vencido Jinpachi Mishima (seu bisavô) e assumiu a Mishima Zaibatsu. E ele começou uma verdadeira guerra mundial, no qual colocou o mundo em caos. Muitas das histórias envolvem pessoas contra a empresa Mishima, ou contra o próprio Jin. E o Kazuya, que lidera a G Corporation, que começou a atacar seu filho e seus empreendimentos aumentando o status das batalhas pelo mundo. Mas descobrimos que as intenções do Jin não eram tão cruéis no final das contas.
Ele queria que toda a energia causada pelo conflito, pudesse materializar Azazel. Uma divindade antiga e maligna que estava para corromper o mundo. E para completar o despertar desse ser teria que surgir as duas estrelas malignas: que no caso são Jin Kazama e Kazuya Mishima. Assim destruiria esse ser ancestral, além de se livrar da maldição do Devil Gene. Ao menos é isso que ele queria.
O gameplay ficou muito bom. Nada foi mudado, com exceção do sistema rage, em que o personagem fica mais forte e rápido quando esta com pouca vida. Além dos cenários podendo ser destruídos. E até mesmo podendo mudar de cenário com isso! Algo que pode ser visto em games como Mortal Kombat, além do recente Injustice.
Em Bloodline Rebellion nós temos a adição de Alisa Bosconovitch, androíde criada pelo cientista Bosconovitch para ter uma aparência similar a de sua falecida filha, e Lars Alexsanderson, filho ilegítimo de Heihachi Mishima que teve ele só para provar que não era ele a pessoa com o Devil Gene! Ele "fez" o Lars só para provar que não era o culpado pelo Kazuya e Jin! Machismo? A gente vê no Heihachi.
Depois do Tekken 6 deve o Tekken Revolution que surge como um free-to-play, mas ele foi descontinuado. Nele temos a introdução de Elisa. Tekken Hybrid também que nem sequer consegue ser canônico de alguma forma. E o Tekken Tag Tournament 2.
Ele saiu em 2011, lançado pela Namco e distribuido pela Bandai. Aqui nós vemos mais um spin-off, ou seja, ele não é canônico para a série. Ele saiu para Playstation 3, X-Box 360 e Wii U. Além de ter saído uma versão melhorada para fliperamas chamada Tekken Tag Tournament 2 Unlimited.  É um dreamatch, assim como seu antecessor, ele reúne vários lutadores apenas para jogar. E como o primeiro desse tipo, você joga com dois personagens.
Poucos lutadores não voltaram. Alguns personagens e aparições deles fizeram uma grande reviravolta na cabeça de alguns fãs.
Por exemplo, Angel, a personificação do lado bom de Kazuya. Teoricamente ele perdeu esse lado muito tempo atrás... Ao que tudo indica. Bosconovitch, Kunimitsu, Jinpachi Mishima e Forrest Law. E também Jun Kazama, até hoje nunca confirmada como morta. Ao que tudo indica, ela teria sido morta por Ogre em Tekken 3. Mas... Essa talvez seja a maior incógnita (por isso as teorias sobre Unknow ter alguma ligação com a família Kazama) do game. Outra que aparece do nada é Miharu Hirano, colega de escola de Xiaoyu, que mais deve ter sido um fan-service. P-Jack ou Prototype Jack é o único dos Jack que é uma versão criada pelo doutor Bosconovitch. E temos até mésmo Unknow, sem um espírito com forma de lobo. E Jaycee, que nada mais é do que Julia Chang. Uma amiga lhe pede ajuda, levando-a a um hospital, onde uma mulher estava desacordada. Aquela que estava desacordada iria participar de um torneio em poucas horas, depois de muita insistência ela participa desse torneio.
Death by Degrees é um jogo de ação/aventura que foi inspirado nos jogos da série Tekken. Originalmente anunciado com o título de "Nina", o seu eventual título foi escolhido como referência para aos seus múltiplos graus combates de sistema. O título foi lançado pela Namco exclusivamente para o PlayStation 2 em 2005. Ao que parece ele é entre o Tekken 5 e Tekken 6 mas não há muitas confirmações.
Como pode se perceber, esse spin-off é estrelado pela personagem Nina Williams. O MI6 contrata Nina Williams para que faça uma missão para eles. Ela é contatada por Alan Smith, agente desse grupo, que quer tanto essa missão bem sucedida que estão cooperando com a CIA. Para isso, Nina deve se infiltrar em um navio de uma grande companhia e obter dados e provas de uma certa organização. Há um torneio de lutas clandestinas e ela pode usar isso como um modo de entrar no lugar sem ser descoberta, como um disfarce. O jogo segue a personagem enquanto ela se envolve com mais problemas com esse grupo misterioso. Grupo esse que se chama KOMETA.
Temos ainda um anime de Tekken que não fez tanto sucesso e um movie. Esse fez um relativo sucesso. Mas esse movie é de animação em CGI. Também tivemos um filme com pessoas (live-action) muito ruim. Logo trataremos disso.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

