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sábado, 19 de outubro de 2024

O que eu acho da homenagem a Nobuhiro Watsuki, por diversos artistas

Para quem não sabe, alguns anos atrás, o autor e mangáka, Nobuhiro Watsuki, foi preso por portar pornografia infantil. Ao que parece, não foi apenas isso, o que torna o crime pior. Depois do devido processo legal, ele foi preso, mas liberto depois, por pagamento de uma taxa. E ele continuou casado, tanto que é a mulher que está cuidando de Rurouni Kenshin, em sua história (que se passaria DEPOIS, da saga de Enishi, Jinchuu). Isso, eu trato outra hora.
A Shueisha, empresa responsável pela obra e outras, resolveu fazer uma homenagem, recentemente, pois ela faz 30 anos em 2024. Então, em Outubro desse ano, 38 artistas fariam ilustrações coloridas para celebrar o mangá de Watsuki. Nomes conhecidos como de Masashi Kishimoto (Naruto), Eichiro Oda (One Piece) e Hirohiko Araki (Jojo Bizarre Adventure) homenagearam ele, o que deixou muita gente revoltada com esses artistas.
Enquanto há outros que não o fizeram, como Tite Kubo (Bleach), Tatsuki Fujimoto (Chainsaw Man) e Tatsuya Endo (Spy X Family). Há a questão de que muitos não puderam recusar, o que já comento aqui, é balela.
Há muitos deles que já foram assistentes de Watsuki, como o caso de Eichiro Oda. Só que esse não seria o caso, por exemplo de Hirohiko Araki. 
De qualquer forma, isso deixa claro - diferente do que um criador de conteúdo disse recentemente - que não se pode separar artista da obra. Pois se for assim, então não esqueçamos que JK Rowling financia grupos contra os direitos trans, com o dinheiro que ganha. Então, essas homenagens são, até certo ponto, uma forçação de barra da Shueisha. Ao qual, eu compreendo a empresa. Tem gente que consome ainda essa obra... E pior, consome o mesmo crime que Watsuki!

