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quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Sobre o autor: Kazuhiko Kato ou Monkey Punch

Kazuhiko Kato é um autor até com certa fama dentre os japoneses. Ele usou por muito tempo o pseudônimo Monkey Punch. Nascido em 26 de maio de 1937. Seus trabalhos foram influenciados pelos cartunistas da revista MAD, em especial ao autor Sergio Aragonés.
Seu maior sucesso doi Lupin III. A história segue Arsène Lupin III, neto do lendário Arsène Lupin. Esse primeiro Lupin é o ladrão cavalheiro de Maurice Leblanc. Ele tem um grupo que o ajuda em seus roubos. Entre eles a linda e mirabolante Fujiko Mine, o samurai Goemon Ishikawa XIII,  
Durante vários anos, as questões relativas a direitos autorais e propriedade intelectual de Maurice Leblanc, significava que o nome de Lupin foi removido de lançamentos fora do país. No entanto, os direitos de Leblanc já expiraram, permitindo lançamentos estrangeiros a usar o nome de Lupin.
Temos também o anime Efeito Cinderela. Desta vez, temos a trama dos detetives Ranma e Rera, que possuem uma agência de detetives chama R&R. Em um fatídico dia, os dois sofrem uma tentativa de homicídio, mas conseguem escapar ilesos. O acidente, porém, tem conseqüências.
Todos os dias de madrugada, Ranma some e se funde ao corpo de Rera, formando uma só pessoa. A idéia bizarra, já foi usada até mesmo no original “Cinderella”, onde a gata borralheira tem seus desejos destruídos ao bater dos 12 sinos da madrugada.
Entre alguns que já fizeram animações de Lupin III, por exemplo, estão Hayao Miyazaki. O criador dos Estúdios Ghibli.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Sobre o autor: Yoshitaka Amano


Enquanto ele trabalhou por muitos anos na Tatsunoko Studios, Amano criou personagens até hoje lembrados por aqueles que entendem de mangás e animes. Como G-Force (Gatchamen) e Hutch the Honey Bee (ambos já exibidos no Brasil). No decorrer de sua carreira, também publicou mais de dezessete livros de fantasia ilustrados, incluindo o clássico cult Vampire Hunter D. Suas inovações em termos de design de personagens e de ilustração também se traduzem em videogames, sendo que seu trabalho teve destaque no popularíssimo RPG interativo Final Fantasy. Em 1997, colaborou com a Orquestra Filarmônica de Los Angeles para criar 1001 Nights, projeto que combinou animação e música. Entre seus outros escapes na arte estão a gravura, a cenografia e os vitrais. Sandman: Os Caçadores de Sonhos foi sua estreia na área de quadrinhos americanos.
Em outubro de 1999, Amano preparou sua segunda maior exposição nos Estados Unidos, um evento multimídia intitulado Hero. Exposto na Fundação Angel Orensanz, em Nova Iorque. Hero foi o primeiro de uma série de projetos sobre um príncipe reencarnado em uma jornada épica de dez mil anos no futuro. 

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Sobre o autor: Shotaro Ishinomori

Ele nasceu em 1938, ele também é conhecido como o Rei do Mangá. Muitos de seus trabalhos iniciais são influenciados por seu mestre, Osamu Tezuka. Mas ele talvez tenha sido um artistas que sempre foi um pouco a frente de seu tempo. Tanto que sua figura no Japão é comparada ao grande Stan Lee.
Ele era o mais jovem de sua geração, mas também o mais talentoso, o primeiro a publicar profissionalmente e sempre atarefado, empregando seus colegas como assistentes em seus vários trabalhos. E sua velocidade assustaria até Eiji. Relatos de outros mangakás da época dizem que Ishinomori produzia cerca de 20 páginas em um único dia de trabalho, onde a média era de 2 à 5 páginas, mesmo com autores cooperativos, como a dupla Fujiko Fujiyo. O próprio comentou em extras de Cyborg 009 que chegou a produzir, com a ajuda de seus amigos, 650 páginas mensais de quadrinhos, mas que aquilo era loucura. Com “apenas” 300, ele já suava. Apesar das páginas da época terem uma arte mais caricata, ângulos mais simples e narrativa corrida, cada uma continha mais quadros e texto do que hoje. Desenhar e finalizar essa quantidade de páginas é impossível para um artista de hoje, onde a média é de 30 páginas por mês.
O nome dele pode parecer muito complicado, mas você logo descobrirá que já viu algum dos programas de TV originados por seus mangás. Estamos falando de Shotaro Ishinomori, um desses desenhistas de mangás que será eternamente conhecido por seu excelente e inigualável legado artístico. Quem tem mais de 40 anos, e gosta de animações, talvez se lembre de alguns clássicos desenhos animados que tem a sua marca. Entre eles estão Cyborg 009 e
Esquadrão Arco-Íris, inocentes cartoons nipônicos dos anos 60, exibidos no Clube do Capitão AZA, da extinta TV Tupi. Realmente bem antigo. Além desses, o público mais jovem conhece Ishinomori por outras atrações da telinha criadas por ele, como: Kamen Rider Black, Bicrossers, Machineman e Patrine. Todas essas séries foram exibidas pela antiga Rede Manchete e tem muitos fãs no Brasil. Ex-assistente do consagrado artista Osamu Tezuka, Shotaro Ishinomori foi capaz de criar seu próprio universo de heróis e equiparar seu trabalho ao de seu mestre. Todo este universo foi imaginado pela mente fértil desse ilustre cidadão de Ishinomaki, província de Miyagi, sua terra natal. É neste lugar, relativamente perto de Tóquio, onde foi erguido um museu à sua memória e obra. Desde 2001, muitos admiradores desta personalidade da "Terra do Sol Nascente" visitam o "Ishinomori Mangattan Museum", para saber mais sobre uma das mais importantes figuras do mundo do mangá, anime e tokusatsu. Ishinomori morreu em 1998, mas deixou um legado que se perpetua até hoje. São inúmeros desenhos para televisão e cinema que se confundem com a história da animação no Japão, brinquedos e muitos outros produtos derivados de suas sagas juvenis.
Durante anos, Ishinomori usou a grafia de seu nome idêntica à de sua terra natal, de quem se apossou do nome por vergonha de seu próprio sobrenome, por remeter à outro artista de mangá, Shufu Onodera, que ficou famoso por ilustrações militaristas durante a Segunda Guerra Mundial. Porém, por um detalhe da grafia, todos liam apenas Ishimori, porque o “no” não é escrito. Alguns nomes de bairros e cidades no Japão tem essa peculiaridade, que causa uma certa confusão. Isso sempre incomodou o artista, que precisava corrigir o nome pelo qual era chamado.
Muito de seu método de produção mudou após a morte de sua irmã. 
Um dos exemplos de sua contribuição nos tokusatsus esta na série Kamen Rider, não só na saga Black. Criado pela equipe da TOEI, a primeira série desse herói surgiu em 1971. E contou com 98 episódios, com encerramento em 1973. Nesse período, apenas um episódio era exibido aos sábados em horário nobre pela TV NET. Sua ideia original era a de um homem mutante, metade humano e metade gafanhoto, mas para os padrões da época, um herói assim não combinava. Como desenhista, ele foi mudando lentamente os conceitos do personagem, para o que temos nos primeiros Riders. Mudanças entre o mangá e a série permitiram ao autor mexer no personagem como quisesse. Sendo que ele sempre quis dirigir um filme, assim, se realizou no live-action.
Além disso, ele trouxe a adaptação em mangá de The Legend of Zelda: A link to the past. Sem contar outra obra prima dessa área que é HOTEL. Ele deixou mais de 770 mangás.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Sobre o autor: Katsuhiro Otomo