O início dos mangás


Muitos nem devem imaginar como surgiram os mangás. Porém, assim como os quadrinhos, sua origem se deve a algo bem mais simples. E mais artístico. 
Os primeiros gêneros de registros com formas desenhadas criando histórias eram os "emakimonos". Pergaminhos com papel de arroz, em longos rolos. Normalmente retratavam animais antropomorfizados, representando o comportamento de classes sociais da época.
Na Era Edo, graças à intervenção do xogunato, houve um grande investimento na área artística. Entre uma das principais formas de expressão desse tipo foi o ukiyo-ê. Pinturas que utilizam uma espécie de criação parecida com a xilogravura. Seus temas eram dos mais diversos tipos em que retratavam os dias dos japoneses, a vida boemia, as gueixas, os bordéis, performances e lendas antigas, entre outras coisas. Alguns deles possuíam diálogos, que seria um modo antigo de como seriam as "caixas de diálogos" das HQs. 
Katsushika Hokusai, artista da época famoso por obras como Kanagawa Oki Nami Ura (A Grande Onda de Kanagawa), foi o primeiro a usar o termo "mangá", que significa "rascunhos livres e inconscientes", para nomear seus desenhos de personagens caricaturados. Esses desenhos, em sua maioria, retratavam de forma bem-humorada a vida social no Período Edo. Muitos destes desenhos foram reunidos e compilados no que foi denominado Hokusai Manga, um de seus principais trabalhos.  
Em 1853, com a chegada do almirante Mathew Perry ao Japão, e a abertura dos portos do país, houve uma grande entrada de material estrangeiro. Incluindo aqueles mais gráficos e artísticos. Isso demonstra o fim da Era Edo e o começo da Era Meiji.
Os mangás, como nós conhecemos mesmo - mas ainda mais em um estilo mais satírico - viria em 1862. Com o inglês Charles Wirgman, artista, ilustrador e cartunista, lançou a revista Japan Punch, que geralmente satirizava as figuras públicas, criando um novo gênero de humor na época. Lembrando muito algumas tiras de jornais americanas.
Pouco a pouco, dentro do Japão, parte por influência das obras americanas e inglesas, os mangás foram tomando formas. Inclusive as editoras como DC e Marvel, até mesmo a Disney.


