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sábado, 5 de julho de 2025

Noroi, um filme bom de "falsed footage", mas que deu probleminhas...


Em 2005, o investigador paranormal Masafumi Kobayashi desaparece sem deixar rastro. Só resta o seu último documentário: uma cassete de 115 minutos que mistura entrevistas, gravações ocultas e fragmentos de TV perturbadores.
O que começa como uma investigação sobre suicídios estranhos em aldeias costeiras torna-se uma descida para a loucura quando Kobayashi descobre: O ritual de Kagutaba, uma entidade anterior ao tempo. Crianças que preveem mortes com 100% de precisão. Uma mulher que emite sons impossíveis para humanos.
A filmagem final - gravada com câmeras VHS e telefones antigos - vai fazer você questionar: Onde termina o documentário e começa a maldição?
Motivos para assistir:  Culto na deep web: O filme foi compartilhado como "footage real" em fóruns obscuros anos após sua estreia
Apresentações muito reais: Vários participantes eram ocultistas reais que se recusaram a aparecer nos créditos
Efeitos práticos inexplicáveis: Aquela cena do "rosto na parede" ainda não tem explicação técnica.
O diretor (Kōji Shiraishi) recebeu ameaças de grupos ocultistas por revelar "segredos do Kagutaba"
A atriz que interpreta Marika Matsumoto abandonou o cinema após as filmagens
As gravações de TV são autênticas transmissões japonesas dos anos 90 alteradas digitalmente.
Fitas VHS reais de suicídios foram usadas como base de som (eliminadas na montagem final).

domingo, 12 de novembro de 2017

Ayakashi Japanese Classic Horror


Esse anime é a reunião de, pelo menos, três contos de terror japoneses. Envolvendo forças sobrenaturais.
Ele tem um estilo mais antigo e clássico (tanto em história, quanto na tecnologia da animação). Bem diferente de obras modernas como Another ou Hellsing. 
Cada conto deve character designs diferentes, mas a única coisa que eles tinam em comum era a trilha sonora. 
Esses três contos são divididos em onze episódios.
Yotsuya Gaidan: um ronin, casa com uma mulher que ele gostava. Mas o pai da moça os afasta. Contudo, ele consegue ficar com ela. Porém, depois que ela engravida e tem seu filho, a moça adoece de forma pesada. Sem contar que como um samurai sem mestre, ele não tem uma condição financeira nada boa. 
Por interferência de uma mulher solteira e mais rica, acontece uma grande tragédia - visto que ela estava interessada no ronin de forma amorosa. Criando uma assombração que fará da vida dele um inferno.
Essa parte da história, foi criada para funcionar como uma peça de kabuki. Aliás, o autor original dessa história é quem narra ela. 
Tenshu Monogatari: Também foi criada para fazer uma peça de kabuki. Mas essa história introduz um pouco mais de romance. 
Em um castelo misterioso, deusas esquecidas vivem se alimentando do sangue de homens incautos. Isso pois assim conseguem manter sua imortalidade. 
Entre elas temos Hime, que literalmente é a princesa (hime significa princesa, em japonês) daquele castelo. Ela se envolve com um homem, que vai mudar as relações com as outras divindades dali. 
É um pouco mais dramático que a sequência que a parte anterior. Tem três episódios.
Bakeneko: Tem um ar mais de aventura. Diferente das outras duas, essa história não é baseada em uma peça de teatro. Mas sim na lenda de um monstro conhecido no Japão. O bakeneko. 
Tem muito mais elementos sobrenaturais que suas antecessoras, de forma mais franca. 
Um farmacêutico ambulante, estava passando por uma cidade, até que vê um casamento ocorrer. Uma moça pobre, casando com alguém mais rico, justamente para ajudar a família da garota. Inesperadamente, a garota morre. 
O farmacêutico é envolvido nessa confusão. Mas se descobre que tudo aquilo se deve a um demônio. Para que eles consigam eliminar o demônio eles precisam seguir três padrões de regras.
Esses episódios são feitos ao estilo de ukiyo-e. Arte tradicional do Japão.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Diferenças entre obras de terror ocidental e oriental


O terror! O TERROR! O TERROOOR! Muitas vezes nós somos atraídos por ele. Lemos livros, seriados, filmes, trilhas sonoras e outras coisas. Algumas pessoas gostam de ter medo. A prova é que mesmo com a grande quantidade de filmes de super heróis, ainda existem muito que são feitos de suspense, horror e morte... Ainda mais com filmes como Atividade Paranormal ainda em alta, e a próxima briga nos filmes O Chamado VS O Grito. O que me faz pensar... What? Ok... Vamos ver como esse samba do crioulo doido vai ser... Maaaas vamos ver aqui algumas diferenças básicas entre o terror americano (e europeu) para o asiático.

