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domingo, 1 de outubro de 2023

Eroguro kei


Ero = Erótico / Guro = Grotesco, essa vertente dentro do visual kei é inspirada nas tendências culturais que surgiram no Japão entre as décadas de 20 e 30, onde os trabalhos, sejam ilustrações, poemas, música sofreram com a censura até meados dos anos 70. Mas aqui o foco é dentro do Visual kei.
Nessa vertente, a sexualidade , erotismo são mais presentes nas musicas, nos videoclipes e até mesmo nos visuais. Mas lembrando, isso não define o estilo musical e sim a temática.
Como tudo dentro do visual kei, a divisão é somente para localizar os fãs,a maior parte das vertentes são nomeadas depois de alguma banda expressar-se visualmente de alguma forma.
Alguns exemplos de bandas dentro do eroguro kei: Cali=gari (considerada precursora dessa vertente no vk), The Gallo, Dir En Grey (No caso, os fãs vivem reclamando que não está dentro do visual kei, mas tem todos os elementos para estar dentro XD.), entre outras. E como em todas as vertentes, muitas bandas passam por momentos em cada subgênero, assim como o MUCC teve momentos em que foi considerado dessa vertente, e acho que aqui podemos citar o lynch. em determinadas músicas, também podemos incluir o Kagerou e o projeto solo ‘Daisuke to kuro no injatachi’, do falecido vocalista da banda, Daisuke.
Texto extraído de um escrito da Cris (Kamui Nishimura) no blog F.A.Q. Sixth Gun. As imagens também são dela, como modelo.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Animes de rock!


Os animes tem muitas vezes trilhas sonoras inspiradas em j-rock. Alguns com aberturas como das bandas L'arc~en~Ciel ou Porno Graffitti. Contudo, muitas bandas surgem com um som no próprio anime. E então, vamos falar dos animes em que o foco é a banda. De forma mais séria e matura, medida do possível.
Como falei, aqui só vão entrar os animes que mesmo, falando sobre outras coisas como romance ou ideais... Foca em bandas MESMO. Por isso não entra aqui Macross ou outros animes que nem sempre existe parte musical, como Sket Dance.
K-On fala sobre a rotina de quatro garotas colegiais que formam uma banda na escola. A protagonista é uma garota chamada Yui Hirasawa, que não sabe nada de música. Mas entre nesse grupo pois gosta do que escuta das garotas. E as outras se unem para manter o clube, formando uma banda. E a garota curtiu tocar guitarra, assim formando a Hokago Tea Time. 
Já Beck é tão ou mais profundo que K-On. Nele Yukio "Koyuki" Tanaka, tem sua vida virada de cabeça para baixo ao conhecer um guitarrista. Ryuzuke faz um show e isso, faz o garoto se inspirar com guitarra. Ele entra na banda de Ryzuke como guitarrista rítmico.
Só para ter uma ideia, a Fender oficializou alguns dos modelos das guitarras que aparecem no mangá/anime.
Lembrando que os personagens que foram criados para essa obra são inspirados na banda Red Hot Chilli Peppers. Santa Referência Batman!
Nana tem como uma de suas protagonistas, Nana Oosaki. Uma vocalista de punk rock, com sua banda Black Stones. Ela participa dela com seus amigos e seu namorado Ren, mas esse último recebe a proposta de ser o guitarrista de uma banda famosa. A Trapnest.
Isso faz com que Nana vá para Tóquio correr atrás da própria fama. Usando a Black Stones para alcançar seus sonhos.
Pegando Gravitation, nós temos Shuichi Shindo. Ele quer seguir os passos de seu ídolo e montar sua própria banda. Formando a banda Bad Luck. Só que ele não consegue inspiração para compor suas letras, sendo que agora ele tem uma gravadora que o patrocina. 
Por coincidência, ele conhece o famoso escritor Yuuki. E a partir desse momento a Bad Luck melhora sua situação como banda. Sem contar um romance entre Yuuki e Shuichi que surge...

sábado, 25 de março de 2017

Pellek


Cantor de rock / metal norueguês. Ele faz vários covers de sons conhecidos nos animes. Como Berserk, Tokyo Ghoul e Sword Art Online
No YouTube, PelleK organiza e toca todos os instrumentos, com a ajuda do Thundergod Studios. No entanto PelleK também toca ao vivo e tem uma banda completa que você pode conhecer em http://pellek.com/ - Sua primeira turnê foi com a banda ao vivo no verão de 2015.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

The Winking Owl / A coruja piscante!


