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domingo, 19 de julho de 2020

Uchiha Itachi e Severo Snape: os personagens incompreendidos

Falar desses personagens seria chover no molhado. Afinal, eles por muito tempo são tratados como heróis... Ao menos agora. Eu sempre olhava para eles com a pergunta: porque eles agem assim? Pois inicialmente, se não são tratados como vilões, ao menos como antipáticos ou cruéis. Então, vamos notar quem eles são e como foram usados.
Itachi Uchiha: Inicialmente, muitas pessoas gostavam dele, pois Itachi seria como um Coringa ou Griffith de Berserk - ele matou várias pessoas de seu clã para entrar na Akatsuki. Inclusive, matou seu pai e mãe, deixando apenas seu irmão mais novo, Sasuke Uchiha. 
Como inicialmente, nós temos a visão apenas das crianças do Time 7 (Sasuke, Naruto e Sakura), podemos pensar que ele é cruel. Especialmente, quando ele tenta sequestrar Naruto. Mas tem muita coisa errada nisso. Primeiro, por qual motivo ele bate na porta de Naruto? Por que não despacha Jiraya com facilidade? Por que incentiva a raiva de Sasuke contra ele? Não fazia sentido instigar esse ódio em especial ao irmão, pois se queria que ele o matasse, por qual motivo o poupar antes? "Mas por que ele se sentia mal pelas mortes". Ok, mas além de instigar Sasuke a obter o magenkyo através da morte de seu melhor amigo (Naruto), não seria mais fácil só o deixar matar e pronto? Aqui, o sacrifício por causas justas ou de arrependimento sempre acontecem.
Então... Na verdade, Itachi foi um herói!
Ele delatou o plano dos Uchihas ao Terceiro Hokage. Depois de indas e vindas, o Sarutobi mandou ele MATAR todos do clã Uchiha. Isso se devia pelo perigo que o sharingan poderia proporcionar, além de saberem que foi alguém com esse olho que manipulou a Kiuuby, anos atrás. Tanto que antes de morrer (pela primeira vez, depois pelo edo tensei). Mas obviamente, Itachi virou um pária, para poder proteger a quem amava: seu irmão e a Vila Oculta da Folha. Tanto que foi para "capturar" Naruto, para lembrar Danzo, Orochimaru e outros, que ele continuava vivo.
Deixando ao menos, antes de morrer, o mesmo gesto que fazia com seu irmão mais velho.
Severo Snape: Quando o vemos em Harry Potter e a Pedra Filosofal, nós notamos que ele é alguém severo (desculpe, não resisti) e rude. Em especial com Harry Potter. Ele cita o ódio que sentia a Tiago Potter. Mas algo que fica estranho ali é a citação "Você tem os olhos de sua mãe". Entre vários livros, nós notamos que ele quase sempre é extremamente chato com HP. O que é curioso, que em algumas histórias, parece que Severo quer o proteger! Uma das cenas clássicas mostra quando Snape tenta contra atacar uma magia no jogo de quadribol ou quando ficou na frente de Harry, Rony e Hermione para proteger os alunos de Lupin.
Entretanto, no penúltimo livro da saga Severo Snape MATA Alvo Dumbledore, o diretor de Hogwarts. Então, acreditamos que ele se tornou membro dos Comensais da Morte, assim se tornando um villão.
Mas quando Harry acessa as memórias de Snape, descobrimos a verdade: desde muito cedo, ele conheceu a mãe de HP. Eram amigos, mas ele já nutria por ela amor. Ambos sendo bruxos, um dia foram para Hogwarts. No entanto, seus caminhos se separaram. Enquanto ela ficou com Tiago Potter, ele continuava sua vida reclusa.
Ele ficou aliado das forças das trevas lideradas por Voldemort. O que causou um problema, pois uma profecia dizia sobre alguém que poderia matar Aquele Cujo Nome Não Pode Ser Pronunciado. E estava se referindo a família Potter: Lilian, Tiago e o bebê Harry. E isso causa o desastre que culminou em toda a história daquela família e a marca na testa do garoto bruxo.
Apesar do garoto ser tão arrogante quanto o pai algumas vezes, por amor a Lilian e um voto de proteção secreto, ele sempre tentou proteger HP. Até mesmo a morte de Dumbledore foi um ato de piedade, pois o diretor já estava doente. E assim, o Lorde das Trevas confiou em Snape. Assim agindo contra Voldemort na verdade.
Mesmo triste, mesmo ele sendo forçado a fazer coisas contra sua vontade, ele sempre amou Lilian. Lilian.