quarta-feira, 6 de abril de 2016

Shinsegumi, os Lobos de Mibu


Após a chegada do Comodoro Perry, o Japão foi lançado ao caos e ao medo. Muitos samurais, especialmente aqueles de classes inferiores, começaram a duvidar da capacidade do Xogunato de defender o país contra as potências estrangeiras, principalmente quando viram os navios negros armados. O slogan "Sonno-Joi" (reverenciar o Imperador e expulsar os bárbaros) estava ganhando mais e mais apoio, quando esses samurais abandonaram seus feudos para irem a Kyoto juntar-se aos movimentos revolucionários - lembrando que na época abandonar o seu feudo de origem era considerado um dos piores crimes possíveis; Se alguém o fizesse, não poderia mais voltar, sob pena de morte.
Tais roshis (o mesmo que ronins, isto é, samurais que não servem a um daimio - senhor feudal) aumentaram em Kyoto, causando mais e mais perturbações na capital. Naqueles primeiros dias de insatisfação, muitos roshis não tinham idéia de que movimento ou que líder seguir. O que todos sabiam é que estavam impacientes e ávidos de fazer alguma coisa para defender o Japão. Havia miríades de escolas de pensamento - Sonno-joi, abertura do país para os estrangeiros para aprender com eles e usar tal conhecimento e tecnologia contra os mesmos, apoiar o Xogunato. Cada um tinha suas próprias idéias e não se podia saber quem estava certo ou errado. O Xogunato decidiu que seria de grande vantagem empregar tais roshis sem hesitação a seu serviço, em vez de deixá-los vagando pela capital. Assim, os Roshitais (tropas de roshis) foram formados e roshis alistados sob o comando de samurais do Xogunato, onde os "requisitos de inscrição" eram as habilidades com a espada do indivíduo (de lutas de kenjutsu até guisa de exame eram executadas). E agora, uma mudança de cenário...
No distrito de Tama, próximo a Edo, havia um dojo de kenjutsu, o Shieikan, que praticava o estilo Tennen Rishin Ryuu. O mestre era um tal de Isami Kondou, e entre os alunos estavam Toshizou Hijikata, Souji Okita e Genzaburou Inoue. Estes quatro eram como irmãos, sendo Okita o mais jovem e o mais poderoso. Havia também muitos freqüentadores no dojo que faziam suas refeições lá, entre eles Keisuke Yamanami, Sanosuke Harada e Shinpachi Nagakura. Quando Kondou e Hijikata ouviram falar da formação de Roshitais em Kyoto, como bons patriotas que eram, foram a Kyoto com vários discípulos do Tennen Rishin Ryuu, inclusive os anteriormente citados, deixando o dojo aos cuidados do irmão mais velho de Hijikata.
Lá chegando, foram alistados por Hachirou Kiyokawa, após passar pelos "exames de admissão". Treze roushis, incluindo Kondou e cia, foram indicados como "Defensores de Kyoto" por Katamori Matsudaira, o Daimio do Feudo de Aizu.
Porém, apesar de Kiyokawa atuar publicamente como pró-Xogunato, ele na verdade estava do outro lado. O que ele queria era reunir uma tropa de roushis em nome do Xogunato, mas treiná-los para serem Ishin Shishis (monarquistas). Irônico, não? Ele planejava atacar o alojamento gaijin (estrangeiro) de Yokohama, incendiar as casas e matar os estrangeiros, para que a diplomacia do Xogunato, bem como sua imagem, caísse o mais baixo possível. O Xogunato soube disto, porém, e enviou assassinos para eliminar Kiyokawa, no dia 13 de abril do 3º ano da era Bunkyuu (1863), antes que o seu plano pudesse ser executado. Depois disto, Kondou e cia insistiram em auxiliar o Xogunato, e assim formaram o Shinsengumi, com 13 membros. Foi aí que o kanji "Makoto" foi escolhido como estandarte do grupo. Houveram algumas discussões sobre isso: Kondou insistiu no "Makoto" e Serizawa no "Ryu" (Dragão). Esta foi a primeira formação do Shinsengumi:

- Kyoukuchou:
(Comandantes)
  • - Kamo Serizawa
  • - Nishiki Niimi
  • - Isami Kondou

- Fukuchou
(Vice-Comandantes)
  • - Keisuke Yamanami
  • - Toshizou Hijikata

- Fukuchou Jokin
(Auxiliares dos Vice-Comandantes)
  • - Souji Okita
  • - Shinpachi Nagakura
  • - Sanosuke Harada
  • - Heisuke Todou
  • - Genzaburou Inoue
  • - Gorou Hirayama
  • - Kenji Noguchi
  • - Juusuke Hirama
  • - Hajime Saitou
  • - Shuntarou Ogata
  • - Susumu Yamazaki
  • - Sanjuurou Tani
  • - Chuuji (Tadaji) Matsudaira
  • - Soutarou Andou

- Chouyaku Narabi Kansatu Gata
(Investigações e Observações-Espiões)
  • - Kai Shimada
  • - Shouji (Katsuji) Kawashima
  • - Nobutarou Hayashi

- Kanteiyaku Narabi Konida Gata
(Operações de Limpeza e Pequenas Bagagens)
  • - Yutarou Kishima (Kishida)
  • - Yabee Okan (Oseki)
  • - Kitarou Kawai
  • - Hyouko Sakai


