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sábado, 7 de junho de 2025

Algumas curiosidades sobre Bleach

Os kidous foram criados por Ichibei, e são poderes que se invocam JUSTAMENTE recitando seus nomes, algo que como sabemos está totalmente ligado a Ichibe. O curioso é que este conceito aparece muito antes deste personagem ser introduzido na obra, ou seja, um foreshadowing.
A cena em que Ulquiorra e Yammy chegam no mundo dos vivos a chegada de Vegeta e Nappa na Terra em Dragon Ball. Desde a página em que os dois aparecem serem quase idênticas, até as mesmas atitudes, as mesmas personalidades, etc.
No momento em que os três capitães traidores saem da Soul Society podemos ver Gin se despedindo de Rangiku, antes de fugir e no momento em que ele faz isso, notamos que sua expressão está demonstrando tristeza. Não só isso, como ele pede "desculpe" antes de sair, já indicando que ele provavelmente não estava fazendo aquilo exatamente porque queria e que não era tão maléfico quanto aparentava.
Kubo, o autor de Bleach coloca diversos personagens com tom de pele escura em sua obra e até utiliza-se dessa característica para fazer a escrita de nomes de alguns (como é com Chad), pois ele queria representar de uma forma boa e saudável, algo que não acontece muito em obras japonesas. Pois por lá, o preconceito com essas pessoas é bem grande pelo fator de cor negra ser associada ao mal, xenofobia e etc. 
Kubo já disse em uma entrevista que acha este preconceito dos orientais, ridículo e aparentemente quis fazer uma crítica indireta a ele em sua obra.
O autor é um grande fã de arquitetura e já disse ter se inspirado em várias construções famosas para o design das construções em sua obra. E entre elas, tem uma construção brasileira, o Capitólio de Brasília, feito por Oscar Nimeyer. Ele o usou para o castelo de Las Noches.
A quadrinização de Bleach se utiliza muito de páginas limpas com close nas expressões dos personagens ou técnicas com virada de página, para transmitir o sentimento da cena com tudo 

sábado, 19 de outubro de 2024

O que eu acho da homenagem a Nobuhiro Watsuki, por diversos artistas

Para quem não sabe, alguns anos atrás, o autor e mangáka, Nobuhiro Watsuki, foi preso por portar pornografia infantil. Ao que parece, não foi apenas isso, o que torna o crime pior. Depois do devido processo legal, ele foi preso, mas liberto depois, por pagamento de uma taxa. E ele continuou casado, tanto que é a mulher que está cuidando de Rurouni Kenshin, em sua história (que se passaria DEPOIS, da saga de Enishi, Jinchuu). Isso, eu trato outra hora.
A Shueisha, empresa responsável pela obra e outras, resolveu fazer uma homenagem, recentemente, pois ela faz 30 anos em 2024. Então, em Outubro desse ano, 38 artistas fariam ilustrações coloridas para celebrar o mangá de Watsuki. Nomes conhecidos como de Masashi Kishimoto (Naruto), Eichiro Oda (One Piece) e Hirohiko Araki (Jojo Bizarre Adventure) homenagearam ele, o que deixou muita gente revoltada com esses artistas.
Enquanto há outros que não o fizeram, como Tite Kubo (Bleach), Tatsuki Fujimoto (Chainsaw Man) e Tatsuya Endo (Spy X Family). Há a questão de que muitos não puderam recusar, o que já comento aqui, é balela.
Há muitos deles que já foram assistentes de Watsuki, como o caso de Eichiro Oda. Só que esse não seria o caso, por exemplo de Hirohiko Araki. 
De qualquer forma, isso deixa claro - diferente do que um criador de conteúdo disse recentemente - que não se pode separar artista da obra. Pois se for assim, então não esqueçamos que JK Rowling financia grupos contra os direitos trans, com o dinheiro que ganha. Então, essas homenagens são, até certo ponto, uma forçação de barra da Shueisha. Ao qual, eu compreendo a empresa. Tem gente que consome ainda essa obra... E pior, consome o mesmo crime que Watsuki!

sábado, 20 de janeiro de 2024

Lei contra o anonimato de mangákas pode acabar com os mangás!

O Japão pode acabar com a indústria dos mangás. Pois eles estão criando uma lei que faz parte de uma nova meta da fatura qualificada: que vai exigir registros em agências para cobrança de impostos. E o que tem isso? Pois eles vão ter de usar seus nomes reais e proibindo o uso de pseudônimos.
O que fará com que mangákas que não querem suas identidades reveladas, não consigam se manter anônimos. E mesmo que nós como fãs queiramos saber quem são e como são esses autores, isso pode ser extremamente problemático e perigoso. 
A cultura japonesa, mesmo de pessoas a frente de seu tempo por lá, é formada por pessoas muito discretas. Um exemplo é a autora de Silver Spoon e Fullmetal Alchemist, Hiromu Arakawa, ao qual seu rosto nunca foi revelado. 
Além disso, quando uma obra é famosa (ou nem precisar ter fama) podem receber cartas de fãs que não concordam com algo dentro da trama. Vide que muitas pessoas ficaram revoltadas com o final de Bleach no mangá, ao qual, só agora, voltou a exibir no anime partes da luta contra os quincys (inimigos finais, até então). Tanto que queimaram o impresso. 
E isso tem também a relação de gêneros: shounen (meninos), shoujo (meninas) e tudo mais. E com isso, a maioria dos criadores de obras shounens serem obrigatoriamente homens e vice-versa. Pois se uma mulher quiser escrever shounen, ela será boicotada, o que não acontece no inverso.

