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sábado, 15 de fevereiro de 2025

Hater só reclama de feminismo, homossexualidade, mudança de etnia, e sobre religião... Nunca de competência


Uma coisa tem me incomodado muito nos últimos tempos. Muita gente reclamando da qualidade de Saintia Sho, um anime que creio eu seja um spin-off de Saint Seiya (ou como conhecemos, Cavaleiros do Zodíaco). Tenho que assistir ele direito quando puder. A autora se pronunciou quando a isso, pois segundo ela isso se deve a baixa venda dos mangás no Japão mesmo. O que faz o estúdio ter pouca verba pelo baixo interesse do público.
Ela é extremamente gentil, mas o problema mesmo está na mente imbecil dos "fãs". Explicando: caso não saibam, o Japão é um país que tem sérios problemas em colocar mulheres em funções que consideram para homens. Caso não saibam, cerca de mais de um ano foi denunciada uma faculdade japonesa que impedia o ingresso de mulheres nos seus cursos. Indo para a área do mangá, caso não saibam até mesmo as HQs nipônicas são divididas em shounen (para garotos e ilustrados por homens) e shoujo (para garotas e ilustradas por mulheres). Até mesmo a artista Hiromu Arakawa, para ter seu mangá publicado, Full Metal Alchemist, deve que entregar seus desenhos via correio a editora fingindo ser homem.
Ai chegamos ao ponto que queria chegar. Muitas obras atuais são ruins demais em sua qualidade gráfica. Black Clover que tem uma história BEM genérica consegue ser a definição de ruim em alguns episódios. E ninguém ralha com o pessoal dessa obra.
"Ah mas Dragon Ball, quando deu problema ralharam pra caramba". Você tá falando de Dragon Ball. Uma obra que praticamente se tornou um patrimônio do Japão. Caso não saibam CDZ fez mais sucesso fora de seu país natal. Se me lembro bem, especialmente na Europa e América Latina (me corrijam se estiver errado).
Então, vejam só, o problema não é a qualidade da animação mas de quem assiste.
Agora vamos ao Shun da Netflix. Ou melhor, a Shun.
Segundo muitos sites e até o trailer dá a entender (o qualidade sem-vergonha da imagem), Shun será uma mulher... O problema está, por que fizeram justo com o Andrômeda?
Não é questão de achar que mulheres não podem ser lutadoras por Atena, pois no cânone se mostra que isso acontece. O problema é que isso quebra um dos fatores de personalidade do personagem.
Seiya é o eterno protagonista, Shiryu é o cara que um dia desafiou o protagonista e se tornou amigo dele, Hyoga é o cara de sentimentos frios, Ikki é o rebelde solitário e Shun o cara forte mas sentimental. Tornando ele uma mulher, ele vai se transformar na mulher que supera os preconcei... Mas espera ai! A Marin, Shina e outras personagens já fazem isso. Em uma sociedade machista. Uma das coisas que foi dita pelo diretor foi que ele queria diversificar os personagens. Mas então pegava e transformava o Shiryu ou o Hyoga em mulher. Ou dava mais destaque as mulheres do grupo!
O que acontece aqui é diferente de Saintia Sho. Se lá a criadora não tem culpa nenhuma, aqui o diretor sinceramente não sabe o que está fazendo com a história.
É possível recontar uma história sem estragar o conceito base de uma obra.

sábado, 9 de dezembro de 2023

Opiniões tóxicas e por qual motivo devem acabar: o caso de Yuyu Hakusho

Há duas definições, hoje em dia, para macho: a primeira, que é a mais simples, só quer definir uma pessoa como sendo do sexo masculino, ou como ela se define, como no caso de homens transexuais; já a outra é quando um sujeito quer se definir como homem com H, redpill, alpha e qualquer merda que alguém criou só para parecer um escroto que define coisas como achar melhor, trazendo um conservadorismo idiota e sem noção. É um tipo de pessoa que não coloca opiniões formadas por fatos, mas com suposições tiradas da bunda muitas vezes. 
Do que trato? De alguém falando mal da adaptação em live-action de Yuyu Hakusho.
A obra, se baseia no mangá e anime de sucesso de Yoshihiro Togashi, que também criou Level E e HunterXHunter. Na trama, vemos o jovem Yusuke Urameshi que morreu, tentando voltar para seu corpo e sua vida, devido ao fato de não ser o momento de ir para o Outro Mundo. Entretanto, ao renascer, ele se torna um detetive espiritual, um humano com ligação ao outro mundo, e que deve resolver os problemas causados por seres sobrenaturais. E assim, como diversas obras, Yuyu vai ter uma adaptação em live-action pela Netflix. 
Já tivemos Death Note (odiada pela clara mudança em diversos aspectos da obra), Fullmetal Alchemist (que só é fraca e cheia de perucas CLARAMENTE falsas) e One Piece (que foi amada por uma grande parcela dos fãs, sejam antigos ou novos). 
E ai me aparece o fã, que precisa demonstrar que tem um pinto, ao invés de um cérebro, para reclamar de um produto que ainda não saiu! É o cúmulo do nerdola.
Para eu poder falar mal de algo, eu preciso ler ou assistir uma obra. Posso não gostar de funk? Claro, é seu direito. Mas conhece alguma letra sequer desse artista, que canta? Então, é como eu falar que uma pizza é ruim, se nunca provei na vida. Ou seja, é idiota e infantil demais. E aí está minha crítica. A infantilidade de figuras, supostamente adultas, deturpa a visão que muitos tem sobre animes, mangás, séries, filmes, músicas e outras obras audiovisuais, impedindo de pessoas aproveitarem realmente o que querem. Pois um grupo vai contra aquilo. Não por ser maior ou menor, mas por puro preconceito impedindo as opiniões melhores.