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sábado, 9 de maio de 2026

A arte de Eiko Ishioka


Eiko Ishioka (石岡 瑛子) (Tóquio, 12 de Julho de 1938 – 21 de Janeiro de 2012) foi uma figurinista e diretora de arte e designer gráfica japonesa. Ganhou o Oscar de melhor figurino na edição de 1993 por Drácula de Bram Stoker. e foi postumamente indicada na mesma categoria pelo filme de 2012 de Tarsem Singh, Mirror Mirror.
Conhecida por seu estilo único, onde ela casava os estilos do Ocidente com o do Oriente, Eiko morou em Manhattan por vários anos. Abusava de temas góticos, com tons de erotismo e sensualidade. Seu estilo provocativo foi um dos fatores que atraiu a atenção de Coppola para sua produção de Drácula.

Eiko nasceu em Tóquio, em 1938, filha de um designer gráfico e uma dona de casa. Apesar de ser encorajada para as artes pelo pai, ele a desencorajou a seguir no ramo. Formou-se na Universidade de Artes de Tóquio. Eiko ignorou os conselhos do pai e abriu caminho através da propaganda.
Eiko começou a carreira na divisão de propaganda da companhia de cosméticos Shiseido, em 1961 e ganhou um dos prêmios de publicidade mais prestigiados do Japão 4 anos depois. Foi descoberta por Tsuji Masuda, criador da loja Parco, uma das principais redes de lojas de departamento do Japão, no distrito de Ikebukuro. A loja faturou na localidade e começou sua expansão em 1973, tendo sido Eiko a responsável pelo comercial de 15 segundos da marca, o que a tornou responsável pela imagem da rede. Em 1971, ela se tornaria diretora de arte chefe da empresa e em seu trabalho para a empresa ela ficou conhecida pelos comerciais sensuais e pela contratação de Faye Dunaway como garota-propaganda. Em 1983, ela saiu da Parco e abriu sua própria empresa.

Em 2003, ela foi a responsável pelo design do logo dos Houston Rockets.
Em 1985, Eiko foi escalada por Paul Schrader para trabalhar como figurinista no filme Mishima: A Life in Four Chapters. Seu trabalho lhe rendeu um prêmio especial por contribuição artística no Festival de Cannes do mesmo ano. Eiko trabalhou com Francis Ford Coppola no pôster japonês de Apocalypse Now, o que a levou a trabalhar no figurino de Drácula de Bram Stoker, o que lhe rendeu um prêmio da Academia. Ela trabalhou com Tarsem Singh em vários outros filmes, como em A Cela, de 2000, The Fall, de 2006, Imortais, de 2011 e em Mirror Mirror.
Trabalhou também com figurinos de teatro e de circo. Em 1999, ela foi responsável pelos figurinos de Der Ring des Nibelungen, de Richard Wagner, para o teatro alemão. Foi responsável também pelos figurinos do espetáculo do Cirque du Soleil, Varekai, de 2002. Dirigiu o videoclipe Cocoon, da Björk, em 2002 e criou os figurinos da turnê "Hurricane", de Grace Jones, em 2009.
Pela capa do álbum Tutu, de Miles Davis, de 1986, Eiko ganhou um Grammy, onde há uma foto em preto e branco do músico, capturada pelo fotógrafo Irving Penn.
Em 2008, ela foi a responsável pelo figurino da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim, onde se inspirou em obras de arte gregas e africanas e na iconografia asiática. Eiko criou dez mil figurinos para a cerimônia, que deram movimento, textura e atmosfera para os atos da apresentação.
Em 1990, foi lançado Eiko by Eiko, uma coleção de seus trabalhos com arte e design gráfico. Um segundo livro, Eiko on Stage, foi publicado em 2000, com trabalhos novos.
Eiko morreu em Tóquio, em 21 de Janeiro de 2012, devido a um câncer de pâncreas, aos 73 anos.

sábado, 20 de dezembro de 2025

Murasaki Shikibu, autora do primeiro romance literário do mundo


Embora muitos detalhes dessa antiga história tenham se perdido no tempo (inclusive o nome real dessa autora), sabe-se que Murasaki era uma dama de companhia da corte imperial no início do século 11. Em seu trabalho na corte, ela criou uma série de 54 volumes literários sobre a vida ficcional do príncipe Hikaru Genji, uma narração que se estende por mais de 70 anos e inclui mais de 500 personagens.
O Conto de Genji é um retrato profundo da vida aristocrática do Japão no período Heian, e até hoje é considerado um refinado exemplo da estética japonesa. O livro foi traduzido para mais de 40 idiomas e deu origem a seu próprio estilo artístico, conhecido como Genji-e, que busca reproduzir o mundo descrito na obra de Murasaki. Sua influência se estende, ainda, a diversas linguagens das artes do Japão, como a cerimônia do chá, os teatros No e Kabuki e até mesmo o anime e o mangá.