- A Primeira Turbulência Interna
Como se pode ver, o Shinsengumi agora é composto principalmente pelos homens de Kondou. Desnecessário dizer que eles eram a alma do Shinsengumi do começo ao fim - afinal eles eram os mais fortes. De qualquer maneira, Kamo Serizawa não era flor que se cheirasse. Mestre do estilo Shintou Munem Ryuu, ele era famoso por usar um leque de ferro como arma e freqüentava bordéis, matava pessoas ao seu bel-prazer, se embriagava, e comportava-se de maneira impertinente, usando sua posição como "Comandante do Shinsengumi" para acobertar os seus erros. Daí surgiu o apelido "Lobos de Mibu": a tropa se reuniu primeiro na vila de Mibu, e então o nome Miburo (Roushis de Mibu), se tornou Miburo (Lobos de Mibu). A tropa tornou-se desprezada em toda Kyoto. A gota d'água para Kondou e Hijikata foi quando Serizawa trouxe uma prostituta para o alojamento do Shinsengumi. Eles eram homens de altos princípios morais e apegados aos códigos de honra dos samurais.
Por outro lado, Niimi não era muito melhor. Quando a tropa estava viajando para Kyoto, um incêndio aconteceu no hotel em que estavam hospedados e Kondou levou toda a culpa pela negligência. Mais tarde ele foi ridicularizado por Serizawa e Niimi. Algumas semanas mais tarde, porém, Hijikata e os outros descobriram a verdade: Niimi estava exigindo descontos (e outros serviços luxuosos) de um certo lojista, que se recusou a atendê-los porque sua exigências eram ridículas. Enfurecidos, os dois dispararam um canhão, que viajou com a tropa e estava sendo armazenado no loja no hotel. Porém, eles se descuidaram e o incêndio atingiu o hotel. Hijikata conseguiu descobrir evidências suficientes para incriminar apenas Niimi, porém, e Hijikata ordenou que Niimi cometesse seppuku. Depois disto, as hostilidades entre Kondou e Serizawa se tornaram mais e mais insanas. Finalmente, em 18/09/1863, Serizawa e outros membros corruptos do Shinsengumi foram assassinados por um grupo de extermínio especial, composto por Inoue, Yamanami, Todou, Harada e Okita.
Bem, membros vieram e se foram, usualmente por decapitações e seppuku. Depois do caso Serizawa, Kondou e Hijikata se determinaram a melhorar a qualidade dos seus membros, não somente aumentando a dificuldade dos "testes de admissão", como também decapitando, assassinando e ordenando seppuku a qualquer membro que fosse apanhado violando o Bushido (1ª lei do Shinsengumi, não esqueçam!).
Nota: Seppuku - O Suicídio Ritual, no qual o Samurai corta a própria Barriga, era considerada uma forma Honrosa de se morrer.
Segundo os romances históricos, os testes para os candidatos ao Shinsengumi eram feitos da seguinte forma:
1) Os candidatos lutariam entre si usando shinais (espadas de bambu);
2) Os mais fortes entre eles lutariam com membros mais treinados do Shinsengumi, usualmente Saitou, Nagakura ou Todou. O juiz dessa luta freqüentemente era Okita.
3) A seleção final era feita por Hijikata e Yamanami.

- O Trabalho deles
Basicamente, o Shinsengumi era uma força policial dedicada a patrulhar as ruas de Kyoto e manter a paz. Eles juraram proteger Kyoto com suas espadas. No calor dos movimentos monarquistas, os Ishins empestavam Kyoto, planejando a derrubada do Xogunato. Adicione-se a isso as ações radicais dos Ishins (tais como incendiar casas de gaijins) e todos os roshis, excluindo-se o Shinsengumi, tornaram-se suspeitos e perigosos em Kyoto, especialmente aqueles que desertaram do seu feudo de origem. Então, se uma pessoa não apresentasse uma identidade satisfatória (nome e feudo de origem) quando interrogado pelo Shinsengumi, seria retalhada sem dó. Isto fez com que o Shinsengumi (especialmente seu Vice-Comandante, Hijikata, um homem rígido e impiedoso, tanto para punir como para retalhar indivíduos suspeitos) fosse temido em toda Kyoto.
O estilo favorito de combate do Shinsengumi era o muitos-contra-um (ou contra uns poucos), e isto se tornou mais evidente a medida que o Shinsengumi crescia. Se a primeira leva de Miburos cercando suspeitos fosse derrotada, levas adicionais eram enviadas a eles, até deixá-los completamente exaustos e retalhá-los.

- O Incidente da Hospedaria Ikeda
(Dia 5 do junho do ano 1 da era Genji [1864])
E, finalmente, o ponto de virada da carreira do Shinsengumi. O Shinsengumi havia prendido um dos mais importantes homens do Ishin Shishi, Kiemon. Este foi torturado cruelmente e sem piedade. Mas o Shinsengumi só havia conseguido seu nome verdadeiro, Shuntarou Furutaka. Porém, Toshizou Hijikata, Vice-Comandante do Shinsengumi, perdeu a paciência e submeteu Furutaka a uma tortura mais cruel, até que ele confessasse tudo; o plano dos monarquistas era o seguinte:
1) Aproximadamente no dia 20 de Junho de 1864, os monarquistas iriam escolher uma noite com bastante vento para atear fogo em Kyoto. Dependendo do caso, eles iriam cercar o palácio de Kyoto com chamas.
2) Aproveitando o caos criado, emboscariam e matariam todos os homens importantes do Xogunato.
3) Então seqüestrariam o Imperador e o levariam ao feudo de Choushuu.
Os monarquistas estariam reunidos na Hospedaria Ikeda e na Hospedaria Shikoku. Sem imaginar que o Shinsengumi havia descoberto os seus planos, os monarquistas se reúnem na Hospedaria Ikeda. O Comissariado Militar de Kyoto é alertado sobre o perigo e trata de juntar-se ao exército do Comissariado e a outras organizações e feudos para atacar os monarquistas.
Entretanto, duas horas depois, sem que ninguém houvesse chegado, o Shinsengumi decide agir sozinho. O Comandante dos Lobos de Mibu, Isami Kondou, forma dois grupos para atacar a Hospedaria Ikeda e a Shikoku ao mesmo tempo. E assim começa uma batalha que dura duas horas, na qual os monarquistas foram massacrados. Esse acontecimento ficou conhecido como o Incidente da Hospedaria Ikeda (Ikeda-ya Jiken ou Ikeda-ya no Hen).
Depois do confronto, não sobrou quase nada da Hospedaria. E a volta triunfal do Shinsengumi foi acompanhada por um mar de pessoas, impressionadas ao ver os homens completamente cobertos de sangue. Este incidente lançou o nome da tropa ao "estrelato" e, por causa dessa atuação, o Imperador mostrou o seu apreço pelos Miburo.

