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sábado, 21 de outubro de 2023

Japonês quer que sua "esposa virtual" seja aceita como oficial!

O japonês Akihiko Kondo, de 40 anos, casou-se em 2018 com Hatsune Miku. O que faz do casamento algo aparentemente incomum é o fato de Miku ser uma artista de realidade virtual. A cantora, que já participou de turnê com Lady Gaga, foi criada pela empresa Crypton Future Media em 2017.
Kondo gastou o equivalente a R$ 85 mil para celebrar a união com a personagem virtual. Na cerimônia de casamento, Hatsune Miku teve de ser representada por uma boneca para melhorar o entendimento dos convidados.
Desde as núpcias, Akihiko Kondo passou a sentir discriminado, segundo relatou à reportagem da Deutsche Welle. Por isso, o funcionário público de Tóquio decidiu fundar a Associação Fictossexual. A intenção do grupo é combater o preconceito com os chamado fictossexuais e lutar por seus direitos. Fictossexual é como se classifica a pessoa que se sente atraída por um personagem de desenho. Ou outra obra ficcional.

Kondo diz que por ora a associação tem quatro membros e deve promover um evento ainda em 2023. Em declaração à agência France Presse, ele derreteu-se de amor: "Nunca a traí, sempre fui apaixonado por Miku. Penso nela todos os dias". "Eu nunca tive uma namorada, mas tive vários relacionamentos com personagens de animes e jogos de computador", confessou à Deutsche Welle.
Ele disse que precisou tirar licença do trabalho por ter sido satirizado por colegas que viam o casamento com estranheza. "Esquisito", "louco" e "psicopata" foram adjetivos que diz ter ouvido no ambiente profissional.
O casamento não tem um registro oficial porque a legislação do Japão não reconhece união com personagens virtuais. Ele possui apenas um certificado alternativo feito por uma empresa. Kondo adotou uma rotina de casal com a boneca que representa a personagem, com passeios em cadeira de rodas.
Ao DailyStar, o funcionário público diz que se dedica à luta para que os fictossexuais sejam reconhecidos como "minoria sexual".
"Não é justo, é como querer que um homem gay tenha encontros com uma mulher, ou que uma lésbica se relacione com um homem", exemplifica Kondo ao falar dos direitos que postula.
Estudo de 2017 da Associação Japonesa de Educação Sexual surpreendeu ao mostrar que 10% dos jovens entre 16 e 29 anos no país admitem ter se apaixonado por personagens de animes (desenhos animados nipônico) ou até de games. Em entrevista à Deutsche Welle, o professor de sociologia Izumi Tsuji ensaiou uma explicação para o fenômeno: "Fictossexuais surgiram quase ao mesmo tempo que a cultura otaku no Japão, entre os anos 1980 e 1990". A cultura otaku refere-se aos que se interessam por animes, mangás, videogames e outros aspectos da cultura pop japonesa.

