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terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Dojos de artes marciais importantes no Brasil


Existem muitos dojos e institutos no Brasil que mostram várias técnicas diferentes referentes ao Japão, relativos a artes marciais. Kendô, ninjutsu e outros estilos de combate são ensinados no Brasil por grandes senseis. Aqui cito pelo menos três deles aqui. 
-Bunjinkan budo Taijutsu Ninpoh: A arte nina ou ninjutsu oculta uma cultura de mais de 3.000 anos. Vindo do Japão, o ninjutsu desenvolve a capacidade de defesa frente a todos as outras modalidades de combate; pois suas técnicas empregam todas a partes do corpo, bem como técnicas e utilização de um vasto arsenal de armas. Sem contar técnicas de ocultamento e ataques efetivos.
Porém, é importante lembrar, que o ninjutsu acima de tudo é um caminho condutor ao auto conhecimento técnico e filosófico.
Sabedoria esta, que é transmitida de geração a geração, e hoje é ensinada através da Bujinkan Dojo, que mantêm as tradições ninja disseminadas por Soke Hatsumi Massaki.
A Bujinkan, em especial, é composta por nove tradições marciais. A possibilidade do estudo das nove tradições faz com que sejam formados guerreiros mais completos, com grandes habilidades marciais fazendo uso de armas ou desarmados variados.
Site: http://www.bujinkan.com.br/
-Associação Sul-Americana de Bugei: Bugei significa Arte da Guerra, e sua origem data do Japão Feudal, especialmente após a Era Kamakura (1192 – 1333). Por isso, o Bugei é uma arte militar tradicional, com raízes no tempo em que as guerras faziam parte do dia-a-dia do povo daquele país. Visava preparar a mente e o corpo do antigo guerreiro para o combate. Contudo, segundo a própria filosofia oriental, não há vitória sobre o inimigo se, primeiro, não vencermos a nós mesmos, nossos inimigos internos. E essa vitória vem apenas com autoconhecimento, reflexão, disciplina e estudos. Por isso, antes de tudo, o Bugei visa à formação de pessoas de caráter, fortes e decididas, preparadas para enfrentar desafios e problemas em todos os âmbitos da sua vida. Torna-se, dessa forma, uma filosofia de vida, que hoje, quando não há mais guerras para serem vencidas, é usada em nossas “batalhas” diárias, no ambiente de trabalho, familiar ou em qualquer situação conflituosa.
A ASB - Associação Sul-Americana de Bugei é uma entidade sem fins lucrativos criada para preservar, manter e difundir o Bugei da linhagem Kaze no Ryu Ogawa Ha, as Artes Clássicas de Guerra e Cultura Japonesa, atuando há mais de 10 anos neste contexto.
Atua principalmente como facilitadora de outras facetas culturais e artísticas ao público geral. Regulamentada no Brasil, a ASB visa controlar as atividades relacionadas a esta cultura de forma a manter seus princípios e tradições sem que estes sejam desvirtuados de suas origens.
Site: http://www.bugei.org.br/
-Instituto Niten Kenjutsu Kendo: O Instituto Cultural Niten foi criado em 1993 pelo Sensei Jorge Kishikawa para difundir os ensinamentos milenares das artes da espada samurai, a filosofia do Bushido e a cultura japonesa.
Hoje, é considerado um dos maiores centros de ensino das artes tradicionais dos Samurais fora do Japão. Mais de 10.000 pessoas já passaram pelo Instituto. Com cerca de 40 dojos no Brasil, Argentina, Chile, Uruguai e México o Instituto cumpre a missão estabelecida pelo Sensei Jorge Kishikawa em sua criação:
"Buscar a invencibilidade e trazer a espada que dá a vida. Em abundância".
O treinamento consiste em aprender as técnicas (katas) de há mais de 700 anos e aplica-las no combate (jitsugi).
É uma viagem ao túnel do tempo
Este treinamento, aliado a orientação filosófica do Sensei possibilita que haja a metamorfose do cidadão comum para o "guerreiro", possibilitando uma melhoria na qualidade de vida do praticante.
Site: http://www.niten.org/