- Uma Estrutura Mais Organizada
A medida em que o nome do grupo atraía admiração por todo o país, seu número aumentou tão rapidamente (chegou a 300 no seu auge!) que foi necessária uma melhor organização. De modo que os Miburo ficaram organizados da seguinte forma:
  • - Sochou (Comandante): Isami Kondou
  • - Fukushou (Vice-Comandante): Toshizou Hijikata
  • - Sanbou (Conselheiro Militar): Kashitarou Itou 

[NOTA: Keisuke Yamanami foi obrigado a cometer seppuku por violar a 2ª lei do Shinsengumi]

- Kumichou (Capitães):
  • - Ichibantai (1ª divisão): Souji Okita
  • - Nibantai (2ª divisão): Shinpachi Nagakura
  • - Sanbantai (3ª divisão): Hajime Saitou
  • - Yonbantai (4ª divisão): Chuuji(Tadaji) Matsubara
  • - Gobantai (5ª divisão): Kanryuusai Takeda
  • - Rokubantai (6ª divisão): Genzaburou Inoue
  • - Shichibantai (7ª divisão): Sanjuurou Tani
  • - Hachibantai (8ª divisão): Heisuke Todou
  • - Kyuubantai (9ª divisão): Mikisaburou Susuki
  • - Juubantai (10ª divisão): Harada Sanosuke


- Gochou (Cabos):
  • - Kai Shimada
  • - Shouji Kawashima
  • - Nobutarou Hayashi
  • - Eisuke Okusawa
  • - Gorou Maeno
  • - Juurou Abe
  • - Takehachirou Kayama
  • - Tetugorou Itou
  • - Yoshitaku Kondou
  • - Maschika Kumebe
  • - Kanou Washio
  • - Nobori Nakamishi
  • - Kouzou Ohara
  • - Yabee Tomiyama
  • - Kosaburou Nakamura
  • - Kotarou Ikeda
  • - Kaisuke Hashimoto
  • - Tsukasa Ibaragi
  • - (e mais duas pessoas)


- Roushi Torishimari Yaku Narabi kansatus Tobi
(Departamento de Disciplina Interna e Obeservações-Espiões)
  • - Tainoshin Shinohara
  • - Susumu Yamazaki
  • - Tadao Arai
  • - Nobori Ashiya
  • - Kan-Ichirou Yoshimura
  • - Shuntarou Ogata