sábado, 20 de janeiro de 2018

Anime Crimes Division

No dia 16 de novembro de 2017 o serviço de streaming on-demand de animês, o Crunchyroll, estreou em seu catálogo de atrações uma websérie original co-produzida em parceria com a RocketJump, marca do youtuber e filmaker norte-americano Freddie Wong (famoso por produzir a série Video Game High School que esteve em exibição entre 2012 e 2014).
Anime Crimes Division é uma websérie sobre os otaku para os otaku. O episódio debut nos apresentar o investigador Joe, agente da Animes Crimes Division, um setor da polícia da cidade de Neo Otaku que é responsável por combater ilegalidades envolvendo a Cultura Otaku. De crimes como o tráfico ilegal de dakimakuras até a contenção de guerras entre fandons otaku de animês dublados e animês legendados.
Protagonizada pelo experiente detetive Joe Furaya e por sua parceira, a detetive Diesel, a mini série faz uma mistura de paródia a filmes e series policiais com casos, falas e objetos que referenciam diretamente animes famosos, como Psycho-Pass, Gundam, Yuri!!! on Ice, Naruto, entre outros. No decorrer da primeira temporada da série, que possui três curtos episódios, é perceptível a existência de influências vindas de antigos filmes de comédia, como Loucademia de Policia/Academia de Policia e Corra que a Policia Vem Ai/Onde Para a Policia?.
Em um episódio de nove minutos e alguns segundos os criadores (Daniel Murphy e Freedie Wong) contam com o roteiro de Antonhy Burch para contar uma comédia pastelão que faz referência a situações muito próximas ao que vivem os otaku no mundo inteiro. Desde a legendagem dos diálogos em japonês (sim, há esse tipo de coisa na websérie), inserção de notas do tradutor (para explicar um neologismo ou termo oriental), abertura com tema em japonês, comentário acerca de que tipo de otaku se é a partir dos animês que assiste (numa crítica dura e divertida aos fãs de Digimon e seus bromances), Animes Crimes Division é um retrato do otaku do século XXI que é muito ao mesmo tempo misto e dividido entre o fim do século passado e sua nostalgia e as novas propostas da indústria de entretenimento japonês.
Neo Otaku, a cidade da trama, é uma clara referência ao mundo ideal sonhado pelas personagens do monckmentário Otaku no Vídeo (1991) do estúdio Gainax. Também é a representação do desejo dos otaku mais vicerais, que é que o mundo inteiro se torne otaku um dia.
Disponível também no canal da RocketJump no Youtube, a websérie teve sua estreia em formato de van premier para os assinantes do Crunchyroll, que é apoiador do projeto, e entra com uma temática que interessa em muito aos otaku e a própria empresa.

sábado, 8 de abril de 2017

Rádio J-Hero: Do seu jeito, do seu gosto


Fundada em 13 de novembro de 2008, a Rádio J-Hero é uma web-rádio brasileira focada em pessoas que são fãs de animes e mangás, público que se define por Otaku/Otome.
Seu objetivo é propagar a cultura oriental com destaque para a japonesa, por meio de músicas, programas temáticos, matérias, resenhas e artigos.
Mas vamos ver como ela surgiu e sua proposta por ela mesmo. O texto a seguir saiu do site J-Hero:

