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sexta-feira, 10 de março de 2023

A Princesa da Yakuza

O filme 'A Princesa de Yakuza', de Vicente Amorim, ocupa o 1º lugar no ranking de filmes mais assistidos da Netflix no Brasil e o 7º lugar no ranking mundial.
O longa marca uma parceria entre Brasil, Japão e Estados Unidos ao contar com uma equipe de produção e elenco vindos dos três países. A história se passa em grande parte no bairro da Liberdade, região de São Paulo, conhecida por ser a maior comunidade japonesa do mundo fora do Japão. O roteiro, baseado na HQ de Beyruth, foi escrito por Fernando Toste e Kimi Lee.

terça-feira, 11 de julho de 2017

JaPow! Mais uma produção brazuca


Eduardo Capelo (membro da Banda Wasabi) e Jun Sugiyama estão fazendo um mangá pela Editora Drago JaPow! Olhem ai a sinopse:
"No bairro mais oriental de São Paulo, você encontra casas de lamen e sushi, lojas de mangá, cosplayers e deliciosos quitutes. O que poucos sabem é que nessas mesmas ruas convivem criaturas fantásticas, seres lendários, sociedades secretas e habilidosos guerreiros em uma eterna disputa de território.
Durante uma visita à Liberdade, as amigas Daniela Tomoe e Charlotte acabam encarando uma gangue de arruaceiros que ameaçavam Suzuki-san, um velhinho comerciante. Mal sabiam elas que aqueles desajustados que cobravam proteção do mal-humorado lojista agiam sob as ordens de um poderoso chefe. E aí que entra em cena Jota, o heroico caçador de yakuzas. Conseguirá ele vencer esse que é apenas o primeiro de muitos outros desafios?
JaPow! é um mangá com roteiro de Jun Sugiyama e arte de Eduardo Capelo. Mergulhe na tradição da cultura japonesa e vivencie embates lendários pela honra e a glória, sempre sob as luminárias vermelhas da misteriosa região da capital paulista."

quarta-feira, 31 de maio de 2017

O Bairro da Liberdade


O bairro mais famoso sobre a cultura japonesa e oriental (em geral) que fica em São Paulo, capital do estado com mesmo nome. Lá existem livrarias japonesas, restaurantes, lojinhas de garage kits, entre outras coisas. 
Mas poucos sabem o por que desse bairro se chamar Liberdade? Ironicamente, isso não tem a ver com o Japão, mas sim com África. Mais precisamente, com o escravos negros trazidos ao Brasil.
Ainda nos anos de 1800, o Brasil ainda usava escravos. A praça da Liberdade, em especial o centro dela, era chamada de Largo da Forca. Pois lá eram punidos os criminosos e escravos. Quase sempre por enforcamento. O lugar foi escolhido pois ficava próximo do antigo Cemitério dos Aflitos.
O nome de Liberdade ao lugar, se deve a um homem que liderou um motim contra salários atrasados. Quando ele seria enforcado, a corda estourou e tentaram fazer isso mais uma vez. Tentaram várias vezes e a corda sempre arrebentava. Acharam que aquilo era uma espécie de milagre, e a população local gritava várias vezes "liberdade", com a finalidade que libertassem o sujeito. E o bairro recebeu esse nome por conta disso. 
Depois disso, a escravidão e a pena de morte foram abolidas no Brasil. No lugar do Largo da Forca, foi construída uma igreja ainda naquela região. Santa Cruz das Almas dos Enforcados. Até o cemitério foi desfeito e a única coisa que sobrou foi a Capela da Rua dos Aflitos. É falado que esses lugares são os mais assombrados da cidade de São Paulo.
Depois de 1908 é que os japoneses começaram a morar na região da Liberdade. Isso pois o aluguel era mais barato. Quase ninguém queria morar ali naquela época. Então, começaram as primeiras hospedarias e comércios com produtos de origem japonesa, prato cheio para obter lucro. Os japoneses se uniram em associações de comércio. Em 1915 foi fundada a Taisho Shogakko (Escola Primária Taisho), que ajudou na educação dos filhos de japoneses, então em número aproximado de 300 pessoas. Além de usar apostilas diretamente do Japão, onde ensinavam japonês e português (além de outras matérias básicas como história e ciências), ainda possuía várias atividades extra curriculares. Como baseball. Hoje, esse local é o Bunkyo, sede do museu da imigração japonesa. 
Foi só na década de 70 que o bairro tomou esse aspecto orientalizado que encontramos, por exemplo, na rua Galvão Bueno. Não possuindo só coisas de japoneses, além de coreanos e chineses. Tanto que festividades como o Ano Novo Chinês.