domingo, 13 de abril de 2025

A polêmica da trend "Estilo Ghibli"


Para se ter uma ideia de como é isso, vamos começar com uma notícia. Um perfil no Facebook ofereceu como serviço, a customização de fotos pessoais, para ficarem com o "Estilo Ghibli". O serviço é feito em cerca de 24 horas e só é cobrado 39,00 R$. Criação de imagens no estilo das animações do Studio Ghibli, é de graça pelo ChatGPT, em um de seus recursos! Caí quem é trouxa mesmo.
Além do uso para funções de fake news ou uso indevido e inapropriado de imagens, muitos bancos, hoje em dia, usam a face como modo de destravar certos recursos dentro dessas instituições. 
Mas há um uso indiscriminado das Open AI, como uma febre de certo tempo pra cá. Sem dar o devido crédito aos autores. Um desses casos é do Studio Ghibli, criado em 1985, pelos diretores Hayao Miyazaki e Isao Takahata, junto ao produtor Toshio Suzuki. Entre seu filmes estão A Viagem de Chihiro, Princesa Mononoke, Meu Amigo Totoro, O Castelo Animado, Nausicaa do Vale do Vento, Túmulo dos Vagalumes, entre outros. Seu estilo artístico é caracterizado por animação tradicional, feita a mão. E suas histórias, mesmo quando tratam de seres sobrenaturais, ou fora do comum no mínimo, são de um humanismo radical. Tratando com um realismo, mas ainda assim podendo ser cruel, assuntos como guerra, solidão, preservação do meio ambiente, entre diversas outras coisas.
Podemos falar que um recurso tecnológico, que ignora a humanidade, foi usado sem consentimento para uma IA gerar imagens, que visavam apenas enriquecer uma empresa milionária acusada há anos de roubar dados pessoais! E tudo isso para gerar imagens de memes, em massa, muitas vezes de gente extremamente cruel pelos padrões do Studio Ghibli. E essas pessoas cruéis endossam violências e destruição do meio ambiente, chegando ao ponto de genocídios pelo mundo. 
Miyazaki em 2016 já disse "Arte criada por inteligência artificial é um insulto a vida".
Você pode pensar que o efeito ficou legal, mas se uma big tech faz isso, na frente de todo mundo, o que ela poderá fazer logo logo com sua imagem. Não apenas com sua foto, mas sua voz, sua privacidade, pois caso não saibam, o próprio Mark Zuckenberg (dono do Facebook) tampa a câmera de seu notebook! Pois hoje são artistas, mas logo seremos todos nós. Ele mesmo, teria roubado textos de escritores, para treinar IAs também!
Bem dito isso tudo, vamos por partes. Quando a Miramax de Weinstein adquiriu Princesa Mononoke, ele exigiu que o filme de 135 minutos fosse reduzido para 90, para torná-lo “mais vendável”. Mas o produtor do Ghibli, Toshio Suzuki, enviou uma espada samurai com duas palavras gravadas: “Sem cortes.”
Harvey Weinstein exigiu cortes. O Studio Ghibli respondeu com uma espada. Weinstein ficou furioso e ameaçou destruir a carreira da equipe. Mas Miyazaki manteve os direitos, e a sua posição. O filme foi lançado exatamente como ele sonhou.
Anos depois, Weinstein foi condenado a 23 anos de prisão por crimes sexuais. Notemos que o Studio Ghibli prima pela arte, acima do lucro. Pois isso poderia ser um tiro no pé.
Mas podemos falar que alguém tem propriedade intelectual do estilo? Já que quando virou moda esse uso de IAs pra construir imagens com estilo de obras da Disney, o debate de que estivesse acontecendo copiar o estilo das princesas, não rolou, porque o olhar que se tinha era que ninguém considerou que o estilo que a Empresa do Rato desenha em si seja propriedade intelectual.
A Disney seria tão dona desse traço quanto se está alegando que o studio Ghibli seria em se utilizar este estilo? E o mesmo com outras empresas como a Illumination ou outros.
Ai podemos pensar em um detalhe: pense em um artista, autoditata, que de repente cria sua arte e seu estilo. Difícil, mas não impossível. Eu mesmo conheço dois artistas assim Nicole e Bertho Horn. Imagine agora eles, colocando sua arte na internet e do NADA, eles aparecem sendo copiados por uma IA. O exemplo da Disney se perde, pois podemos notar que, como foi a Ghibli, tanto sua arte como seu estilo (sem contar sua moral e dedicação) foi roubada por essas big techs. 
Um outro exemplo. Pense naquele garoto, que faz uma ilustração de um cavalo. Na verdade, na visão das pessoas adultas, aquilo parece um rabisco. Sabendo que ainda há a necessidade de um desenvolvimento, eles o apoiam, protegendo a imagem em uma pasta. Anos depois, aquele garoto, scanea aquela imagem, e diz que aquilo é um cavalo para a IA. Ela não vai aceitar isso, pois não consideraria algo daquele tipo, como definido. Quais são os parâmetros da inteligência artificial para decidir, ou não, isso?
Não me entendam mal. As IAs são ferramentas úteis. Mas quantas pessoas entendem como ela funciona? Um exemplo, quando temos um martelo em mãos, quantas pessoas se lembram ou sabem que há uma parte acima, que serve para tirar pregos? Ou até mesmo, quem usa computador, quantas crianças em pleno século XXI, sabem como fazer um print usando comandos em um computador? Formatar textos? Usar Word, Excel, Power Point, ou ao menos como o Paint ou Bloco de Notas?
Eu vejo algumas pessoas na área das artes defendendo o uso indiscriminado das IAs. Há um porém: muitos deles não criam, só são "copistas", fazem covers. Não se afetam, pois nada deles precisa ser criado. Só tocando Charlie Brown Jr. ou O Rappa, para tocar fica fácil. Sem ser como os artistas atuais, que lutam tanto para ganhar seu espaço. Artistas que apoiam, ou tem bons argumentos, ou são ricos.
As pessoas ignoram as IAs como ferramentas, e as usam como um funcionário. E eu tenho provas. Quantas vezes antes, eu tinha que verificar um trabalho em pesquisas, para tentar encontrar se o aluno só não puxou de um ChatGPT as informações. 