- Kanjou Gakari
(Operações de Limpeza)
  • - Kisaburou Kawai 


- O Fim do Shinsengumi
Como dito anteriormente, Keisuke Yamanami, meses antes do Incidente da Hospedaria Ikeda saiu do Shinsengumi, mas foi capturado por Souji Okita e obrigado a cometer Seppuku.
Mais tarde, em 1865, Chuuji (Tadaji) Matsubara cometeu Seppuku por causa de uma decepção amorosa.
Kawai Kisaburou foi executado por não ter conseguido justificar um rombo financeiro nas contas do grupo que ele provocou sem querer.
Os irmãos Tani (Sanjuurou, Shuntarou e Kondou Shuuhei) eram uma grande fonte de problemas dentro do Shinsengumi. Acabaram sendo mortos por Hajime Saitou.
Tauchi Tomo foi executado porque foi ferido pelo amante de sua mulher.
Kanryuusai Takeda tentou fugir para o feudo de Satsuma, mas foi descoberto e morto por Hajime Saitou.
Kashitarou Itou, Mikisaburou Suzuki e Heisuke Todou e mais algumas pessoas tentaram sair do Shinsengumi usando como pretexto a morte de Keisuke Yamanami, mas foram mortos em 18 de Novembro de 1867. Alguns membros do grupo dissidente sobreviveram, e conduziram atentados contra as vidas de Okita e Kondou.
Mais tarde, ocorreu a aliança entre os feudos de Choushuu e Satsuma (os mais atuantes feudos monarquistas). A seguir, o Xogun Yoshinobu Tokugawa devolveu o poder político para o Imperador, que logo depois assumiu oficialmente o governo do Japão.
Em seguida, tivemos a Guerra Boshin, que marcou o fim da Era Tokugawa e o início da era Meiji. Na primeira batalha, a de Toba e Fushimi, vários membros do Shinsengumi morrem, entre eles Inoue e Susumu.
Kondou foi preso e decapitado em 25 de abril de 1868.
Okita morreu de tuberculose em 30 de maio do mesmo ano.
Nagakura e Harada foram expulsos do Shinsengumi após uma violenta discussão com Hijikata, e formaram o Seiheitai. Mais tarde, Harada juntou-se ao Shogitai.
Durante a segunda batalha da Guerra Boshin, a batalha do monte Ueno, em Edo, Harada foi dado como morto. Há lendas de que ele sobreviveu e foi para a Mongólia, tornando-se o líder dos nômades de lá.
Saitou lutou até o fim, mas a 3ª divisão do Shinsengumi foi massacrada, e ele dado como morto. Porém, Saitou sobreviveu, foi para o feudo de Aizu, casou-se com Tokio Takagi, teve três filhos, tornou-se policial espadachim e mudou seu nome para Gorou Fujita. (Em off: acho que é por isso que o Saitou sempre se dá bem em todas as histórias de anime...)
Nagakura voltou ao seu feudo de origem, mudou seu nome para Yoshie Toshimura, tornou-se instrutor de Kendô de uma penitenciária de Hokkaido e até escreveu uma biografia sobre os seus tempos no Shinsengumi.
Falando em Hokkaido, foi lá que a vida e as lutas de Toshizou Hijikata, o "demônio do Shinsengumi", chegaram ao fim. Ele e os demais sobreviventes dos Miburo estabeleceram uma república independente, a república de Hokkaido. Durante algum tempo eles massacraram todas as expedições do governo Meiji que foram enviadas para lá. Até que, durante a última batalha da guerra Boshin, a batalha de Hakodate, Toshizou Hijikata foi morto por tiros de metralhadora, a 11 de maio de 1869. A morte de Hijikata marca o final da história do Shinsengumi.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Entenda a Era Sengoku e o Bakumatsu