sábado, 22 de julho de 2023

Tite Kubo


Noriaki Kubo, mais conhecido como o famoso mangaká japonês Tite Kubo nasceu em Hiroshima, dia 26 de Junho de 1977 e começou a desenhar mangás durante o ensino médio. Foi lá que ele criou seu primeiro mangá Zombiepowder publicado na Shonen Jump, mas que foi cancelado após 4 volumes.
Depois Kubo criou Bleach e enviou à Weekly Shonen Jump, que foi rejeitado devido as similaridades com o mangá Yu Yu Hakusho que estava sendo publicado na época pela revista, fazendo-o perder as esperanças. Esse quadro mudou quando Akira Toriyama, autor de Dragon Ball, mandou à Kubo uma carta tranquilizando-o e inspirando-o a continuar com o mangá, dizendo que havia gostado muito de seu trabalho.
Com o apoio, Bleach "estourou" na Weekly Shonen Jump em 2001 e continuou até 2016, sendo coletados em 74 volumes. A história gira em torno de Ichigo Kurosaki, um jovem que ganha poderes de Shinigami. Com suas novas habilidades, Ichigo é forçado a assumir o dever de guiar almas boas ao mundo pós-vida chamado de Soul Society, enquanto derrota os Hollows (monstros espirituais malignos) que tentam devorá-las. A série já foi adaptada para anime em 2004, teve um filme em live-action lançado em 2018 e recentemente está sendo republicado pela Panini num formato 3 em 1 com nome de Bleach Remix.
Em 2018, Kubo voltou à Weekly Shōnen Jump e publicou um one-shot de Burn the Witch, que se passa no universo Bleach e segue duas bruxas, Noel Niihashi e Ninny Spangcole, que trabalham para o Western Branch of Soul Society. Mais tarde, em 2020, o one-shot foi serializado na revista com um cronograma de lançamento sazonal. 

domingo, 17 de maio de 2020

Obras em mangás que nunca terminaram

Nas histórias em quadrinhos japonesas, nos mangás, é comum não terminarem certas histórias. Todos os dias, diversas obras são lançadas por revistas como a Shonen Jump. Nem todas fazem sucesso. Mas algumas até fazem!
Essas obras citadas aqui, não são aquelas que se tornam animes mas jamais veem o final nas animações (Chromed Sealed Regios por exemplo), mas só a versão impressa. Pois se fosse assim... Ficaríamos dias falando de animes que jamais terminaram.
X/1999: A obra do CLAMP nunca terminada, pelo menos no mangá.
Kamui Shirou é um jovem que voltou para Tóquio, depois que sua mãe morreu de forma sinistra. Ele possuí dons paranormais e místicos insuperáveis. Quando ele chega, ele encontra com Fuma e Kotori Monou, seus antigos amigos de infância. Ele os trata de forma grosseira e agressiva, para assim os afastar e evitar sua morte.
Pois ele já sabe que está sendo procurado.
Há dois grupos de seres poderosos, os Chi no Ryu (Dragões do Céu) e Ten no Ryu (Dragões da Terra). Os do Céu querem poupar a humanidade, enquanto os da Terra, querem os destruir, pois assim irão trazer a paz para o planeta. Contudo, Kamui deve escolher um desses lados, pois está destinado a isso. Assim como se ele o fizer, Fuma se tornará sua contraparte no grupo não escolhido.
A obra foi finalizada sim em anime e movie, mas até onde saiba, jamais em mangá. É uma das obras do CLAMP com temática mais pesada. Talvez nunca tenha sido terminado nas histórias em quadrinhos pela alta violência inerente nele.
Bleach: O mangá Bleach, de Tite Kubo, foi de lenda da Shonen Jump ao lado de One Piece e Naruto a peso morto dentro da revista, com vendas decadentes e resultados risíveis nas enquetes de popularidade oficiais. Mesmo com vários conflitos não resolvidos, o autor foi obrigado a encerrar a publicação do mangá antes da hora para abrir espaço para novas séries.
Ichigo Kurosaki é um adolescente que consegue ver espíritos. Tem uma família bacana até. Porém, ele é encontrado certa vez por uma shinigami (anjo da morte na cultura japonesa) e um hollow (espíritos corrompidos de pessoas mortas). Ele tem que ajudar essa shinigami chamada Rukia. Mas para isso, assume os poderes dela por tempo indeterminado. Ficando como "shinigami substituto".
Mais a frente é introduzida a Soul Society, uma sociedade de outro mundo, o Além por assim disser. Lá as almas tem novas oportunidades. E depois temos os arcos dos arrancar, espadas, quincy e por ai vai.
O mangá foi TÃO criticado por seu final apressado, que muitos não o consideram como o final. A ponto de ter pessoas que queimaram a obra no Japão.