"Em meados de 2004 e 2005, um jovem de 16 anos chamado Rubens Junior  era o que poderíamos chamar de Otaku, baixando e assistindo animes por horas e horas. Se tornou um fã de músicas japonesas por causa das aberturas e encerramentos dos animes.
Certo dia, Rubens conheceu uma antiga web-rádio em um dos sites que frequentava. A rádio tocava músicas de animes, motivo que de imediato cativou a atenção do jovem, tornando-se assim ouvinte e fã da mesma. Rubens quis fazer parte da equipe daquela web-rádio e rapidamente se inscreveu para uma das vagas de locutor.
Dentro de certo tempo, seu pedido foi aceito e Rubens entrou para a equipe passando a ser conhecido pelo nickname de Kisuke (referencia ao personagem Urahara Kisuke de Bleach).
Kisuke iniciou seu treinamento para locutor e realizou seu objetivo, mas infelizmente, em poucas semanas após integrar a equipe e iniciar seus treinamentos, aquela web-rádio passou por uma fase turbulenta e chegou a fechar as portas. Ele ficou arrasado de saber que a web-rádio havia sido fechada por motivos de brigas.
Em meados de 2005 e 2006, Kisuke começou a sonhar em criar uma web-rádio e chamá-la de Japan Fire. Como não tinha nenhum conhecimento e nem ajuda, ele nunca conseguiu dar início ao projeto, e acabou desistindo.
Em 2007, Kisuke passou a frequentar o chat de uma web-rádio concorrente a qual participava. No bate-papo, fez amizade com duas pessoas, seus nicksnames eram PH e Shiro, amigos que também compartilhavam do mesmo sonho, o de montar uma web-rádio própria.
Depois de pensarem muito a respeito, em 2007, os três amigos se uniram e fundaram a Rádio Japan Extreme, marcando o início de um grande projeto que conseguiu unir uma equipe de mais de 20 pessoas.
Por não terem a experiência necessária, a Japan Extreme nunca ultrapassou a barreira do amadorismo. Sempre surgiam problemas e a união dos três amigos se desfez até que Kisuke foi o único deles a continuar com o projeto.
Por se ver sozinho na administração e ter uma equipe em formação, Kisuke decidiu reestruturar a organização. Dessa vez com mais conhecimento e experiência, decidiu então dar um novo nome a Japan Extreme.
Na época Kisuke estava fã do anime Naruto, e ao assistir o episódio 19 do anime (onde o personagem Naruto é reconhecido como herói ao final), Kisuke teve a inspiração e em sua cabeça vieram as palavras “herói japonês”.
Assim, Kisuke nomeou a até então Japan Extreme em J-Hero (abreviatura para Japan Hero), Uma semana depois de escolher o novo nome, isto é, em 13 de novembro de 2008, ele registrou o domínio “radiojhero.com”,  dando origem á Rádio J-Hero, com o slogan “A sua rádio de J-Music”.
Na primeira formação da Rádio J-Hero, a equipe era constituída por alguns dos seguintes membros: Sayuri, Chocolove, Nah, Tomoyo, Mario-kun, Coragem, Aka-chan, Azulão, Sagui, Le sete, Shadow, Alface, D6, Drixy, Haru, Nanda, dentre outros. (Desculpas por não lembrarmos de todos).
O início foi bem simples, com poucos ouvintes e pouca divulgação, pois a rádio por ser nova, não era conhecida.
Devido a conflitos na equipe, a Rádio J-Hero quase faliu no inicio de 2010. Vários membros haviam deixado a equipe, trazendo um dos piores momentos desde a sua fundação.
Sem esperanças de como resolver a questão, Kisuke propôs uma sociedade ao seu amigo Lexus (Duane Mafra), amigo que havia sido da equipe J-Hero no ano de 2009.
Lexus  aceita o convite, dando início a uma nova estrutura para a J-Hero. Novas formas de gerenciamento e novas ferramentas de TI são adotadas, regras, normas e planejamentos são criados, tudo sob uma nova administração, focando na eficiência e na comunicação interna.
Uma nova logomarca é criada, com o novo (e atual) slogan “Do seu Jeito, Do seu Gosto!”

A proposta
A proposta temática é englobar todo universo do público otaku, apresentar programas musicais partindo de trilhas sonoras de animes e englobar conteúdos que tenham ligações diretas com tal cultura.
As músicas são ligadas aos temas de animes, tais como aberturas, encerramentos ou partes das trilhas sonoras. Músicas brasileiras que sejam ligadas a tal conteúdo também se encaixam dentro da proposta, sendo versões brasileiras para temas de animes ou até paródias. Games também ganham espaço, restringindo os temas musicais para aqueles ligados á cultura oriental.
Inicialmente o objetivo da Rádio J-Hero era apenas a cultura japonesa, com foco em J-Music (abreviatura de Japanese music), entretanto, com a variedade de estilos mostrados pelo mundo otaku, a proposta foi ampliada para outras partes do oriente, como a sul-coreana por meio do K-Music (abreviatura de Korean music).

A escolha do nome J-Hero
J-Hero é a abreviatura de Japonese Hero, ou Herói Japonês. O nome foi inspirado em um dos espisódios do anime Naruto, onde o personagem principal é reconhecido como herói ao final de uma das primeiras sagas (mais informações em Nossa História). A abreviatura é feita com lembrança aos estilos musicais: J-Music, J-Pop, J-Rock, J-Metal, entre outros.