Era Sengoku
O Japão. Terra do Sol Nascente. Sua bandeira é simplesmente um sol vermelho. E poucos conheceram sobre sua cultura, sua história, seu mundo.
Como professor de história no Ocidente, pouco se sabe do passado dessa sociedade. Os livros de história falam pouco ou nada sobre esse país. Só é citado quando se relaciona em conflitos de grande importância para os ocidentais, como a Segunda Guerra Mundial.  Poucos, por exemplo, sabem que houve uma verdadeira carnificina no Brasil, depois dos Aliados vencerem essa guerra. Isso se devia ao fato de que alguns japoneses não acreditavam na derrota de sua nação. E matavam quaisquer outros do país que compactuasse com essa “mentira”!
Mas aqui tratarei de dois períodos de grande importância para estrutura que conhecemos sobre o Japão: o período Sengoku e o Bakumatsu.
Antes de começarmos, uma coisa que muitos pensam é que podemos classificar o período de 1000 até 1500 d.C. como Japão Feudal. Isso é errado. Não havia formações de feudos. O certo seria examinar corretamente como eram as províncias e os xoguns, comandantes militares da época. A formação desse território é bem diferente do europeu, em que as cidades se formavam ao redor dos castelos dos senhores feudais.
O período Sengoku se deve pelo fato que o Império (período Nara que vai 710 até 794) foi enfraquecido com o surgimento dos xoguns. O imperador tinha força em cima de homens como proprietários rurais, não em lideres de combate. Isso começou as eras de xogunatos.
Eis que durante o xogunato de Ashikaga Yoshimasa, uma relativa estabilidade surgiu no território.
Ele se dedicou as questões artísticas e culturais, ignorando a situação política do país. Isso deu margem a daimyos (senhores de terras menores) inescrupulosos começarem a criar conflitos, desestruturando o país.  Houve muitas revoltas camponesas, dada a pobreza e opressão na qual a maioria da sociedade vivia. Isso criou nos senhores de terras um sentimento de revolta, sendo que nesse tempo havia 260 deles por todo país, com poder quase ilimitado nos seus territórios. Ou seja, 260 estados, alguns até com sua própria moeda e exército.
Quando, em 1467, houve uma grande disputa pela sucessão do xogum pelos clãs Hosokawa e os Yamana, isso teria sido o estopim para a Guerra de Onin. Mas isso foi só um pequeno detalhe cheio de guerras civis por dez anos, que mais tarde seriam pesados envolvendo daimyos por todo o Japão. Esse seria o ano do Período Sengoku (Era dos Estados em Guerra).
Vários homens tentaram unificar o país. Mas três nomes se destacam: Oda Nobunaga, Toyotomi Hideyoshi e Tokugawa Ieyasu.
Nobunaga foi o primeiro general japonês a aprender a usar eficientemente armas de fogo, introduzidas pelos portugueses em 1543. Havia, além da xenofobia japonesa, os problemas relativos ao uso de arcabuzes em campo de batalha. De modo prático, demorava demais os disparos e o recarregar deles. Ele então introduziu grupos de quatro homens, em cada um estaria responsável por uma parte do processo de ataque. Porém, adotou o cristianismo e arrasou vários pontos onde o budismo era prática comum. Ele já havia dominado boa parte da região central do Japão, porém foi traído por um de seus principais oficiais e emboscado. Ninguém sabe se foi morto ou cometeu suicídio.
Um dos auxiliares mais próximos de Nobunaga, Toyotomi Hideyoshi, foi rápido e matou o traidor Akechi Mitsuhide. Após isso, como sinal de respeito, ele depositou a cabeça do desafeto no tumulo de seu antigo líder. Prosseguiu com o plano de unificação do país. Para isso, demarcou várias barreiras para a mobilidade social. Os soldados seriam os únicos que portariam armas, passariam a viver próximos dos castelos, não poderiam cultivar a terra e recebiam um “salário” em arroz. Aqui vale lembrar que suas estruturas de cidades, não funcionavam como os feudos, visto que esses possuíam muralhas e recebiam todas as pessoas que serviam ao lorde. No caso em questão, só os samurais estavam sob proteção do xogum. Isso ocorria, pois, como era um camponês inicialmente Hideyoshi queria impedir que alguém como ele subisse de hierarquia e tomasse seu poder. Ainda assim ele conseguiu controlar quase todo o Japão.
Era ambicioso. Queria dominar toda Ásia e até atacou a China com um contingente de 200 mil soldados. O xogum caiu doente, mas convocou um conselho de cinco regentes. Um deles era Tokugawa Ieyasu, até o que filho de Toyotomi Hideyoshi, Hideyori, atingisse a idade adulta. Os homens escolhidos não se entenderam e começaram a lutar pelo poder. Isso criaria o confronto mais conhecido desse período chamado de Batalha de Sekigahara (em 1600), onde 160 mil samurais participaram. Tokugawa se saiu vitorioso. Em 1603, ele foi nomeado xogum.
Esse período foi um dos principais motivos da unificação dessa nação. No próximo texto, escrevo sobre o Bakumatsu.

