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terça-feira, 15 de novembro de 2016

Rádio e TV Nikkey


A 2ª Guerra praticamente isolou os japoneses no Brasil. Considerados inimigos, proibiu-se o uso do idioma com muitas perseguições e prisões. Assistam o filme Corações Sujos. Terminado o conflito, os jornais nikkeis reabriram, os programas de rádio retornaram com as músicas que relembravam a terra natal. Foi a época de ouro do rádio.
Nos anos 60, Paulo Miyagui, fascinado pelo veículo, foi trabalhar como office-boy na Rádio Santo Amaro, cujos proprietários eram seus primos Koei e Mario Okuhara, que foram os pioneiros na TV com o programa “Imagens do Japão”. E eu já falei desse programa aqui.
O irmão, Takao Miyagui, criou na emissora “A Voz do Nissei” e fez carreira na grande Imprensa. O pai, Shosei Miyagui, fundou vários jornais e foi correspondente do jornal “Okinawa Times”, no Brasil.
Até hoje, Paulo Miyagui segue no meio da comunicação: é apresentador da Rádio e TV Nikkey. O programa abrange assuntos relativos à cultura, informações, músicas e bate-papo com os ouvintes. A grande maioria do público da RTV Nikkey é composta por não descendentes de japoneses, que é fascinada pela cultura nipônica. O programa radiofônico existe há mais de 20 anos.
Em 2004, Paulo estreou a TV Nikkey (na TV Aberta: canal 9 da NET e canal 72 ou 99 da TVA), que divulga eventos da comunidade, entrevistas
com autoridades e empresários, curiosidades e informações com a colaboração de entidades oficiais japonesas e parceria com a emissora japonesa NHK.
“Podemos interagir e combinar forças com os diferentes veículos e desenvolver projetos de comunicação que possibilitam mais divulgação e visibilidade aos produtos e serviços das empresas e entidades”, ressalta Paulo Miyagui, diretor do projeto e apresentador da RTV NIKKEY, juntamente com Mieko Senaha e Junji Yokochi.
Pela tradição, a RTV NIKKEY é uma referência no setor. Sua missão é expressar o pensamento nikkey nas diversas áreas, destacar o intercâmbio e a contribuição dos imigrantes japoneses ao país e como essa cultura influencia e interage no dia-a-dia dos brasileiros.
Extraído do próprio site da Nikkey

terça-feira, 30 de abril de 2013

A violência nas telas nipônicas


No dia a dia de certas cidades é comum estarmos furiosos. No momento em que escrevo essas linhas, a definição mais correta é que se eu fosse Bruce Banner, eu não seria mais ele. Capice? E por que penso e ajo dessa maneira? Coisas do serviço e por ai vai. Mas certa vez ouvi uma frase ridícula que dizia que animes e mangás estimulam a violência. Fiquei verde de raiva. Mas será? A resposta mais viável e plausível é não. Mas como esse é um ponto de vista devo ser mais correto em meus argumentos.
Por exemplo, pais preocupados e mães corujas assistem um desenho e logo o chamam de perigoso, ou até mesmo de violento. Só que quando eles fazem isso não assistem desenhos até o fim. Cansam-se rápido e assistem algo que acham mais importante (a novela das 8 ou o Programa do Ratinho talvez XP), mas para um fã, aquilo é importante!

Além disso, há animes em que a violência é explicita (assistam ao segundo episódio de Genocyber. Carnificina pura!). Nesse momento, não deve haver um corte no entretenimento do garoto ou garota. Deve haver um bom senso de coibir a criança ou adolescente de assistir certos tipos de episódios de um anime violento de qualquer forma. Porém, pai fica o aviso: isso vai o impedir agora, mas nada garante que um dia ou outro ele vá assistir aquilo que um dia você falou “não”. É a mesma coisa que tentar proibir um homem de comprar bebida alcoólica ou o inibir de ver revista de mulher pelada. Ou pensa que seu filho nunca vai crescer? Lógico que vai!
Mas não são desenhos, games ou qualquer tipo de obra áudio-visual que vai alterar o comportamento de uma pessoa de índole formada ou um moleque. É a educação em casa, é a sua influência pai. Mesmo assim, vai um recado para os mais jovens: saiam da frente da TV ou do PC. A vida é bem maior do que um lugarzinho diminuto chamado quarto.