O Winking Owl é um banda de pop japonês / rock alternativo que assinou com a Garimpeiro Records. Influenciados por bandas americanas emo e post hardcore, eles adicionam seus próprios elementos acústicos para criar seu som original.
O Winking Owl foi formado em Takasaki, Gunma em 2010 pelo guitarrista Yoma quando ele voltou ao Japão depois de estudar música nos EUA. Naquele mesmo ano eles tiveram seu primeiro show no Band Contest "Rockers 2010", onde chegaram à final. Depois, a banda trabalhou e lançou sua primeira demo e distribuiu 1.000 cópias gratuitas. Desde então eles têm tocado ao vivo e participando em muitos eventos.

A banda lançou seu primeiro single "Deep River" em dezembro de 2011 e lançou um single split com SECONDWALL em julho de 2012. Três meses depois, o baixista Ranmalu tornou-se oficialmente membro da banda. A música "Precious" foi escolhida como sua primeira PV (clipe) que foi lançada em março de 2013.
Em setembro de 2013 a banda lançou seu primeiro mini-álbum Voyage e realizou uma comemoração de lançamento ao vivo intitulada "We Owl Rock Along 2013" de antemão em 18 de julho de 2013. Seu segundo mini-álbum Supernova foi lançado um ano mais tarde.
O Winking Owl foi escolhido como uma banda de apoio para a banda no "35xxxv" Japan Tour do One OK ROCK  que foi realizada em 6 de junho de 2015 em Osaka. Mais tarde naquele ano eles lançaram seu segundo single "Open Up My Heart".

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

A cena musical inspirada por Tolkien


Bem, como o site Escritores e Amantes da Terra-Média (EATM) vai fechar, eu pretendo postar por aqui matérias que escrevi para eles. Espero que gostem.
Obs.: Logo posto coisas sobre animea.



Quando lemos O Silmarillion notamos que um fator importante é a música. Visto que em Ainulindalë é dito que toda Arda teria surgido de uma canção, uma harmonia, uma Música Magnífica. A Música dos Ainur. Isso demonstra como Tolkien, que tinha um grande conhecimento de seu idioma natal, literalmente brincava com certos aspectos dele. E várias canções são vistas nas obras desse mestre.
Temos a canção dos anões na casa de Bilbo (conhecida pelo filme O Hobbit: Uma jornada inesperada como Over the misty mountains cloud), as proferidas por Tom Bombadill em A Sociedade do Anel e verdadeiras pérolas como a Balada de Leithian, demonstrando o combate entre Sauron e o rei Felagund.
No mundo real nós temos também a influência da Terra-Média em músicos famosos. Nos anos 70, a banda Led Zeppelin se mostrou fã da obra. Algumas vezes não de forma tão clara, mas as referências estão lá. Tanto que podemos ver isso em canções como Ramble on, Battle of evermore e Misty mountain hop. Veja um trecho dessa última:

So I’ve decided what I’m gonna do now
So I’m packing my bags for the Misty Mountains
Where the spirits go now
Over the hills where the spirits fly

E o que falar de uma banda como o Rush, que criou uma música com o nome de Rivendell. Quem já leu os livros, sabe que essa é a forma em inglês de se escrever e falar Valfenda, a Última Casa Amiga. E até bandas como Marillion de rock progressivo tem seu nome tirado de O Silmariliion. Lembrando que uma música deles chamada Beautiful, mesmo não possuindo nada a ver com esse universo possui uma letra que nos faz refletir sobre as coisas simples da vida. Sinceramente, algo bem próximo do que algumas obras citadas tratam. E até faz lembrar a conversa entre Bilbo e Thorin no capítulo A Viagem de Volta em O Hobbit.


Everybody knows, we live in a world
Where they give bad names to beautiful things.
Everybody knows, we live in a world
Where we don’t give beautiful things a second glance.
Heaven only knows, we live in a world
Where what we call beautiful is just something on sale.
People laughing behind their hands,
While the fragile and the sensitive are given no chance.
And leafs turn
From red to brown,
To trodden down,
To trodden down.

Já a finlandesa Nightwish, em especial quando tinha como vocal Tarja Turunen, já demonstrou seu amor pelos universos fantásticos com Elvenpath. Em um trecho é citado o nome de Bilbo. Em outros, falasse sobre a criação dos Anéis de Poder.

