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sábado, 9 de janeiro de 2021

"Legal, mas você sabe que ele é o vilão, não é?" (parte 1 - O que é um protagonista)

Recentemente, eu estava notando que muitas pessoas acompanhavam o final de Attack on Titan (Shingeki no Kiyojin). E a obra tem sim seu charme que nos traz muita coisa boa. Entretanto, eu tenho que ser o cara chato para comentar que algo me incomodou. Muitas pessoas falavam "Eren está certo", sendo que ele se torna praticamente um ditador. É engraçado que um cara como eu use uma camiseta do Magneto e fale isso agora, mas eu fiquei anos falando que Erik Magnus era de uma área cinza. Nunca o chamei de vilão. E ai está, até muito jovem eu tinha noções ao menos mais elaboradas de bem ou mal.
E depois de assistir um vídeo em duas partes do Tralhas do Jon, O Death Note da Netflix é bom, Otaku que é ruim, eu notei que necessitava comentar aqui o que é um protagonista. Pois o Jon estava altamente certo
Para isso entenda, em um enredo, podemos ter os seguintes aspectos:
  • Protagonista é um personagem principal, ao qual acompanhamos como foco da narrativa. Isso é fácil de ver em uma obra como Naruto, onde Uzumaki Naruto é o herói. Mas há também obras ocidentais personagens como Harry Potter, que também demonstram isso. Isso não significa que é necessário o nome do personagem na obra no título (como Bleach ou O Senhor dos Anéis) para sabermos quem é ele. Mas ele tem um oponente;
  • Antagonista é, nem sempre um personagem físico, pode ser uma ideia (uma empresa, como a Umbrella Corporation de Resident Evil), mas alguém que tem ou quer impedir o protagonista de obter êxito. Assim, em Saint Seiya, o maior vilão da obra seria Hades, que na mitologia grega não é um vilão, como já falaremos. E pegando Harry Potter como exemplo, o grande vilão é Voldemort, o Grande Lorde das Trevas;
  • Herói é basicamente uma versão de diversos valores humanos colocados em uma personagem fictícia. Tanto que os primeiros que nos veem a cabeça seriam Hércules e Perseu, que trariam os aspectos heróicos que tanto amamos. Mais tarde, autores vão definindo muito o que seria a Jornada do Herói. Mas algo que demonstra bem isso, seriam personagens como Luke Skywalker e o próprio Anakin Skywalker (que era Darth Vader);
  • Vilão é toda a personificação do "contra-herói", um personagem que repudia as virtudes heróicas. Por qual motivo? Isso pode variar, mas ele se encaixa com algo parecido ao antagonista. Mas no caso do vilão ele é MAL, se não for a representação desse mal. A prova disso são o Imperador Palpatine de Star Wars ou Sauron de O Senhor dos Anéis, que são as figuras do que é maldade até hoje.
Então, nos próximos posts irei desconstruir Death Note, Attack on Titan, Code Geass e Shield Hero. Esse último só para que fique claro, não é propriamente um vilão. Mas precisamos falar sobre isso.


segunda-feira, 4 de março de 2013

O Poder do Protagonista

A melhor cena de espancamento em um anime, na minha humilde opinião até hoje, foi o final da luta entre Sensui e Yusuke Urameshi, em Yu Yu Hakushô. Oh que delírio foi aquilo.
Vou descrever a cena: até o momento citado Yusuke & Cia. estam sendo devastados pelo poder de Sensui. Eis que um dos três reis do Makai, Reizen, possui o corpo do "bad boy" de cabelos pretos, por esse ser seu descedente. Urameshi, ficou cheio de estranhas tatuagens além de um longo cabelo branco. Ele golpeia o ex-detetive sobrenatural, que é lançado longe, só para chuta-lo nas costas com extrema velocidade. Yusuke corre e, literalmente, mede os dois pés no peito do inimigo (várias vezes). Depois, solta uma sequência de socos na barriga do infeliz. Tá um golpe sísmico, quando se gira o adversário no ar, além de dar um monte de cabeçadas no inimigo. Volta a sequências de socos na barriga só que agora com as mãos cheias de reiki! Quando pensa, "ah terminou..." você vê o cara de madeixas brancas segurando o outro pelo pescoço e o lançando como brinquedo no ar. Por último dispara um reigun a queima-roupa... Ah... Como era boa essa época...

