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quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Ukiyo-e

Quando você pensa em arte japonesa, é provável que lhe venham à cabeça aquelas figuras em tons pastel feitas entre os séculos 17 e 19. É o ukiyo-e, um estilo de xilogravura e pintura que retratava peças de teatro kabuki, lutas de sumô, figuras femininas, paisagens e cenas de sexo. Na época, até as imagens mais ousadas não eram consideradas pornográficas da mesma maneira que vemos hoje. Essas cenas ajudaram a mostrar para o mundo o estilo de vida japonês da época.

sábado, 26 de agosto de 2017

A Onda de Kanagawa


Obra pintada em xilogravura (ou seja entalhada na madeira e posteriormente passada para o papel, da mesma forma que o carimbo) e seguindo os princípios do ukiyo-e que retratava paisagens, contos históricos, peças de teatro e faz parte de uma série de pinturas batizada "Trinta e Seis visões sobre o Monte Fuji" (que na verdade são 46), sendo a pintura principal do bloco. Ao contrário de outras obras de arte, que são únicas, essa como foi produzida via xilogravura atualmente possui 35 cópias atualmente, sendo que alguns estão em exibição no the Metropolitan Museum of Art em Nova Iorque, the British Museum em londres, The Art Institute of Chicago e na casa de Claude Monet em Giverny, France. Um deles naufragou junto ao Costa Concórdia.
Sobre a pintura: a montanha atrás da pintura é o Monte Fuji, com o pico coberto de neve. A cor escura ao redor dele há uma neblina onde indica que a ação ocorre ao amanhecer e, apesar da grande onda indicar que ocorre uma chuva, não há nem no monte Fuji, nem na cena principal. Na cena, há três oshiokuri-Bune, barcos de alta velocidade usado para o carregamento de peixes vivos entre as cidades a partir de Izu e Boso para os mercados da baía de Edo. Em cada barco há 8 remadores (se segurando ao máximo em seus remos) e dois passageiros. A partir deles, é possível medir a onda como tendo entre 10m e 12m de comprimento. A onda faz um grande círculo enquadrando o Monte Fuji e ela logo quebrará.
Hokusai assina o quadro à esquerda, onde aparece dentro de um texto retangular, onde também é citado o nome da obra: O primeiro texto escreve que aparece escrito "??????/????/??" oki Fugaku Sanjurokkei / Kanagawa / nami ura, que se traduz para "Trinta e seis vistas do Monte Fuji / mar alto de Kanagawa / Sob a onda". A segunda inscrição, à esquerda da caixa, é a assinatura do artista: ?????? "Hokusai aratame Iitsu hitsu". ("Da pintura de Hokusai, que mudou seu nome para Iitsu")

quarta-feira, 13 de julho de 2016

A origem dos mangás


Muitos nem devem imaginar como surgiram os mangás. Porém, assim como os quadrinhos, sua origem se deve a algo beeeem mais simples. E mais artísticos. 
Os primeiros gêneros de registros com formas desenhadas criando histórias eram os "emakimonos". Pergaminhos com papel de arroz, em longos rolos. Normalmente retratavam animais antropomorfizados, representando o comportamento de classes sociais da época. Isso me fez lembrar o filme Os Sete Samurais de Akira Kurosawa. 
Na Era Edo, graças a intervenção do xogunato, houve um grande investimentos na área artística. Entre uma das principais formas de expressão desse tipo foi o ukiyo-ê. Pinturas que utilizam uma espécie de criação parecida com a xilogravura. Seu temas eram dos mais diversos tipos em que retratavam os dias dos japoneses, a vida boemia, as gueixas, os bordéis, performances e lendas antigas, entre outras coisas. Alguns deles possuíam diálogos, que seria um modo antigo de como seriam as "caixas de diálogos" das HQs. 
Katsushika Hokusai, artista da época famoso por obras como Kanagawa oki nami ura (A Grande Onda de Kanagawa), foi o primeiro a usar o termo "mangá", que significa "rascunhos livres e inconscientes", para nomear seus desenhos de personagens caricaturados. Esses desenhos, em sua maioria, retratavam de forma bem humorada a vida social no Período Edo. Muitos destes desenhos foram reunidos e compilados no que foi denominado Hokusai Manga, um de seus principais trabalhos.  
Em 1853, com a chegada do almirante Mathew Perry ao Japão, e a abertura dos portos do país, houve uma grande entrada de material estrangeiro. Incluindo aqueles mais gráficos e artísticos. Isso demonstra o fim da Era Edo e o começo da Era Meiji.
Os mangás, como nós conhecemos mesmo - mas ainda mais em um estilo mais satírico - viria em 1862. Com o inglês  Charles Wirgman, artista, ilustrador e cartunista, lançou a revista Japan Punch, que geralmente satirizava as figuras públicas, criando um novo gênero de humor na época. Lembrando muito as tiras de jornais americanas.
Pouco a pouco, dentro do Japão, parte por influência das obras americanas e inglesas, os mangás foram tomando formas. Inclusive as editoras como DC e Marvel, até mesmo a Disney.