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segunda-feira, 18 de julho de 2016

Como são as escolas japonesas


Existem muitas pessoas que acreditam que todas as escolas japonesas são públicas, o que não é verdade. Assim como qualquer outro país, também existem particulares. Só que até mesmo nas públicas você tem que pagar, só paga menos que nas segundas. Não é gratuito.
Pode parecer absurdo, mas isso explica a taxa de natalidade no Japão ser tão pequena. Visto que para cada um será pago uma quantia de estudo. Ainda assim, os preços das escolas públicas são extremamente acessíveis, ao menos no começo da vida de uma criança. Porém, esse valor vai aumentando.
E ao chegar no nosso equivalente ao colegial, aí sim, esse preço começa a pesar na renda familiar. Tanto que nesse período existe o exame de admissão, um equivalente a “prova de vestibular” para conseguir entrar no ensino médio. Sendo que muitas vezes, uma pessoa quer participar de determinada instituição escolar exatamente por ela ter um foco em um dos clubes ao qual bate com o interesse de quem ser admitido. Um exemplo disso em obras de mangás e animes, é a personagem Miaka, de Fushigi Yuugi.
A fama de uma escola, muitas vezes, define que tipo de aluno vai para ela. Por exemplo, se você gosta de basquete, você irá para uma escola ao qual o clube desse esporte é famoso e bom.
Pessoas que não entram em nenhum clube desses são tratados como NEET (Not in Education, Employmente or Training = Nem estuda, nem trabalha ou nem treina). Isso não acarreta, mas causa alguns problemas de bullyings. Por isso, no começo de ano nas escolas, os clubes sempre tentam incentivar novos alunos a entrar em um de seus grupos, evitando também dos alunos a serem “zoados”. O que mostra, que mesmo onde temos um país cheio de respeito nas escolas, ainda existe esse assédio moral.

E a questão do uniforme escolar. Não é exigido em todas as escolas, mas algumas são extremamente rígidas com isso. Varia de uma para outra. Mas pode ter certeza, essas mais tradicionais são normalmente as mais prestigiadas da região. Sem contar que fica claro aos alunos que não devem usar essas vestimentas, fora do horário escolar. Para que qualquer ato errado que o aluno faça (não necessariamente erado pelos nossos padrões, mas aos olhos dos japoneses), seja entendido como um ato da própria instituição. E acreditem a rigidez é verdadeira.

sábado, 19 de outubro de 2013

Shoujo e seus contextos complexos


Mesmo com tantas revistas de conteúdos shonen, queria comentar um pouco sobre um estilo de produção voltado para o público feminino, o shoujo.
Você homem, deve achar que eu não entendo nada disso e que nem deveria estar falando sobre isso. Mas ai me vem à memória um dos meus primeiros amores que conheci na extinta Animangá. Ela lendo um mangá e eu comecei a falar com ela sobre um personagem de RG Veda, pois ela achava que era uma menina. Não lembro tão bem do seu rosto, mas seus cabelos tinham um brilho loiro com cabelos castanhos. Seu nome era Vivian. É uma história real.
Por que eu falei isso? Além de falar de um antigo amor meu (ao qual nunca me declarei), mostrei que até mesmo homens podem ser fascinados com os roteiros de histórias shoujo. Ai você grita que um shoujo não consegue ser tão empolgante ou complexo quanto um shonen. X/1999, Karekano e Fushigi Yuugi são bons exemplos do contrário. Você então fala de Death Note? É que algumas obras shoujo, como que te acabei falar possuem outra complexidade. Elas são complicadas por seus sentimentos. O ser humano é um ser cheio de manias e os mangás e animes shoujos transmitem isso muito bem, as vezes.
Originalmente voltado
para garotas!
Não querendo ser mal, mas uma pessoa que acredita não se ligar aos seus sentimentos, nunca vai entender as complexidades de texto para o público feminino. Novamente digo, não estou sendo bobo ou romântico. É só verem nos primórdios do mangá, em obras como A Princesa e o Cavaleiro, de Osamu Tezuka. Um gênio criou essa história, pois sabia que o público de seus desenhos não é formado só por homens. Mas acima de tudo eu gosto de shoujos, já que as últimas temporadas de animes estão recheadas de coisas ecchi. Animes não são só bunda e peito.
Parafraseando Bruno, vocal da banda Biquini Cavadão, anime se faz com a cabeça, e com o coração. Anime não se faz com bunda não!