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quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Sobre o autor: Yoshitaka Amano


Enquanto ele trabalhou por muitos anos na Tatsunoko Studios, Amano criou personagens até hoje lembrados por aqueles que entendem de mangás e animes. Como G-Force (Gatchamen) e Hutch the Honey Bee (ambos já exibidos no Brasil). No decorrer de sua carreira, também publicou mais de dezessete livros de fantasia ilustrados, incluindo o clássico cult Vampire Hunter D. Suas inovações em termos de design de personagens e de ilustração também se traduzem em videogames, sendo que seu trabalho teve destaque no popularíssimo RPG interativo Final Fantasy. Em 1997, colaborou com a Orquestra Filarmônica de Los Angeles para criar 1001 Nights, projeto que combinou animação e música. Entre seus outros escapes na arte estão a gravura, a cenografia e os vitrais. Sandman: Os Caçadores de Sonhos foi sua estreia na área de quadrinhos americanos.
Em outubro de 1999, Amano preparou sua segunda maior exposição nos Estados Unidos, um evento multimídia intitulado Hero. Exposto na Fundação Angel Orensanz, em Nova Iorque. Hero foi o primeiro de uma série de projetos sobre um príncipe reencarnado em uma jornada épica de dez mil anos no futuro. 

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Os Caçadores de Sonhos: os sonhos japoneses pelo mestre Neil Gaiman


Neil Gaiman é um escritor inglês, que fez sucesso em especial, devido a sua maior obra. Sandman, um herói da Era de Ouro dos Quadrinhos. Ele reinventou a personagem, com novos poderes e uma nova história de origem. Nessa história, o protagonista de Sandman é na verdade um dos Perpétuos, ou Endless. Seres mais antigos que os deuses, e até mais poderosos que eles. Ele é Sonho (Dream) e tem sete irmãos que fazem parte dessa "família". Seus irmão são Morte (Death), Delírio, Destruição, Desejo, Desespero e Destino.
Como suas histórias se passam desde que a primeira vida no universo sonhou, os roteiros passam por diversas culturas. Uma delas se passa em um japão antigo. Seu nome é Os Caçadores de Sonhos.
Sua história é a seguinte: o mundo era diferente no antigo Japão. No passado, criaturas mitológicas e lendas andavam sobre a terra, nadavam pelo mar e cruzavam o ar. Alguns seres eram gentis, outros cruéis. Alguns eram selvagens e outros, a muito custo, podiam ser domesticados. E então uma astuta raposa apostou que faria um humilde jovem monge perder a guarda de seu templo – mas acabou perdendo o próprio coração. E então, um mestre demoníaco cobiçou a força daquele monge e decidiu roubar para si a vontade férrea que ele tinha em seu interior – a qualquer custo. E então o Rei dos Sonhos viu-se intervindo em favor de um amor que nunca deveria ter acontecido.
A história possuí vários elementos da religiosidade e mitologia japonesa, tais como monges, templos, raposas e texugos místicos, onmyonjutsu, entre outras coisas que são tratadas em textos antigos do Japão. Diferente de muitos roteiristas e desenhistas americanos (além de alguns desenhistas de mangás), Neil Gaiman escreve a história de modo tão elegante, que parecia uma lenda verdadeira do Japão. E isso colaboraria, com tempos depois, a criação de um livro ilustrado pelo grande Yoshitaka Amano. Pois diferente de muitos autores, ele respeita as tradições de outros povos. Um exemplo claro esta em outras obras que tratam sobre mitos como seus livros (Deuses Americanos, Filhos de Anansi e Mitologia Nórdica) e histórias em quadrinhos (Sandman, Livros da Magia, entre outros). Pois no caso, mesmo quando ele "brinca" com essas lendas, ele faz com uma particular inteligência que poucos imaginam. Como muitos falam sobre ele, Neil Gaiman faz muito com pouco, faz o fantástico com o simples.