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

O caso Nobuhiro Watsuki, lolicons e por que não devemos nos focar em ídolos

Leiam atentamente o texto antes de qualquer coisa! Só definindo: eu não apoio Nobuhiro Watsuki em nenhuma de suas ações!
Para quem não sabe Nobuhiro Watsuki é o criador de Rurouni Kenshin (que aqui no Brasil ficou conhecido como Samurai X pela Rede Globo), Busou Renkin e outras obras que não fizeram tanto sucesso. O primeiro foi tão bem que até hoje é exibido para um monte de pessoas. E até virou live-action.
O anime e mangá nos ajudaram muito a nós, assim pudemos entender sobre o Japão na época da era Meiji. Sendo que somos ocidentais. Os conceitos de certo e errado são muito bons, mostrando que não existe só "preto e branco" e tons "cinzas", em cada um de nós. Mesmo Shishio, um dos melhores vilões da história (talvez de todas as obra japonesas) tinha lá sua razão de ser maligno! E isso é perfeito. 
Sem contar que foi com ele que comecei a me interessar mais por desenhar mangás. Até hoje tenho as revistas de criança e adolescente que continham matérias sobre o personagem Kenshin Himura. Basicamente, minhas criações intelectuais surgiram devido 
Ainda assim, vamos aos fatos de Watsuki: nós não temos certeza se ele fez atos de fato (se fez sexo com menores), mas temos certeza de uma coisa. Ele consumiu pedofilia. Ou seja, foi crime! 
O cara vai ficar preso por um ano. E paga um milhão de ienes. Sinceramente? É pouco! O fato de sermos fãs de um grupo não nos torna fracos quando a moral que temos. O que significa... Só por termos um ídolo não simboliza que vou apoiar ele em todas as merdas. Mas nem por isso vou rasgar minhas revistas de crianças. Só que NÃO será mais como antigamente...
Mas acima de tudo, ele deve ser punido. Deve pagar por seus crimes! Leves ou pesados.
E como disse Thunder, da LBTV vamos falar sobre lolicons.
Lolicon vem da palavra “Lolita complex” que é o nome japonês para pessoas que sentem desejo sexual por garotas pré-púrberes (ou seja de 4 a 9-12 anos). Já Shotacon (shota) vem de “Shoutaro complex”, dessa vez por garotos. E por último o Toddlercon que indica o desejo por bebês e crianças com menos de 4 anos, nessa idade menino ou menina é quase igual em todos os sentidos, inclusive a personalidade e cultura (ou falta de) para o otaku ou fã desse tipo de mangá/anime. Ok, nível sinistro pulando a estratosfera mas o pior é que são reais!
Esses três temas aparecem bastante na literatura japonesa, principalmente entre os seinens e os josei. É muito comum também que esses temas sejam misturados com o homossexualismo, um dos mais famosos sem dúvida é o Shotacon Yaoi, onde um homem tem relações sexuais com um menino. Por mais imoral que pareça, existem algumas revistas só voltadas para esse tema.
As leis sobre lolicons, ou seja, contra pedofilia são um tanto controversas no Japão. A criminalização desse tipo de produção só entrou em vigor em 1999.  Mas através da pressão da ONU e UNICEF de forma pesada. E só em 2014, manter esse tipo de conteúdo no PC, também virou crime. Mesmo assim, com os ecchis que conhecemos por aqui... O Japão faz vista grossa para esse conteúdo SIM.
Isso nos faz lembrar da cultura do estupro. E como até mesmo um país de primeiro mundo como o Japão ainda tem problemas graves. Como um machismo pesado!
Agora sobre ídolos. Eu sou um grande fã das obras de Nobuhiro, assim como fui fã de Marcio Seixas. Dublador do Batman desde muito tempo na televisão brasileira. Seu antigo sócio mostrou como ele era... Um imbecil. Dava em cima de alunas da escola de dublagem dele, sendo ele casado, ofendia dubladores como Guilherme Briggs (uma boa pessoa, diga-se de passagem), que seria "dono do Batman no Brasil", entre outras cretinices. Mas foi bom para mim. Pois assim não coloco as pessoas em pedestais. Que podem e VÃO cair. Como foi comigo. Eu um fã de infância amadureci mais que minhas figuras símbolos. Pois, eu gostava mais do Marcio do que do Batman. Hoje, não é assim.

sexta-feira, 18 de março de 2016

Roteiro X Arte


Em muitos anos que mexo com mangás e animes consegui definir essa arte em três tipos:

  • Arte e roteiro ótimos
  • Arte ótima, mas com roteiro baixo
  • Roteiro ótimo, mas arte baixa

Isso porque, nem sempre, quem desenha faz o roteiro. Isso nem sempre é algo ruim. Vejamos o exemplo de  Death Note. Nele, temos um artista e um roteirista (não os dois em uma única pessoa!) o que possibilita ao roteirista se concentrar em um enredo rico e bem trabalhado. Enquanto, muitas vezes a arte final tem como intenção impactar um roteiro rico.
Mas é lógico que também existem aqueles que trabalham com ambos, e mantêm uma boa qualidade do serviço. Uma obra que mostra isso é Rurouni Kenshin. Nobuhiro Watsuki sempre fez um ótimo serviço tanto em roteiro, quanto em desenhos, além de pesquisa histórica mais do que digna de aplauso sobre certos aspectos políticos. E eu como professor de história sei como isso é complicado. Sua obra, possui uma qualidade histórica rica e rara. O uso do Shinsegumi, assim como Hajime Saitou, e outras figuras importantes do Japão (além de político e fatos que realmente ocorreram nos primeiros anos da Era Meiji) tornam a obra, que é voltada para adolescentes em algo mais. Não é a toa que já fizeram 6 OVAs, além de um filme em Live-Action recentemente lançado.

Mas é obvio que existem alguns problemas também. Existem obras com uma qualidade sofrível. Exemplos? Bem, Love Hina, de Ken Akamatsu, é um sucesso até hoje. Mas sejamos francos: não é uma obra de arte, muito menos revolucionou o mundo como Neon Genesis Evangelion não é? É o poder do marketing meus amigos! Fizeram tanta propaganda que deu certo, até demais. Mas o engraçado é que mesmo obras como Ah! Megami-sama não são famosas por aqui mesmo possuindo tanta fama ou um enredo tão elaborado. Como pode? Bem isso ainda é algo beeeeeeeeeeeem inexplicável.