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Miyamoto Musashi


Talvez um dos maiores nomes entre os espadachins japoneses que conhecemos. Na verdade, ele trilhou seu caminho forma não usual. Pelo menos na época em que viveu.
Acredita-se que Miyamoto Musashi nasceu na província de Harima, em 1584. Com apenas sete anos de idade, e não se sabe o motivo para isso, passou a viver com o tio, por parte de mãe, que era sacerdote budista e o ensinou o zen budismo, o xintoísmo e o confucionismo. Aos treze, mas com um físico que se sobressaia aos de outros garotos de sua idade, pelo que contam os relatos, trava o primeiro duelo de sua vida e vence um famoso espadachim, Arima Kihei. 
Quando alcança os dezesseis anos, ele se alista para combater ao lado do clã Ashikaga, que brigava pelo poder do Japão as forças de Tokugawa Ieyasu. E isso fez com que participasse da devastadora Batalha de Sekigahara, responsável pelo derramamento de sangue de mais de setenta mil homens!

O garoto, obviamente, era um soldado de baixa patente e é muito provável que tenha lutado na frente do campo de batalha, como uma espécie de pelotão da infantaria. Mesmo sendo parte do exército derrotado, conseguiu sobreviver, tamanha era sua habilidade em confrontos. Alguns também acreditam que contou com um pouco de sorte. Esse capítulo de sua vida deve sua página virada quando ele se tornou um ronin (samurai sem mestre) andarilho.
Após um grande período de caminhada, Musashi se instala em Kyoto, capital do Japão na época. Lá, desafia a família Yoshioka. Esta família teria sido responsável pelo treinamento de artes marciais do xogum Ashikaga. Segundo registros, o pai de Musashi teria enfrentado também aquela família, vencendo dois de três duelos.
No primeiro confronto, Musashi enfrenta Seijuro que possuía uma katana, espada típica japonesa. O espadachim com apenas um boken, que é uma espada de madeira, dilacera o braço de seu oponente. O que faz com que ele desista de lecionar a espada.
Munido de uma vontade de se vingar pela derrota do irmão Seijuro, Denshichiro desafia Musashi, que permaneceu em Kyoto. A estrategia que usou foi deixar o oponente furioso antes do início da luta, por isso Miyamoto chega o local só três horas atrasado. O inimigo mais uma vez é derrotado, com o espadachim dilacerando a cabeça de seu oponente com a espada de madeira!
Um terceiro desafiante surgiu sendo Hanshichiro (ou Matashihiro), filho de Seijuro, que tinha onze ou doze anos de idade e que foi escolhido pela família para a vingança. Muitos acreditam que a ideia era só usar o garoto como isca e, de forma conjunta e traiçoeira, derrotar finalmente Musashi. O espadachim, tomando outra postura chega mais cedo, esperando seu oponente e familiares, escondido. Ele surpreende todos com uma espada em cada mão, mata o jovem, iniciando uma batalha contra cerca de setenta homens, matando uma parcela e deixando a outra bastante ferida. E consegue fugir!
Esta foi a primeira vez que ele usou duas espadas ao mesmo tempo. Depois desse episódio Musashi é conhecido como uma lenda viva no Japão daquela época. Decide dar sequência à vida de ronin andarilho, ou à Musha-Shugyo (peregrinação do guerreiro). Ele desbrava o território nacional aperfeiçoando seu estilo de combate contra monges e soldados de todos os tipos e estilos de luta.
No ano de 1643, mora na caverna de Reigando, próxima da cidade de Kumamoto. Isolado, inicia o processo de redação do tratado O Livro dos Cincos Anéis, concluído dois anos mais tarde.
Naquele mesmo ano, ao prever que sua morte esta próxima, Musashi decide entregar a cópia do livro ao seu discípulo mais próximo. Também escreve o manuscrito Dokkodo, traduzido como O Caminho do Andarilho Solitário, destacando 21 princípios de vida. Morre de causas naturais.
Entre as obras que relatam o personagem temos: o anime Sengoku Basara, o game para PSOne Brave Fencer Musashiden; e em especial destaco a obra em mangá Vagabond, criada por Takehiko Inoue. É a com melhor definição de como foi o processo de aprendizagem de Musashi.
E muitos ainda ensinam e aprendem o seu caminho, como aqui no Brasil faz o Instituto Niten Kenjutsu Kendo.