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quarta-feira, 8 de agosto de 2018

O problema do heroísmo: ou como muitos chamam "protagonismo"


Um protagonista quase sempre é um personagem que é o foco principal de uma história. Seja lá qual for. Então acho que muitos blogs ou até mesmo pessoas do Youtube falam errado quando tratam esse problema como "protagonismo". Eu o chamaria mais de "heróismo", pois não vejo isso acontecer com mangakas como o de Death Note. Pois mesmo com tantas reviravoltas, Kira deve um final digno. Agora, a maioria dos shounens não é assim. 
Vejamos um grande exemplo disso em animes e mangás da antiga e nova geração: Dragon Ball e Bleach. Inicialmente, em Dragon Ball o personagem principal só era forte. Mas quando chegamos a fase Z que tudo complicou. Primeiro, deve o Super Sayajin 1, depois o 2, depois o 3, ai com GT eles fizeram um Super Sayajin 4. Ok... Mas agora com o super tem o Blue, God e Migatte no Gokui. O que ele não faz? 
Mas ai vemos Bleach... Ele é um shinigami, depois parte hollow, depois parte quincy. O que ele não é? Isso é uma forçação de barra dos personagens. Eles colocam poderes no personagem principal, não para parte do roteiro. Mas sim como um baita Deus Ex machina. Não funciona bem, sempre forçação de barra. O pessoal aceita, pois na verdade os fãs ardorosos NÃO ENXERGAM A VERDADE: sua obra preferida está uma merda!
Me fez lembrar quando vi o final de Fairy Tail. Tipo, terminou como começou. Não mudou o status quo. Ninguém surgiu com uma grande revelação. Na verdade, as grandes revelações foram tão toscas que não mudaram bosta nenhuma! Caramba! Histórias assim deveriam surgir como um pano de fundo para mudanças graves no roteiro! Só que só servem para destacar o protagonista, que de fogo começa comer de TUDO!
Deus me livre guarde!
Só para lembrar, o Deus Ex Machina é quando um personagem tem solucionado um "problema" de sua vida de forma muito simples. Tanto que não cria conflito, só acontece por conveniência do roteiro.
Podemos ver como surge uma ideia boa para personagens principais em One Piece. Onde temos Ruffy, um personagem extremamente carismático mas maluco. Arrumando briga com todo mundo, mas usa piadas para tentar contar suas histórias. Mas o roteiro de Eichiro Oda não se limita a isso! Ele evoluí! Ele cresce. Mesmo que de uma maneira besta e distorcida o Monkey D. Ruffy cresceu! E isso é ótimo. Não vejo isso em Son Goku, Ichigo Kurosaki ou Natsu. E eles não conseguem ser tão complexos quando Edward Elric de Full Metal Alchemist ou Midoriya de Boku no Hero Academia.

sexta-feira, 4 de março de 2016

Verossimilhança e Realismo! Quais são as diferenças???



Verossimilhança é diferente de realismo.

Numa história realista, um guerreiro pode ser golpeado e ficar um tempo fora de combate. Enquanto num contexto verossímil, pode haver modos rápidos de cura, como magia, tecnologia ou regeneração génetica. O importante é que esse elementos sejam conhecidos dos leitores.
Realismo funciona como na vida real. Numa história verossímil, tudo pode ser diferente - mas há regras a se seguir. No mínimo, existe uma explicação plaúsivel para certas coisas, como poderes e suas fontes.
Muitos dissem que certas coisas são impossíveis, mas cabe ao autor tornar o cenário verossímil ou realista.
Não gosto de comix pois os elementos de algumas histórias são toscas! Mas em filmes americanos podemos ver coisas bem boladas (diferente do disfarce do Super Homem, em Clark Kent). Você pode não querer resolver o problema só o esconder em alguns roteiros. Em Star Wars, George Lucas (meu ídolo para histórias medievais!) colocou brilhantemente "muitos espiões bothans morreram" no processo de descobrir o ponto fraco da Estrela da Morte. Espiões são plausíveis em uma guerra. O público aceita que o duto seja vulnerável, porque era um segredo que o duto seja vulnerável, mas foi descoberto a muito custo.
Os personagens podem ter atitudes heroicas não necessariamente realistas

A prova disso é o heroísmo; nem todos são tão heroicos na vida real, mas há sempre momentos de superação... um exemplo que chega a beirar isso é o anime Naruto, onde a vontade de superar e salvar o que acreditam ser certo fica acima de tudo.