  • Os japoneses são espirituais demais: para se der uma ideia, eles temem ir ao banheiro (pelo menos alguns), visto que existem lendas associadas a água corrente levar os espíritos dos mortos. Achou forçado? Entre algumas lendas recorrentes temos o kappa(uma tartaruga que suga o sangue do humanos), fantasmas afogados e os papéis higiênicos azul e vermelho...  Tem histórias macabras.
  • As lendas japonesas são bizarras: mesmo as lendas mais bonitinhas são altamente estranhas. Um exemplo esta no baku, um espírito que segundo as crenças devora os pesadelos dos japoneses. Ele é estranho pra caramba parecendo uma mistura de anta com tamanduá... Ou algo diferente. Sei lá. Já nas histórias sobre sonhos tinhamos o Sandman, um cara com um pó de areia que te fazia dormir, entrando na sua casa... Tipo pior que Papai Noel!
  • Os filmes americanos tem como inspiração obras vitorianas no seu começo de histórias de terror. Entre alguns temos os clássicos Drácula, Lobisomem, Frankenstein, Múmia, entre tantos outros. Um fator que faz eles serem até bonitinhos, se compararmos aos monstros orientais. Mas usam os medos primordiais do homem: o medo do escuro, o medo do inexplicável e da noite. Hoje em dia muito deles são até satirizados.
  • Que eu saiba, os diretores americanos são BEM mais sádicos que os japoneses! Em filmes como O Exorcista e O Iluminado, as pessoas falam sobre atores serem torturados pelos diretores das obras para tentar extrair seu medo nas cenas. A atriz que faz a mãe de O Iluminado deve que fazer várias vezes a cena da escadaria, tanto que ela perdeu parte de seus cabelos depois daquilo.
  • Hollywood tem uma mania bem maior em reaproveitar seus monstros. A prova esta em Freddy Krueger, Chucky o boneco assassino, Jason Voorhees, Leatherface, Michael Myers, o xenomorfo de Alien, ou os Predadores. Tem sequências que até hoje são produzidas, a ponto de terem 10 filmes sobre um desses monstros!
  • Aproveitando que falei sobre xenomorfo e Predadores, uma coisa que o Japão não tem muito mas os States tem é filmes sobre aliens. Extraterrestres no terror temos pra caramba no ocidente. E até terror mais explicado cientificamente.
  • Uma das maiores inspirações orientais no Japão quase sempre são mangás mesmo. Enquanto no ocidente eram mais os livros (se bem que isso esta mudando). Quase sempre os de origem vitoriana ou considerados como leitura gótica.


sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Oriente macabro


Podem me descer a lenha, me xingar, que eu não arredo o pé da opinião que eu acho melhor as de terror orientais do que as de outras origens. Isso se deve a eu ser uma esponja para esse tipo de história, além de odia blockbusters que entpoem as video locadoras, mas sinceramente as histórias são muito do meu gosto. Apesar de adorar Edgar Allan Poe, Arthur Conan Doyle, entre outros, os enredos me preendem.

Mas como diria Jack, o Estripador "vamos por partes..."



-Ai que meda!
Mesmo os japoneses sendo um povo altamente tecnológico em vários aspectos, eles possuem um pé fixo em suas tradições milenares. Isso inclui a religião. E isso lembra a fé católica. Afinal, um dos centros de assombração aqui no país são os cemitérios. Lembrando que não existem tantas histórias sobre de cultura que não enterram ou conservam seus corpos, quase sempre os cremando ou se livrando deles de outro modo (como a cultura germânica). Enfim, esse é um filão para lendas macabras.
Esse é um dos fatores que muitos autores utilizam nas obras, em qualquer país. Mas foquemos no oriente.
O Japão foi um dos países, que até hoje, foi afetado em diversos pontos pela Segunda Guerra Mundial. Tanto de uma de suas maiores obras de ficção científica, que conhecemos por Godzilla, é produto de radiação nos mares nipônicos. Mas o que influenciou o terror dessa nação nesse fator foram as terríveis mortes nos campos de batalhas, e por que não, das que ocorreram em Hiroshima e Nagasaki. Quantos autores não foram influenciados criando monstros baseados nessa terrível guerra? Cito meu autor favorito de obras literárias, J.R.R. Tolkien, como exemplo maximo.
Até agora, vimos que a religião e um passado sofrido são parte da força do terror oriental. Mas agora vamos adentrar outro ponto, talvez o mais importante desse gênero até hoje.

-"Humanos temem o que não entendem."
Xenofobia sf. Aversão a pessoa e coisas estrangeiras. É o que achei em um dicionário falando sobre essa palavra, mas acredito que seja bem mais que isso. Xenofobia seria o medo de coisas desconhecidas, ou até criaturas desconhecidas. E esse fator é o maior nas histórias de terror.
Acha que não? Veja:
Obras como Ringu (O Chamado) ou Ju-On (O Grito) bebem disso. Mesmo sabendo de onde veem as criaturas dessas obras (mortes trágicas quase sempre) é como se elas ditassem as regras do jogo. Não há como vencer, no máximo se livrar deles. E isso cria a sensação de impotência, beirando a loucura. Quem vê ou lê uma obra desse gênero sempre nota fatos bizarros como o de Uzumaki, onde não existem fantasmas, e sim - pasmem - espirais aterrorizand uma cidade como uma maldição. Mas não há certeza nem sobre isso! E nós, como humanos, seguindo uma linha "Dana Sacully" de pensar, precisamos criar certezas sobre alguns fatos com a finalidade de mantermos a sanidade.
A verdade é que algumas pessoas se excitam com terror, tanto quanto o fazem com uma montanha russa. É uma diversão em um ambiente controlado (Tá... Nem sempre). Ou será por outro motivo... Desconhecido?