Nascido em 14 de abril de 1954 em Tome, Miyagi, é um dos mais reconhecidos mangákas (desenhistas de mangás) e animadores, por seu traço único. 
Desde muito cedo, ele era fascinado por filmes, muitas vezes levando ele a uma viagem de trem de três horas durante as férias escolares apenas para assisti-los.O jovem veio de uma época em que seu país demonstrava grande desenvolvimento político e econômico (lembrando que a Segunda Guerra já tinha acabado e isso ocorreu na década de 40, ou seja, em um tempo relativamente curto o país progrediu muito). Mesmo assim, o artista quando entrou na faculdade, usou todo o cenário caótico que continuava pelo mundo para criar algumas de suas obras. Ele sempre foi contra as guerras e mostrava isso com temáticas em seus roteiros, quase sempre, em mundos com terror, distópicos e apocalípticos.

Em 1973, ele publicou seu primeiro trabalho, uma adaptação do mangá de curto romance de Prosper Merimee Mateo Falcone, intitulado Relatório Gun. Seu primeiro livro solo publicado foi Short Piece, em 1979. Já em 1982, Otomo fez sua estréia na TV, trabalhando como designer de personagens para o filme animado Armageddon. Uma de suas muitas influências são, por exemplo, Shotaro Ishinomori. Este é tratado até hoje como o Rei do Mangá, além de ter criado heróis de tokusatsu (como Kamen Rider).

No mesmo ano, Otomo começou a trabalhar em um mangá que se tornaria a sua obra mais aclamada e famosa: Akira. Inicialmente, os membros da revista em que trabalhava lhe pediram que fizesse uma série com tema de ficção científica, algo que ele já estava relativamente acostumado. Em entrevista, o autor disse que Akira "recontaria" a história de outra obra famosa no Japão, Tetsujin 28. Nesse enredo, o governo tenta utilizar uma tecnologia bélica para tentar revitalizar o país. A ideia seria contar de outra forma o uso de armas pelo governo, de modo conspiratório, em uma Tóquio caótica.
Demorou oito anos para ser concluído e acabaria por culminar com 2000 páginas. Essa obra seria seu trabalho mais aclamado até os dias de hoje. Enquanto a serialização de Akira estava ocorrendo, Otomo decidiu animá-lo em um único filme, embora os quadrinhos ainda estavam para ser concluídos. Em 1988, o filme animado Akira foi liberado. Alçando o nome do artista como um ídolo para os novos artistas que viriam. Sendo tratada, dentro e fora do Japão, como cult.
Já em 1990, Otomo fez uma breve entrevista com a MTV para um segmento geral sobre a cena dos mangás na época. 

O final do filme Akira, é diferente da sua obra desenhada. E essa história fez uma "previsão" de Tokyo como sendo eleita para as Olimpiadas de 2020. O que realmente ocorreu. 
Artistas como Moebius (muito conhecido pelas suas artes do Surfista Prateado) são fãs declarados de Otomo. 
Entre algumas de suas obras, além de Akira, temos a animação Memories. Nela temos três histórias curtas bem animadas, sem ligação entre si, e cheios do toque de Katsuhiro. Também foi responsável pela animação de um filme baseado em uma das obras de Osamu Tezuka, Metropolis. Além de fazer sucesso com obras como Steamboy entre outras obras.