domingo, 17 de dezembro de 2023

Bonecas tradicionais japonesas: bonecas hina

Essas são as bonecas que dão nome a Hinamatsuri, conhecido como o dia das meninas e que é comemorado em todo o Japão.
Apesar das figuras serem vestidas em trajes da corte do Período Heian (794-1185), a tradição de exibir bonecas hina em 3 de março (Hinamatsuri) não começou até o século XVII. Tradicionalmente, um ato de ligação entre mãe e filha, as famílias – e ainda o fazem – montam suas bonecas juntas todos os anos.
Um conjunto de bonecas hina pode consistir em qualquer coisa, desde uma exibição em escala modesta de apenas um imperador e imperatriz sentados até uma obra-prima de sete camadas que inclui cortesãos, músicos, móveis em miniatura e até folhagens. Esses enfeites luxuosos foram adicionados ao longo dos séculos e continuam a crescer em tamanho. Konosu em Saitama é famoso por ter impressionantes 31 plataformas.

sábado, 4 de fevereiro de 2023

Pratos típicos japoneses (parte 1)

Okonomiyaki é preparado a partir de uma massa de farinha e leite, especialmente se for a moda de Hiroshima. Levando bacon, repolho, broto de feijão, cebolinha, macarrão, ovo e finalizado com molho adicionado e aonori (alga em pó).
Karashi renkon é um prato típico da província, preparado com a raiz de lótus (renkon). Recheada com uma mistura de pó de mostarda japonesa (karashi) e missô, a raiz de lótus é envolvida com molho especial e frita.
O damakko nabe é típico de Akita. As bolinhas de arroz assadas (damakko) são servidas em caldo quente de galinha caipira, kombu e shoyu, com pedaços de frango, cogumelos, bardana, konnyaku e cebolinha.
Alguns outros pratos típicos, como petiscos, são goheimochi (bolinho de arroz grelhado com cobertura de missô com nozes), takoyaki (bolinho recheado com polvo) e keichan domburi (frango e repolho ao molho de missô e arroz).
O daisen okowa é um prato típico da província, leva arroz temperado com especiarias. Já o gyudon é uma tigela de arroz servida com carne wagyu (carne bovina japonesa) com tempero especial.
O imoni é um prato típico da província de Yamagata, que leva carne bovina, inhame, konnyaku, shimeji e cebolinha, servido em caldo à base de shoyu.
Sanriku wakame udon é uma sopa feita com caldo com danshi, macarrão do tipo udon, coberto com bastante wakame (alga) da região Sanriku (na costa oeste do Oceano Pacífico), famosa pela natureza e pesca.
Hijiki okowa é um arroz (do tipo mochigome, mais glutinoso) cozido no vapor, com algo hijiki, raiz de bardana, cenoura e cogumelo shitake com tempero suave de shoyu e outros condimentos.
Katsuo no takaki é o prato mais consumido na região de Kochi. Os filés de peixe bonito são levemente grelhados e acompanhados de um molho especial.
O udon é um tipo de macarrão japonês, servido com caldo quente com dashi, shoyu e mirin, coberto com narutomaki (pasta de peixe), omelete, age (tofu frito), shitake, cebolinha e cenoura.