-"We're divine" - Power do Helloween
Sempre em algumas histórias, vemos criaturas superiores ao homem comum. Isso é lógico, me refiro as histórias fantasiosas como livros de ficção em geral quadrinhos, mangás, filmes de ação, fantasia ou terror. E desde a criação dos primeiras histórias em quadrinhos, roteiristas e desenhistas tem buscado uma melhora desdes personagens. Muitas vezes eles fazem tremendas façanhas, atos únicos, dignos de deuses na Terra - algumas vezes, eles são mesmo!
Poderia citar autores como Marx ou Nietzche (sim, li muita coisa deles!) mas não é por ai que meu racíocinio caminha. Não completamente.
Em histórias como essas, os protagonistas e antagonistas agem como anjos e de mônios, respectivamente. Lógico, nem sempre seguindo a risca o conceito maniqueista desses seres. E isso fica claro nessas obras. Por isso, quase sempre, é fácil notar quem é herói e vilão.
Mas então que aqui é pegamos dois pontos divergentes:
-Poderes concedidos, sem nenhum motivo aparente ou plausível;
-Poderes obtidos através do esforço e do treino.

-Naruto e Bleach
Não vou entrar na história de clássicos como Dragon Ball e Yu Yu Hakushô (mais do que já fiz...), já que eu vou ter umas armas apontadas na minha cabeça por qualquer crítica, positiva ou negativa.
Já Naruto e Bleach, apesar de também serem as obras mais conhecidas ultimamente, não tem uma legião de fãs tão fiéis e ardorosos, ainda. Além disso, são ótimos como exemplos do que falei acima. Vamos pegar como referência os personagens principais.
Uzumaki Naruto é um garoto orfão que nunca possuiu nenhum privilégio na vida. Sempre agiu como delinquente, tentando chamar a atenção na vila ninja onde nasceu. Fazia isso para, em seu modo de pensar, ganhar o respeito de todos. O que ele, e nem as crianças de Konoha sabiam, é que ele continha dentro de si Kyuubi, a raposa demônio de nove caudas selada pelo quarto hokage, o antigo líder dos shinobis dali. A história desenvolve personagens muito envolventes, que tiram o foco até mesmo do principal personagem (Ah, não vai me disser que não adoraram Shikamaru enfrentando o Hidan?).
Kurosaki Ichigo, rapaz fechado para o mundo, mas que possui o dom único de ver e falar com espíritos. Seus dias passavam normalmente na medida do possível, até que encontra Kuchiki Rukia, uma deusa da morte (shinigami) que busca um hollow, tipo de criatura que surge de almas errantes. Devido a um golpe que a garota sofreu, ela nem consegue mais se movimentar. Para conseguir proteger sua família, o rapaz pede ajuda de Rukia. Ela então concede seus poderes a ele para poder derrotar a criatura. Só que agora é ele quem vai ter que fazer os serviços de um shinigami substituto. As batalhas são bem feitas, usando e abusando de efeitos cinematográficos. Além do fato que Kurosaki vai ficando mais forte quase que sozinho.
E por qual motivo falei isso tudo? Bem, muita gente prefere mais Naruto do que Bleach hoje em dia. Não pelo segundo ser ruim, a história é bacana e bem no gosto do pessoal. Duas coisas desagradam os fãs do gênero: os famosos fillers (o que não é nosso foco aqui) e o fato do herói ganhar poder demais do nada. Você que no caso de Naruto, ele ganha poder enquanto cresce e mesmo assim, ele usa incorretamente várias vezes. Olhem o mangá e anime. Tudo esta lá.
E para relembrar Yu Yu...