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terça-feira, 18 de abril de 2023

Yusuke Murata

Yusuke Murata é um dos mangakás mais influentes atualmente, não tendo praticamente nenhuma crítica, com seu estilo sólido, potente e único; seu trabalho é amplamente conhecido no mercado e pelos leitores, fazendo ele ser reconhecido como um exímio ilustrador. É fato que ele desenha bem e ninguém se atreve a dizer o contrário, apesar de não ter o sucesso que merece.
Yusuke Murata atualmente tem 42 anos. Nasceu em 4 de Julho de 1978, na Prefeitura de Miyagi, no Japão. Pouco se sabe sobre sua vida pessoal, apenas de sua carreira como ilustrador. O primeiro registro que temos de Murata é de quando ele tinha doze anos de idade; na época ele se inscreveu num concurso para desenhar um vilão para a série de jogos Megaman. Ele ganhou o concurso duas vezes, inserindo um personagem em Megaman 4 e outro em Megaman 5, ambos da Capcom. Nos créditos dos jogos, é possível ver ele sendo creditado pelos personagens "Dust Man" e o "Crystal Man", respectivamente.
Suas maiores influências são Kinu Nishimura, um famoso character design da Capcom (que atuou, por exemplo, em Street Fighter e Capcom Vs. SNK) e Akira Toriyama, autor de Dragon Ball. De acordo com Murata, sua luta favorita de Dragon Ball é a de Goku contra Freeza.
Seu primeiro trabalho como mangaká foi em 1995, onde publicou um one-shot na Shounen Jump e ganhou um prêmio com ele. Em 1998 e 2002 publicou mais dois one-shots na revista, que também foram aclamados e bem recebidos pelos editores; Murata mostrava seu potencial dentro da Jump e já preparava o terreno para publicar uma série na revista.
Então, em 2002, Riichiro Inagaki (o futuro roteirista de Dr. Stone) queria publicar uma série na Jump, mas não era bom com desenhos. Assim, através dos editores da revista, ele pediu para Yusuke Murata, que também queria trabalhar ao lado de Inagaki, ilustrar sua série, assim formando uma dupla. Juntos, eles publicaram dois one-shots intitulados "Eyeshield (Part 1 e Part 2)". No mesmo ano, os one-shots foram serializados.
Durante a produção do mangá, Yusuke aprendeu diversas coisas ao lado de Inagaki (que já havia publicado mangás antes) e era fascinado por designs de personagens. Ele também tem alergia a pólen, por isso não gostava de usar borrachas (apesar de ser nescessário). Também tinha o hábito de criar o design dos personagens com uma lapiseira que, de acordo com ele, lhe foi dada por Masanori Morita (autor do mangá Rookies).
"Eyeshield 21" (2002) é um mangá de esportes, mais precisamente sobre futebol americano. Ele narra a história de um jovem tímido e fraco que entra para o clube de Futebol Americano da sua escola como secretário; mas, após ser coagido pelo capitão do time, decide atuar em campo usando um disfarce, ganhando o título de Eyeshield 21. O mangá foi concluído com 333 capítulos, sendo publicado até 2009. Algo interessante é que Murata e Inagaki tiveram um grande trabalho de pesquisa para desenhar o mangá, indo aos EUA algumas vezes para assistir jogos de futebol americano ao vivo, visitar estádios e até conversar com times universitários. O mangá foi muito bem recebido, tendo boas vendas e chegando a ser o mais comentado durante várias semanas. No total, o mangá vendeu mais de vinte milhões de cópias.
Em 2008, enquanto ainda publicava Eyeshield 21, Yusuke Murata fez um remake de um mangá de Akira Toriyama, "Hetappi Manga Research Lab". O mangá foi publicado mensalmente até 2010, e contava a história de um editor da Jump que queria se tornar mangaká e que pede para o Murata (?) lhe ensinar conselhos de como desenhar um mangá, sendo uma espécie de "guia" de como desenhar mangá. Por ser uma série mensal e para um público mais específico, não foi muito popular. Em 2012, Murata publicou em seu Twitter um capítulo extra desse mangá, onde foi elogiado pelo uso de técnicas de desenho tridimensionais (técnicas essas que mais tarde seriam usadas em One Punch-Man).
Entre 2009 (fim de Eyeshield 21) e 2012, Murata trabalhou em diversos campos e tirou um tempo para se aperfeiçoar como artista. Ele publicou mais três one-shots na Jump, se juntou a um roteirista chamado Yasuo Otagaki e publicou uma minissérie chamada "Donten Prism Solar Car", um mangá sobre um jovem trabalhador que tinha um carro movido a energia solar.
Em 2012, Yusuke Murata veio a conhecer One (Mob Psycho 100), um autor de webcomics, pela internet. Após ler suas histórias, Yusuke quis firmar uma parceria com ele. Juntos, os dois publicaram no mesmo ano dois one-shots chamados "Doto no Yushatachi" e "Dangan Tensin Fan Club"; aparentemente os dois queriam criar uma história nova para publicarem juntos.
Finalmente, ainda em 2012, Yusuke Murata e One lançaram um remake da série One Punch Man. O mangá sobre super-heróis foi um fenômeno mundial, principalmente após sua adaptação em anime, que fez o mangá ser exportado e mais conhecido no Ocidente. Em One Punch, Murata usa e abusa de todas as suas técnicas artísticas: utiliza técnicas de desenho tridimensionais, possui um estilo sólido e firme, além das sequências visuais que são simplesmente absurdas. Por ser publicado numa revista digital, Murata abusa da quantidade de páginas no início do mangá, fazendo closes e quadros transitivos absurdos, inéditos no mercado dos mangás. Nos volumes do mangá, o autor sempre agradece ao seus assistentes (que são dois, um responsável pelos cenários e outro pelos "efeitos especiais incríveis").
Além dos seus mangás principais, Yusuke Murata também trabalha fazendo ilustrações de vez em quando para a Marvel, Capcom e a própria Shonen Jump, além das homenagens a diversos mangakás.
Concluindo, é fato que Yusuke Murata é um dos maiores ilustradores da atualidade. Apesar de One Punch-Man não ser um dos mangás mais vendidos do Japão, nem ter um destaque suficiente para se tornar um "pilar" dos mangás, o mangá é um dos mais bem avaliados ultimamente, ganhando prêmios e sendo cada vez mais aclamado. Murata é um dos poucos mangakás que possui uma arte perfeita; se você criticar o Murata e falar que ele desenha mal, com certeza você está louco.