At the grove I met the rest – the folk of my fantasies
Bilbo, Sparhawk, goblins and pixies
Snowman, Willow, trolls and the seven dwarves
The path goes forever on
(“Long ago, in the early years of the Second Age the great Elven-smiths forged rings of power”)
(“But then Dark Lord learned the crafof rink-making, and made the Master Ring”)

Esses dois últimos trechos foram retirados diretamente da animação de O Senhor dos Anéis, de Ralph Bakshi. É bem antiga até.
Até a banda Running Wild escreveu uma canção com uma temática dessas em Mordor. Nela, podemos ver uma parte que trata de cavaleiros negros. O mais correto é que isso seja uma citação aos Nazgul.

Black knights are controlling the land
They save and protégés from torment
They flight to defend

Ainda podemos notar que foram claramente inspiradas em textos de Tolkien como Summoning, banda de Black metal austríaca. Ao que parece todo o seu repertório é baseado nesse universo literário. Podemos notar isso, por exemplo, em seu álbum Minas Morgul. Entre os nomes das faixas vemos nomes comuns para um fã de O Senhor dos Anéis como Orthanc, Ungoliath, Through the Forest of  Dol Guldur e The legend of Master-Ring. E nessa linha de grupos mais pesados de músicas temos nomes claramente tirados das linhas escritas por Tolkien. Como Isengard, Cirith Ungol, Gorgoroth e Amon Amarth são só alguns exemplos.
Porém sem dúvida nenhuma a banda com maior fanatismo pelas obras e personagens criados por Tolkien é a alemã Blind Guardian. Com uma música como Lord of the Rings já se imaginaria isso.

There are signs on the ring
Which make me feel so down
There’s one to enslave
To find them all in time
And drive them into darkness
Forever they’ll be bound
Three for the kings
Of the elves high in light
Nine to the mortals
Which cry

Isso sem contar um álbum todo cantando a saga de O Silmarillion. Nightfall in Middle-Earth. Cito aqui uma música em especial dessa obra, a The Curse of Feanor.
Indo um pouco para a vertente mais alternativa pode ver os suecos, Par Lindh e Bjor Johansson em um projeto chamado Bilbo. Em um CD praticamente instrumental, eles tentam contar a história de Bilbo Bolseiro em sua grande aventura na Terra-Média. Serviria como prelúdio para um projeto de Bo Hansson chamado Music Inspired in The Lord of the Rings.
Talvez uma das homenagens mais fortes seja algo que veio da banda The Gathering. Na música intitulada Sand and Mercury, eles usam um diálogo retirado de uma entrevista de Tolkien a BBC. Ambos os textos tratam sobre algo muito pesado: o grupo trata da morte de um amigo. Já Tolkien fala sobre a relação de sua obra com a morte.
Podemos ainda citar grupos como Morgana LeFay, Stratovarius que quase sempre nomeiam uma de suas músicas como Lord of the Rings.
E até no Brasil vemos grandes inspirações. Um exemplo é a banda Lothloryen, claramente inspirada por toda essa mitologia. Temos com eles a Hobbit’s song, My mind in Mordor, entre outras. Essa banda foi fundada em Machado, cidade de Minas Gerais. O nome é uma clara homenagem a floresta de Lorien, além do nome dos jardins do valar Irmo.
Ainda que muitas bandas de metal melódico, black metal ou outros estilos não escrevam sobre Arda e seus personagens, podemos ver que de qualquer forma elas se inspiraram nesse mundo. Rhapsody é um dos maiores exemplos disso. Mesmo que não trate diretamente sobre isso, notamos que nada disso seria possível sem uma literatura fantástica como a que vemos em O Senhor dos Anéis, O Hobbit e o Silmarillion.
Podemos notar algo aqui: que o grande mestre Tolkien escreveu textos, canções e poemas que atingiram pessoas de diversas etnias. Só nesse artigo citei bandas de origem americana, inglesa, finlandesa, austríaca, alemãs e suecas. Obviamente existe bem mais que isso.

Além disso, é necessária uma menção honrosa para Sir Christopher Lee. Que ele conheceu J.R.R. Tolkien alguns até sabem, assim como ter criado uma banda de metal também. Poucos têm conhecimento que ele teria participado de um projeto chamado The Tolkien Ensemble no qual ele declama músicas e poemas de O Senhor dos Anéis.