A organização J-Hero
A J-Hero é uma organização constituída por pessoas que trabalham apenas por Hobby, onde são convidadas a integrar sua equipe e se comprometem a honrar seus compromissos para manter viva a proposta.
A organização é dividida em quatro funções: locutores, redatores, colaboradores e administradores.  Todos trabalham de forma voluntária, intencionando apenas ganhar experiência pessoal, realizar o que gostam e adquirir novas amizades."

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Preconceito dos fãs (o que tem por nós e o que temos)

Sabe, muitas vezes como RPGista, otaku e bom fã de metal (sim, não tenho uma vida social muito ativa...) vejo os olhares das pessoas de modo estranho. Não posso falar de preconceito pois não vejo as mentes das pessoas para fala, "você mal me conhece e me 'taxa'". Isso seria simplesmente errado e anti-ético, lembrando que sou um professor de história e viso tentar passar aos meus alunos uma maneira mais correta de compreender novas culturas, e até mesmo aquelas em que estamos inseridos. Porém na minha mente não vem não só os olhares dos desconhecidos, mas os dos amigos e familiares. Parentes que chegam até mim e pronunciam "isso é coisa do demônio, pois tem chifres" ao se referir as armaduras ou cabelos de Cavaleiros do Zodíaco. Não riam. Isso já ocorreu comigo de verdade.
Admita: as vezes você pode ser estranho na visão das pessoas.
Os amigos, normalmente os que não gostam de certas coisas que não estejam na moda, olham com estranheza para o fato de ainda gostar tanto de "desenhos animados" com 20 anos ou mais, quando assiste Naruto, Bleach, One Piece ou Dragon Ball. Ai você fala "deve ser por serem burros" e eu digo que você nunca deve falar isso sem pensar que as pessoas que esta ofendendo são seus entes mais queridos ou até mesmo amigos intelectualmente bem dotados. O fato de uma pessoa não gostar de algo vem de dois fatores:
-Ou ela não gosta daquilo e pronto ou;
-Ou ela não sabe do que se trata em diversas formas. É como não saber se pizza é boa, se nunca provou. E sim, isso também é um exemplo que já ocorreu comigo! Em qualquer caso, tente mostrar a essas pessoas os lados positivos de curtir isso, e se não conseguir, você ao menos tentou. Faça algo que as pessoas não tem coragem as vezes. Só não tente tornar a pessoa em um otaku por exemplo, pois ai você estará fazendo o que você nunca vai querer que façam contigo: tornar-se outra pessoa!
Sou fã de animes como Lucky Star, de jogos de RPG por conta da arte interna dos livros e de bandas de metal como Lacuna Coil... É preciso mesmo sair dessa "semi-vida". XP
Ai, como bom otaku você se autodeclara imune ao preconceito. Pense novamente meu amigo. É só imaginar que você esta em um espaço fechado e público, e de repente começa a escutar um cidadão escutando funk no seu querido celular sem os benditos fones de ouvidos. Falei do funk pois a maioria dos fãs de cultura pop japonesa odeia esse som, no Brasil. A resposta que vem a cabeça da maioria é uma aversão grande ao som. Talvez pelo cidadão não estar usando algo para aproveitar o som sozinho (como os fones já citados), ou quem sabe seja o fator de ter trabalhado muito o que causa um stress por ter de escutar "barulho". Mas é fato que não gostamos desse tipo de som. Me incluo entre essas pessoas.
Ai você diz todo orgulhoso que não gosta de funk. E eu olho para você e aponto o dedo, gritando: "te peguei! Pois você é preconceituoso!" Obvio que alguém vai argumentar coisas como "funk não tem letra", "funk é uma putaria", mas ai que esta um fator engraçado. Esses argumentos lembram aqueles que as pessoas que não compreendem o que é anime e mangá usam! "Anime não tem sentido", "anime é só violência.
Nem todos conseguem fantasiar um mundo mágico... Pena
Antes que me odeie fã, lembre-se, eu não curto funk. Mas admito que nesse caso há sim um preconceito de minha parte. Pois ninguém é perfeito. Por essas e outras possuo um conselho: antes de falar mal de qualquer coisa leia ou veja o foco de seu desgosto. Examine o que faz dele algo ruim pra você. Criticar algo ou alguém, não é algo formulado só com aspectos negativos. Sua ideias devem vir de uma observação atenta, pois criticar sempre é fácil, mostrar o motivo de estar errado que é díficil. Especialmente quando estamos nos prendendo mais a nossa opinião pessoal do que a razão.