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Yusuke Murata e One: Alguém que fez uma crítica foda em forma de boa história de humor



One é o pseudônimo de alguém que faz histórias ilustradas por  Yusuke Murata.
Ele já fez alguns desenhos para Megaman, mais precisamente vilões como Dust Man e Crystal Man. Ele já foi o assistente e aprendiz de Takeshi Obata ilustrador mais conhecido por Bakuman e Death Note.
Entre suas obras mais conhecidas hoje em dia temos: One Punch Man e Mob Psycho 100%. Isso pois além de serem hilários, são críticas FERRADAS a animes e mangás atuais. Quer um exemplo disso? Veja...
One Punch Man conta a história de um grande herói que de tanto treinar perdeu os cabelos e desenvolveu uma técnica capaz de derrubar qualquer oponente com apenas um soco. Pela facilidade que tornou as batalhas ele se torna frustrado e desmotivado a lutar.
Saitama tem um poder tremendo que é quase sem motivo. Prova? Quando é que uma série de exercícios seria capaz de transformar você em um poderoso guerreiro? Mas isso também se deve a grande piada que a série faz aos heróis de animes que agem como deuses, detonando tudo a sua volta, sem se importar com nada e nem ninguém. Tanto que isso também ocorre na série, quando nosso heróis quebra tanta coisa, que muitos pensam que o soco dele destruiria o universo. Ele só prefere destruir o inimigo para que pessoas não sofram. 
Ele é uma sátira ou paródia dos heróis americanos e japoneses. Tanto que podemos ver heróis parecidos com o Chapolin em alguns episódios, ou o Mandrake, um dos primeiros heróis com poderes das HQs. Ou um vilão que era a cara do Picollo. Sem contar aquele gigante que era a cara de um titã de Shingeki no Kyojin. Sem contar que diferente de heróis comuns de animes e mangás ele é careca. Muitas vezes em histórias, temos heróis que fazem seus cabelos ficarem maiores, mudam a cor, ou simplesmente embranquecem do nada. Então, temos um protagonista careca!
Mas acima de tudo, com sua parte séria, One Punch Man traz uma ótima mensagem: não é necessário ser famoso para ser um herói de verdade. Saitama é um rapaz que visa se tornar um grande herói, mas não por motivos plenamente egoístas. Quando Genus e outro herói foram quase humilhados por não terem conseguido derrotar um inimigo, ele mentiu para que estes não fossem mal tratados. Um herói as vezes é aquele tipo de pessoas que nós merecemos. Ou melhor, que precisamos.
Mob Psycho 100% conta a história de um garoto apelidado de Mob que tem poderes psíquicos. Acontece que se sua capacidade emocional chegar a 100% ele irá explodir, por isso seus poderes são usados para que ele possa viver tranquilamente com as pessoas.
Ele é guiado por um charlatão. Mesmo assim esse charlatão é um tanto quanto bondoso (???).
Mas por que alguém com extrema habilidade seria aprendiz de um cara qualquer? Não sei dizer, mas parece que Mob primeiro acredita que Reigen é extremamente forte (Coitado kkk), segundo que deu a entender que Reigen esta o ajudando com seu controle emocional.
O anime em si apresentou-se ser basicamente uma comédia nonsense com um traço cartunesco. Como exemplo utilizarei a situação acima. O traço do casal foi bastante hilário, bem fora do comum.  Já no prédio, antes do espírito chegar, a senhora menciona que deva haver baratas no local. Um tanto esperado já que era um local abandonada e imundo, o problema é que Reigen fez um "show" por ter medo delas. E são hilárias me fazendo lembrar, mesmo como piada de animes e mangás como Mai a Garota Sensitiva, Chaos; Head, X/1999 e Akira.