Bakumatsu
Bakumatsu. Literalmente, pode se falar que é o “Final do Xogunato”. Compreende o período entre 1854 a 1868. Mesmo sendo uma quantidade de tempo menor que o período Sengoku, sua importância histórica traz muitas conseqüências para o Japão. Mas vamos começar falando sobre os motivos para tal acontecimento histórico.
Em Junho de 1853, chegaram os navios negros do Comodoro Matthew C. Perry. Um esquadrão com quatro embarcações, na tentativa de impulsionar um comércio com o Japão. Devido ao costume japonês de não fazer acordos mercantis (com exceção da Holanda) não quiseram receber a tripulação ou seu líder. Nesse caso, houve a ameaça de bombardear o porto de Nagasaki, único porto ao qual estava aberto a estrangeiros.  Sem escolha, o país permitiu contato com os americanos.
Havia um grande sentimento de divergência entre os japoneses: aqueles que iam contra o isolamento da nação e os contra. Isso sem contar que o bakufu (outro nome para xogunato, governo japonês da época) foi forçado a abrir mais portos para os Estados Unidos. Isso demonstrava a queda do poder do xogum. A população estava cheia de dúvidas sobre aquele governo. E vários outros fatos mostravam a ocidentalização no país, como a tradução de livros dos americanos. Isso deixou extremamente descontente algumas facções aliadas dos Tokugawas.
Dois fatores tornaram maior o sentimento de descontentamento com aquela situação. O primeiro se refere aos daimyos que perderam na Batalha de Sekigahara, que desde então, foram excluídos de qualquer cargo com relevante importância dentro do governo. Outro seria a filosofia de “Reverência ao Imperador, Expulsão dos Bárbaros”, pensamento neo-confucionista que reforçava os aliados do Imperador (chamados de isshin shishi, monarquistas). Estes últimos queriam a maior abertura do país para os contatos com estrangeiros.
Além de um maior contato com outros povos, estudantes navais foram enviados para estudar em escolas ocidentais. Isso gerou um costume, de enviar seus filhos para outros países. Além disso, no final do Bakumatsu, foi formada uma tropa com extrema fidelidade ao xogum. Chamados como Lobos de Mibu, seu nome era Shinsegumi. Sua função era basicamente controlar o caos durante esse período, como uma polícia militar da época. Mas ainda não eram bem tratados devido ao passado de alguns lideres do grupo.
Os ânimos entre aqueles a favor do xogum, ou seja, contra o contato estrangeiro e os monarquistas, querendo restaurar poder ao imperador.  Isso gerou diversos conflitos. Entre alguns que podemos registrar aquicom relevante importância estão:
-Bombardeio de Kagoshima ou Guerra Anglo-Satsuma (15 a 17 de Agosto de 1863): a Marinha Real Britânica teria bombardeado Kagoshima, em retaliação ao ataque de cidadãos britânicos. Acontece que um oficial japonês teria atacado estes homens devido ao não respeito à figura do daimyo. Algo incomum para pessoas, que não conheciam o costume daquele país.
-Incidente da Hospedaria Ikeda (5 de Junho do ano 1 da Era Genji, 1864): O Shinsegumi descobriu um plano dos monarquistas que visava usar uma noite de vento e incendiar Kyoto, já que e com esse clima as chamas se propagariam. Com isso, atacariam os homens importantes do xogum e sequestrariam o mesmo. Os isshin shiishi estariam preparando seus planos nas hospedarias Ikeda e Shikoku. Sabendo disso, precisando agir imediatamente e além de usar o fator surpresa, atacaram os conspiradores somente com os Lobos de Mibu, visto que o apoio não havia chegado. Como havia dois lugares, o grupo se dividiu em duas frentes. Ao sair da área do massacre, quando o dia amanheceu, estes homens foram lançados ao estrelato. Se antes eram tratados com medo devido as suas atitudes desmedidas, agora, além disso, eram admirados. Eram perigosos e extremamente hábeis. Até o bakufu se mostrou admirado com suas façanhas. Alguns relatos falam que o acontecimento causou um grande atraso na Restauração Meiji, devido à morte de importantes nomes naquela fatídica noite.
-Batalha de Toba e Fushimi (1868): Esse conflito ocorreu devido às tropas de Choushuu, Satsuma e Tosa se encontraram com tropas de Tokugawa, perto de Fushimi. Esta região é um bairro de Kyoto. Essa batalha ocorreu por quatro dias e se tornou uma dura derrota do xogunato.
-Guerra Boshin (1868 a 1869): Foi uma guerra civil no Japão que marcou o fim do xogunato Tokugawa. Os homens que eram fieis ao imperador se tratavam de uma força menor, mas relativamente modernizada. Isso era um fator bem importante, uma vez que o bakufu não recebia apoio dos estrangeiros. Visto que americanos poderiam lhe fornecer, por exemplo, armas de fogo. Na Batalha de Hakodate, o último resquício das forças, foi finalmente destruído. Com isso, Tokugawa perdeu qualquer poder sobre a nação.
Com a vitória dos monarquistas, o imperador subiu ao poder em 1867, com apenas quatorze anos. Em 1868 começava uma nova era; essa era foi declarada como Meiji. Muitos dos antigos senhores que foram contra o xogum, foram premiados através de posições governamentais, no novo regime. Aqueles que eram a favor de Tokugawa foram poupados, devido aos pedidos de SaigoTakamori. Este foi um dos grandes nomes do novo período.
Por fim, temos como conseqüência várias mudanças no modo de agir do Japão. Muitas pessoas começaram a seguir os padrões ocidentais de agir e vestir. Entre eles podemos citar a educação, economia, governo e até culinária. Além de proibir o uso de espadas, sendo que isso só era algo comum para os samurais. Só quem poderia fazer isso eram policiais devidamente treinados e licenciados. Ainda assim, o Japão continuou seguindo com sua cultura. Mantendo uma grande fidelidade aos seus antigos costumes e ainda assim, se modernizando.

P.S.: Muito obrigado para Deborah Bedento que meu deu alguns toques sobre o texto.