terça-feira, 12 de abril de 2016

E afinal, o que é um otaku? E hikikomori?


A palavra otaku é designada para dizer que é viciado em algo. Existem Geemu Otaku (Game Otaku), viciados em games; Mecha Otakus, viciados em robos; Animê Otaku, viciados em animês e por ai vai. No entanto o “otaku” que mais gerou polêmica no Japão foi Animê Otaku, a sociedade (japonesa) os vê como nojentos e “tarados, e isso não é pra menos. Eles assumem o perfil nerd e anti-social, quando vêm uma garota fofa de saia, descaradamente pegam a camera e colocam em baixo da saia. Sinceramente parece que nunca viram mulheres. Há quem pense que isso só acontece nos animês (Lembrando que isso só ocorre no Japão, o otaku ocidental é diferente do oriental, você pode ver imagens mais sobre os “otakus puros” na galeria de imagem) mas não é bem por ai.


No Japão, comportamento semelhante é verificável numa parcela da juventude, mas motivado por razões e objetivos em absoluto distintos. Trata-se dos hikikomori, pessoas que deixaram de enxergar atrativos na sociedade, rejeitam a relação com o mundo exterior e se isolam em seus quartos, dedicando toda a sua energia vital em mangás, jogos eletrônicos e interação virtual. Impactados pela crise econômica japonesa do início dos anos 90, o movimento é comumente denominado 'Parasitismo social', 'A geração perdida' e 'Os milhões perdidos'.
Hikikomori era um termo japonês usado para descrever pessoas que se retiravam para o campo após a aposentadoria, mas foi re-significado pelo psiquiatra Tamaki Saito como um estado agudo de isolamento social e doméstico. Descreve hoje pessoas de 15 a 40 anos que evitam a todo custo o contato social - mesmo visual - trancando-se em seus quartos por meses ou anos a fio, literalmente. Grupo majoritariamente masculino (80%), muitos acima dos 30 anos, os hikikomori estão se tornando a nova doença social do Japão contemporâneo.

sexta-feira, 4 de março de 2016

Fansubbers

Fan=fã, Subtitle=legenda em filmes - Eles surgiram por causa de um velho problema que o fã anime tinha: os anime demoravam anos para serem lançados fora do Japão.
Hoje em dia, na época em que tudo é pego através da própria internet ou através de um CD e pendrive parece besteira. Mas até hoje eles estão ai, nas sombras. E pense como era isso na época do VHS (fitas cassetes).

Fansubbers são grupos de amigos ou clubes, que se dedicam a traduzir e legendar anime para a língua de seu país e que vendem cópias a preço de custo para outros fãs.
"Mas titio Luis, isso não é proibido? Não é pirataria?". Isso é, mas como todos sabemos a internet, EM CERTOS PONTOS, é território livre! E as donas dos direitos sobre animes, OVAs e movies fazem vista grossa. Afinal, sempre vai ter gente querendo a versão original. Isso é assim desde da época das fitas K-7 (não sou velho não!).
E isso só ficou mais simples e fácil de se conseguir graças a globalização e da internet. Os fansubbers salvam vidas ^^.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Preconceito entre fãs