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Ukiyo-e

Quando você pensa em arte japonesa, é provável que lhe venham à cabeça aquelas figuras em tons pastel feitas entre os séculos 17 e 19. É o ukiyo-e, um estilo de xilogravura e pintura que retratava peças de teatro kabuki, lutas de sumô, figuras femininas, paisagens e cenas de sexo. Na época, até as imagens mais ousadas não eram consideradas pornográficas da mesma maneira que vemos hoje. Essas cenas ajudaram a mostrar para o mundo o estilo de vida japonês da época.

sexta-feira, 18 de março de 2016

Roteiro X Arte


Em muitos anos que mexo com mangás e animes consegui definir essa arte em três tipos:

  • Arte e roteiro ótimos
  • Arte ótima, mas com roteiro baixo
  • Roteiro ótimo, mas arte baixa

Isso porque, nem sempre, quem desenha faz o roteiro. Isso nem sempre é algo ruim. Vejamos o exemplo de  Death Note. Nele, temos um artista e um roteirista (não os dois em uma única pessoa!) o que possibilita ao roteirista se concentrar em um enredo rico e bem trabalhado. Enquanto, muitas vezes a arte final tem como intenção impactar um roteiro rico.
Mas é lógico que também existem aqueles que trabalham com ambos, e mantêm uma boa qualidade do serviço. Uma obra que mostra isso é Rurouni Kenshin. Nobuhiro Watsuki sempre fez um ótimo serviço tanto em roteiro, quanto em desenhos, além de pesquisa histórica mais do que digna de aplauso sobre certos aspectos políticos. E eu como professor de história sei como isso é complicado. Sua obra, possui uma qualidade histórica rica e rara. O uso do Shinsegumi, assim como Hajime Saitou, e outras figuras importantes do Japão (além de político e fatos que realmente ocorreram nos primeiros anos da Era Meiji) tornam a obra, que é voltada para adolescentes em algo mais. Não é a toa que já fizeram 6 OVAs, além de um filme em Live-Action recentemente lançado.

Mas é obvio que existem alguns problemas também. Existem obras com uma qualidade sofrível. Exemplos? Bem, Love Hina, de Ken Akamatsu, é um sucesso até hoje. Mas sejamos francos: não é uma obra de arte, muito menos revolucionou o mundo como Neon Genesis Evangelion não é? É o poder do marketing meus amigos! Fizeram tanta propaganda que deu certo, até demais. Mas o engraçado é que mesmo obras como Ah! Megami-sama não são famosas por aqui mesmo possuindo tanta fama ou um enredo tão elaborado. Como pode? Bem isso ainda é algo beeeeeeeeeeeem inexplicável.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Roteiro X Arte


Em muitos anos que mexo com mangás e animes consegui definir essa arte em três tipos:

  • Arte e roteiro ótimos
  • Arte ótima, mas com roteiro baixo
  • Roteiro ótimo, mas arte baixa
Isso porque, nem sempre, quem desenha faz o roteiro. Isso nem sempre é algo ruim. Vejamos o exemplo de  Death Note. Nele, temos um artista e um roteirista (não os dois em uma única pessoa!) o que possibilita ao roteirista se concentrar em um enredo rico e bem trabalhado. Enquanto, muitas vezes a arte final tem como intenção impactar um roteiro rico.
Mas é lógico que também existem aqueles que trabalham com ambos, e mantêm uma boa qualidade do serviço. Uma obra que mostra isso é Rurouni Kenshin. Nobuhiro Watsuki sempre fez um ótimo serviço tanto em roteiro, quanto em desenhos, além de pesquisa. Sua obra, possui uma qualidade histórica rica e rara.
O uso do Shinsegumi, assim como Hajime Saitou, e outras figuras importantes do Japão (além de político e fatos que realmente ocorreram nos primeiros anos da Era Meiji) tornam a obra, que é voltada para adolescentes em algo mais. Não é a toa que já fizeram 6 OVAs, além de um filme em Live-Action recentemente lançado. 




Mas é obvio que existem alguns problemas também. Existem obras com uma qualidade sofrível. Exemplos? Bem, Love Hina, de Ken Akamatsu, é um sucesso até hoje. Mas sejamos francos: não é uma obra de arte, muito menos revolucionou o mundo como Neon Genesis Evangelion não é? É o poder do marketing meus amigos! Fizeram tanta propaganda que deu certo, até demais. Mas o engraçado é que mesmo obras como Ah! Megami-sama não são famosas por aqui mesmo possuindo tanta fama ou um enredo tão elaborado. Como pode? Bem isso ainda é algo beeeeeeeeeeeem inexplicável.