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quinta-feira, 28 de abril de 2016

As obras de Hiromu Arakawa

A história de Full Metal Alchemist deve ser a mais conhecida e maior obra de Hiromu Arakawa até hoje. Ainda assim vamos tentar descrever o melhor possível o que já é bom.
A história se passa em um mundo não diferente que o nosso, em especial, no continente de Amestris. Nesse território as pessoas tem como fazer transmutação através da alquimia. A alquimia é um misto de ciência e conhecimentos únicos para transformar uma coisa em algo que se queira. Para tanto, o usuário de tal habilidades deve trocar algo de valor equivalente, por isso chamada "Lei da Troca Equivalente". Só existe um tabu entre aqueles que mexem com isso, a transmutação humana.
Um casal de irmãos, Edward e Alphonse Elric viviam alegremente com sua mãe, Trisha. Um dia, ela adoeceu, e sem seu pai por perto, ela acabou falecendo. Os garotos, conhecedores de alquimia, verdadeiros prodígios, concordam em fazer a transmutação humana. Ou seja, eles tentariam ressuscitar sua mãe!
O plano tá errado. Quando tentam fazer sua mãe voltar a vida, Ed perde a perna e Al seu corpo. Para que Alphonse permanecesse nesse mundo, Edward entrega seu braço no processo de transmutação e implanta sua alma e uma armadura. Depois que Ed obtêm próteses de perna e braço, eles vão até o exército, pois talvez lá eles obtenham um meio de obter seus corpos de volta.
Ao entrar para o exército, o mais velho por usar membros de metal é chamado, Alquimista de Aço.

Silver Spoon (Gin no Saji) conta a história de Yugo um garoto que sempre viveu na cidade grande mas tenta a sorte de estudar em uma universidade no campo para se “destacar” e ganhar o respeito de sua família. O garoto chega ao interior com a intenção de se dar bem nos estudos, mas… ele não contava que fosse na verdade ter que se tornar um fazendeiro de ofício, cuidando de animais e de toda a vida "na roça". Lá ele terá que se adaptar a essa vida nada agitada e com a ajuda de amigos feitos por lá, continuará insistindo em seu objetivo.

Jyushin Enbu: Hero Tales. Em um Império caótico, um grupo de sete hérois das estrelas, os Hokushin-Tenkun, passaram a liderar as pessoas comuns. Dos sete, dois, os "Dois nobres espíritos" também chamados de Hagun e Tonrou, estão destinados a lutar entre si. Originalmente os dois não deveriam existir na mesma época, mas, por um caprixo do destino, isso aconteceu. No atual estado do fraco Império Ken, o conflito dos "Dois Nobres Espíritos" - Taitou de Hagun e Keirou de Tonrou, cada um lutando por sua própria visão de justiça e paz. A justiça de qual deles prevalecerá no final?
Numa era medieval de dificuldades cheia de confronto com o império, o protagonista Taitou Shirei cresceu junto com sua irmã Laila. Taitou é a reencarnação da estrela Hagun e teve a lendária espada Kenkaranpu roubada por um homem misterioso, e resolve recuperar partindo para uma jornada junto com a Laila e o companheiro Ryuukou.

Arslan Senki ou Legend of Arslan é uma série de livros de Yoshiki Tanaka. E Hiromu Arakawa foi escolhida para dar vida a essa série maravilhosa, que já deve uma adaptação. Mas não tão conhecida no entanto.
O príncipe Arslan, após escapar de uma guerra que devastou seu país, decide reunir um grupo de aliados que almejam o mesmo que ele: vingança. Para isso eles vão precisar formar um exército para vencer os milhares de soldados que invadiram Pals, a terra natal de Arslan, controlados por Lord Silver Mask, que voltou para tomar posse do trono e governar Pals.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Hiromu Arakawa: A mulher que sabe nos "traumatizar"

Confesso, estou fissurado nas obras dela. Só que desenhos legais, não é o único motivo de gostar de seu trabalho. Apesar do traço dela ser excelente.


Talvez seja a mangáka mais competente dos últimos tempos na minha humilde opinião. Ela criou Full Metal Alchemist, Hero Tales e Silver Spoon, mas talvez a obra mais impactante até hoje seja o primeiro. Antes de tudo, vejamos um pouco sobre a moça.
Ela é uma mulher em um mercado shonen, claramente dominado por homens. E seus roteiros não têm o mesmo tipo de produção “afeminada” como as obras de Yuu Watase ou dos Estúdios CLAMP. Na verdade é exatamente o contrário.
Um dos episódios mais marcantes entre os da série, muitas pessoas na internet (e até fora dela) concordam que seja o da quimera Nina/Alexander. Quando Ed pergunta onde esta a garota e o cão. Falando sério, no momento que ela fala “nii-chan”, meu coração ficou partido sabendo que foi o pai que fez isso. Eu também arrebentaria Chou Tucker, o pai dela no soco! O que mais me deixou triste na série foi à morte do tenente-coronel Maes Hughes. O homúnculo Inveja personifica a mulher de Hughes e o mata a sangue frio. 

E no enterro é pior, com sua filha Elicia chorando e falando “que o pai tem que se levantar, por que tinha muito serviço” ou o coronel Roy Mustang, dizendo que iria começar a chover e solta uma triste lágrima.
E Arakawa faz isso pra chamar a atenção? Acho difícil. Ela poderia ser como o escritor de Death Note. Na história dela vemos um roteiro simples, pegando aspectos humanos (muito bem usados nos homúnculos e até mesmo com os personagens principais e secundários) e transportando de uma forma que nos emociona. É o típico anime, que você também torce pro bandido algumas vezes, como na saga de Kira. Mas ela é cuidadosa nisso, ela sabe o que marca as pessoas. Pois mesmo com Naruto, Bleach e tantos outros animes, ainda por ai, pouco nos afetam tanto como a história de Ed e Al Elric de FMA.