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Kensei

A história de Miyamoto Musashi tem diversas lacunas. O mais próximo que temos são os relatos de seus alunos e o seu livro Gorin no Sho (O Livro dos Cinco Anéis. Assim Eiji Yoshikawa, fez um folhetim que sairia no jornal Asahi Shinbun, durante a década de 1930. Um épico de aproximadamente duas mil páginas. Que narra a vida dele desde o combate de Sekigahara. 
Ao lado de Xogum, Musashi faz parte das duas maiores e mais importantes obras literárias de introdução à cultura e tradição japonesa.
Compilado originalmente em sete volumes, no Brasil a obra possui duas edições: uma dividida em dois volumes, publicada em 1998, e outra comemorativa, com três volumes e um extra com ilustrações de Musashi em ukyio-e. Ambas publicadas pela editora Estação Liberdade.

quarta-feira, 23 de março de 2016

Record of Lodoss War: O que veio (ou não) para o Brasil e as eras da história

Romances
  • A Bruxa Cinzenta (OVAs 1 a 8 se baseiam nele)
  • Demônio de Fogo (Não foi incluido)
  • Dragão Demônio na Montanha de Fogo - Parte 1 
  • Dragão Demônio na Montanha de Fogo - Parte 2
  • As Guerras Sagradas do Reis (Os OVAs não são tão fiéis)
  • Reino Sagrado de Lodoss - Parte 1
  • Reino Sagrado de Lodoss - Parte 2
Outros contos relacionados são A Floresta do Elfo (que conta a história de Deedlit), O Cavaleiro Negro (uma história com Ashram e Pirotess) e Lendas de Lodoss: volume 1- 4 (a história dos Seis Heróis).


OVAs

  • Chronicles of the Heroic Knight

Série de TV
Número de episódios: 13




Lodoss SD: Yokosso Lodoss To E
Série SD de Lodoss , de três minutos cada episódio com histórias humorísticas que passava depois do animê.


Videogames
Super Nintendo     Dreamcast

RPG







Cronologia de Lodoss


Era do Caos: Em um período de 2 mil anos, vilas e cidades eram destruídas por criaturas perversas que saiam da ilha de Marmo. Alguns reinos surgiam e desapareciam, mas nenhum conseguiu se manter realmente.

Era da magia: Foi criada oito mil anos antes da Era da Iluminação, com o surgimentos de um reino poderoso: Kastuul, o Reino da Magia. Um império forte, rispido, mas que unificou Lodoss por algumas centenas de anos. A magia ganhava uma força maior, sendo aprimorada, tanto que os reis e rainhas eram como deuses com seus poderes.
Porém uma guerra entre os barões e reis destruiu o Reino da Magia e seu espaço a Era da Iluminação. Essa foi a era em que bruxa cinzenta, Karla, viveu.

Era da Iluminação: Mai uma época de trevas consumiu a ilha. Cinco dragões sobreviveram a guerra do Reino da Magia. Dois deles eram da luz (Melsen e Brand) e três das trevas (Shooting Star, Narse e Eibra). Os primeiros ajudaram a reconstruir Lodoss e os segundos apossaram-s de grandes tesouros.

quinta-feira, 17 de março de 2016

O primeiro livro de uma criança


Os primeiros escritos que tive o interesse de ler em toda a minha vida foram quadrinhos. Coisas como as obras de Maurício de Souza ou as tira de Bill Watterson eram e são meu principal entretenimento. Isso ocorre já que para crianças, essas páginas recheadas de balões e desenhos, são seus primeiros livros.
E então é que me revolto com certos pais, quando reclamam da garotada que lê mangá dizendo que “é inútil”. Não estou aqui para falar só dos meus sentimentos em relação aos meus anos de criança, nem quero que as crianças se afundem em um mundo de quadrinhos, as alienando, e sim que saibam distinguir fatos concretos sem uma mídia manipuladora e um governo mais justo.
Como professor, sei como é difícil introduzir garotos a um mundo de leitura. Possuímos uma educação precária que cria uma imensa número de semi analfabetos a cada ano. O que poderia ser remediado com modos mais eficazes de leitura. Ai que entraria o mangá e outros tipos de artes visuais.
Uma ideia louca me veio a cabeça falando com meu amigo Horn de levar essas obras nipônicas aos alunos em escolas públicas. Obviamente, só as mais recomendáveis. Poderíamos colocar nas mãos de um adolescente um volume de Rurouni Kenshin, que apesar de ser uma obra shounen recheada de batalhas com espadas, mostra vários aspectos culturais e históricos do Japão. Alguns até mais contemporâneos como Gen – Pés Descalços. Da mesma forma, seria possível trazer uma biografia como Adolf ou Buda, de Osamu Tezuka, ou talvez uma obra mais clássica desse mestre como A Princesa e o Cavaleiro.
Falo isso pois entendo mais de mangá, mas outras obras de cunho internacional e nacional serviriam do mesmo modo (como as de Will Eisner ou até mesmo Anita Costa Prado).
E um dia espero que uma leitura para um filho meu, seja um livro de Vida e Morte Severina ou quem sabe um Akira. E não um livro que não exerce nenhuma reflexão como Crepúsculo e suas continuações. Afinal, contos de fadas devem possuir “fadas”, não vampiros com “problemas em tomar decisões e atitudes”.