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domingo, 22 de outubro de 2017

Sobre o autor: Will Eisner


Por qual motivo um ilustrador ocidental é tão importante para o oriente? Ora, muito simples: ele é uma referência tão grande nos quadrinhos que até mesmo se tornou um prêmio nessa área. E assim como influenciou a América, influenciou o Japão e outros países com seus conceitos de narrativa visual e idéias únicas.
Will é conhecido internacionalmente como um dos fundadores da arte nos quadrinhos. Nasceu em 1917, ele estudou com o anatomista George Bridgman e o pintor Robert Brachman. Isso tudo antes de encontrar sua verdadeira vocação: a profissão de cartunista. Tudo isso no final de 1930. Depois de uma carreira bem sucedida como empresário, ilustrador, além de montador de revistas em quadrinhos (praticamente ele inventou isso, tirando as histórias dos jornais!), o artista concentrou seus esforços em uma HQ semanal. The Spirit, que foi distribuída internacionalmente por uma dezena de anos e influenciou jovens e velhos desenhistas fãs dessa arte.
Em 1952, com a conclusão de The Spirit, Eisner se dedicou aos quadrinhos educacionais. Entre muitos projetos, ele produziu P.S. Magazine, um manual técnico que empregava quadrinhos. Ele foi publicado pelo exército norte-americano por mais de duas décadas.
Já nos meados dos anos 70, Will se voltou mais uma vez ao seu primeiro e maior amor: a arte sequencial como meio de contar histórias. Em 1978, ele escreveu e produziu sua primeira graphic novel, Um Contrato com Deus. E foi criando diversas obras desse tipo, passando pelo satírico e o sério, que ganhou prêmios nos EUA e no exterior.
Will Eisner morreu em 2005, em 3 de janeiro. Aos 87 anos.

terça-feira, 1 de março de 2016

Existe quadrinho puro?

Osamu Tezuka tinha como inspiração, os desenhos de Walt Disney. Bastava ver os olhos grandes e a construção de desenhos.
Mas é engraçado saber que os rotulos continuam: mangás são quadrinhos japoneses, banda desenhada é quadrinho europeu e comic é quadrinho americano. Um quadrinho não pode ser definido tão facilmente hoje em dia. Vejas essas imagens e compare:
Gatas:
Masami Obari
Adam Warren
Ainda assim seus trabalhos influenciam muitas vezes, uns aos outros. Como no caso de Adam Warren. Você vê que mesmo usando traços diferentes o ilustrador tem tudo a ver com mangá em seu traço. Mas isso varia. Há também ilustradores americanos que influenciam os japoneses. Não são muitos mas existem sim esses.
Amassos/Sexo
U-Jin
Frank Miller
A verdade é que nenhum desenhista ou ilustrador esta longe de usar uma referência (Capitão América pira nisso!) em suas obras próprias. Só notar que muitos são fãs de determinado personagem do outro lado do mundo. Exemplo? Kia Asamiya e Masakazu Katsura que adoram o Batman. E esse personagem esta inserido em suas obras. Ou o Roger Cruz... Que na verdade é brasileiro, usa traços baseados em mangás e é conhecido no mercado americano. Uaauuuu! O mistureba!
Ação/Robôs
Kenichi Sonoda
Frank Miller
Engraçado isso do povo não gostar de um estilo e não do outro. Não é? Talvez tenha sido por animes muitas vezes puxarem muitas vezes para um erotismo ou terem intermináveis fillers. Porém, os americanos também estão nesse naipe. Como por exemplo as histórias sem fim da DC e Marvel, ou a falta de mão de alguns ilustradores americanos como Rob Liefeld.
 Policial
Hojo Tsukasa
Will Eisner
Lembrando que em ambos os mundos temos grandes astros e verdadeiros pais dessas artes como no caso de Osamu Tezuka e Will Eisner.
Pancadaria/Demônios
Todd McFarlane
Norihiro Yagi