Sabe, muitas vezes como RPGista, otaku e bom fã de metal (sim, não tenho uma vida social muito ativa...) vejo os olhares das pessoas de modo estranho. Não posso falar de preconceito pois não vejo as mentes das pessoas para fala, "você mal me conhece e me 'taxa'". Isso seria simplesmente errado e anti-ético, lembrando que sou um professor de história e viso tentar passar aos meus alunos uma maneira mais correta de compreender novas culturas, e até mesmo aquelas em que estamos inseridos. Porém na minha mente não vem não só os olhares dos desconhecidos, mas os dos amigos e familiares. Parentes que chegam até mim e pronunciam "isso é coisa do demônio, pois tem chifres" ao se referir as armaduras ou cabelos de Cavaleiros do Zodíaco. Não riam. Isso já ocorreu comigo de verdade.
Os amigos, normalmente os que não gostam de certas coisas que não estejam na moda, olham com estranheza para o fato de ainda gostar tanto de "desenhos animados" com 20 anos ou mais, quando assiste Naruto, Bleach, One Piece ou Dragon Ball. Ai você fala "deve ser por serem burros" e eu digo que você nunca deve falar isso sem pensar que as pessoas que esta ofendendo são seus entes mais queridos ou até mesmo amigos intelectualmente bem dotados. O fato de uma pessoa não gostar de algo vem de dois fatores:
-Ou ela não gosta daquilo e pronto ou;
-Ou ela não sabe do que se trata em diversas formas. É como não saber se pizza é boa, se nunca provou. E sim, isso também é um exemplo que já ocorreu comigo! Em qualquer caso, tente mostrar a essas pessoas os lados positivos de curtir isso, e se não conseguir, você ao menos tentou. Faça algo que as pessoas não tem coragem as vezes. Só não tente tornar a pessoa em um otaku por exemplo, pois ai você estará fazendo o que você nunca vai querer que façam contigo: tornar-se outra pessoa!
Ai, como bom otaku você se autodeclara imune ao preconceito. Pense novamente meu amigo. É só imaginar que você esta em um espaço fechado e público, e de repente começa a escutar um cidadão escutando funk no seu querido celular sem os benditos fones de ouvidos. Falei do funk pois a maioria dos fãs de cultura pop japonesa odeia esse som, no Brasil. A resposta que vem a cabeça da maioria é uma aversão grande ao som. Talvez pelo cidadão não estar usando algo para aproveitar o som sozinho (como os fones já citados), ou quem sabe seja o fator de ter trabalhado muito o que causa um stress por ter de escutar "barulho". Mas é fato que não gostamos desse tipo de som. Me incluo entre essas pessoas.
Ai você diz todo orgulhoso que não gosta de funk. E eu olho para você e aponto o dedo, gritando: "te peguei! Pois você é preconceituoso!" Obvio que alguém vai argumentar coisas como "funk não tem letra", "funk é uma putaria", mas ai que esta um fator engraçado. Esses argumentos lembram aqueles que as pessoas que não compreendem o que é anime e mangá usam! "Anime não tem sentido", "anime é só violência.
Antes que me odeie fã, lembre-se, eu não curto funk. Mas admito que nesse caso há sim um preconceito de minha parte. Pois ninguém é perfeito. Por essas e outras possuo um conselho: antes de falar mal de qualquer coisa leia ou veja o foco de seu desgosto. Examine o que faz dele algo ruim pra você. Criticar algo ou alguém, não é algo formulado só com aspectos negativos. Sua ideias devem vir de uma observação atenta, pois criticar sempre é fácil, mostrar o motivo de estar errado que é díficil. Especialmente quando estamos nos prendendo mais a nossa opinião pessoal do que a razão.

domingo, 28 de fevereiro de 2016

O que é feito por fãs de verdade: Fan-Sub, Fan-Fic e Fanzine

Do que se trata? Vamos falar de forma rápida e direta

FANSUB: (Fan + subtitled) ou legendado por fãs. Também escrito fansubbers. Grupos que traduzem e legendam animes e mangás em português e distribuem eles gratuitamente pela Internet. Tem muitos por ai. Mas pense como esse serviço era difícil na era das fitas VHS (cassete).

FANFIC: (Fan + fiction) ou ficção de fã. São histórias paralelas (não oficiais) criados por fãs de seus personagens favoritos. Podendo ser tanto escritas quando quadrinizadas. Ou seja... Pode surgir qualquer coisa de nível. 

FANZINE: (Fã + Magazine). Revistas feitas por fãs. São independente, com baixa tiragem e vendidas ou trocadas entre os apreciadores. Podem conter criações originais de seus autores ou ser uma revista com notícias e curiosidades sobre um tema ou personagem específico.

sábado, 30 de janeiro de 2016

Alma nerd (Ou otaku por aqui)


O quanto você é nerd? Não, isso nunca seria um daqueles testes do Facebook para saber se é um animal ou personagem famoso. Na verdade, essa pergunta me veio à cabeça dias atrás por um fato curioso. Já o citarei só que antes acompanhem comigo: nós caracterizamos um nerd como sujeito que curte certos tipos de gostos não tão sociáveis, ou que são viciados por determinado assunto. Na verdade o conceito foi fraco que usei aqui, só usei como um exemplo tosco. Muitas vezes, visualmente você nota isso com um cara que use camiseta de uma banda de rock, game, anime ou filme, meio gordinho, com cara de bobo – óculos opcionais – e cabelos curtos. Ou não, pois isso também seria opcional. Porém, isso não é uma questão de moda. E sim de alma.
Dias atrás, quando fui entregar fotos para um amigo, ele me pediu para esperar na sala. No lugar estavam sua mulher e filha jogando Mortal Kombat 9. Faziam algo que se chamava Desafio da Torre. Naquela parte do jogo tinham que derrotar um zumbi com Jonhy Cage antes que o empurrassem contra o canto da tela. Até ai, tinham tentado vencer várias vezes. Perguntei quantas. Tinham sido umas quinze eu acho. Falei se elas tinham feito algumas seqüências, um combo. De repente me passaram o controle do videogame. Na segunda tentativa passei aquele desafio.
Muitos poderiam dizer que elas poderiam estar cansadas ou outras coisas, mas em seguida fui passando rapidamente os desafios. Quase sempre em duas ou três tentativas. E olhe que não sou tão bom em jogos de luta (QUALQUER SER VIVO pode me dar uma porrada em Street Fighter, até uma lesma). Mas contra o computador, até que me sai bem. O motivo? Criei então o conceito de DNANerd.

Veja bem, você pode estar completamente diferente do estereotipo de nerd que citei antes, ok? Porém, dentro de você uma chama de gostos fora do comum lhe consome por dentro (Uiii!). Conheço gente que são verdadeiros playboys, ou marombeiros, pagodeiros ou quaisquer tipos de pessoas que não se encaixam em um padrão de fanático de Star Wars. Só que, há de quem citar o nome errado do personagem favorito dos livros relacionados com a franquia. Ele morrerá com um sabre de luz, cortando a garganta do dito cujo infeliz.
É mais que só possuir roupas ou mero modismo. Em alguns pontos, temos um fanatismo e conhecimento inerente em algum ponto de nossa alma. Ao ponto de aprendermos os preceitos jedi, aprender uma língua como quenya ou klingon, assistir animes e séries baseadas em quadrinhos, discutir sobre tudo isso e tratá-los como assunto sério.  Estranho? Sim. Pois somos nerds. Podemos ser pais de família, viajantes, professores, pesquisadores, pedreiros, ou até um mero estudante... Mas dentro de nossa alma, ainda existe uma vontade inerente de falar sobre um assunto que amamos. Pois faz parte de nossa personalidade. Mesmo que muitas vezes nós a neguemos. Nem muito, nem pouco. O quanto se acredita nisso.