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sábado, 1 de março de 2025

Lisa (BLACKPINK) cria empresa para lançamento de HQ inspirada no álbum "Alter Ego"


Lisa (BLACKPINK) lançará "ALTER-EGO: THE OFFICIAL COMIC", uma HQ inspirada em seu álbum "Alter Ego". Para isso, a cantora criou sua própria editora, Lalisa Comics, em parceria com a Zero Zero Entertainment.
A HQ acompanha cinco personagens — Roxi, Kiki, Vixi, Sunni e Speedi — que representam diferentes facetas da artista.
O projeto terá 56 páginas e conta com ilustrações de MINOMIYABI, artista japonês conhecido por colaborações com Gorillaz, Poppy e Yungblud.
O projeto chega junto ao single "Born Again", a estreia de Lisa como atriz em "The White Lotus" e o lançamento de "Alter Ego" em 28 de fevereiro.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Quadrinhos nacionais e seu início


Os personagens das histórias em quadrinhos brasileiros tiveram seu processo criativo diferente dos Estados Unidos. Enquanto lá se tornou um berço para heróis, aqui seguiu um caminho de uma forma mais particular.
A primeira criação brasileira não foi exatamente tupiniquim. Angelo, um italiano erradicado no Brasil teria criado um personagem no jornal Vida Fluminense, o primeiro do Brasil. Se tratava de Nhô-Quim, que deve inicialmente, duas histórias. As Aventuras de Nhô-Quim, título dado à sequência, contava a saga de um jovem caipira de 20 anos que visita a corte do Rio de Janeiro.
Em 1905 sairia a revista infantil Tico-Tico. Foi a primeira a publicar histórias em quadrinhos no Brasil. Entre alguns de seus leitores mais famosos foram Ruy Barbos e Carlos Drummond de Andrade. O próprio ícone da Disney, Mickey Mouse fez sua estreia em quadrinhos no país em 1930 nas páginas de O Tico Tico e era chamado de Ratinho Curioso. O personagem mais popular da revista, Chiquinho, era uma cópia não-autorizada de Buster Brown, criado por Richard Felton Outcault.
Já em 1922, depois da Semana da Arte Moderna foi descoberto um talento de Pagu. Esse era o apelido de Patrícia Galvão, importante artista do período. Sendo considerada musa dos modernistas ela aderiu ao movimento antropofágico com cunho modernista. Após se casar com Oswald de Andrade, ela desenhou para o jornal que fez com seu marido, O Homem do Povo. A história em Quadrinho chamada Malakabeça, Fanika e Kbelluda, descreve situações de Kbelluda, a sobrinha pobre de Malakabeça e Fanika, um casal que não teve filhos.
O jornal paulista A Gazeta, lança em 1929 uma revista com várias histórias, a Gazetinha. Ela ainda teria duas diferentes fases: uma em 1934 e outra em 1947. Um dos maiores sucessos da revista foi A Garra Cinzenta. Foi uma criação de Francisco Armond e Renato Silva, em 1937. Na verdade, Francisco era um pseudônimo Helena Ferraz, uma mulher.
As histórias em quadrinhos começam a ser mais valorizadas no Brasil (em especial as do exterior, como The Spirit, de Will Eisner) e gibi seria um sinônimo para revistas desse tipo.
Era uma época boa para o rádio. Dois personagens de obras radiofônicas brasileiras teriam suas histórias ilustradas: Gerônimo e Vingador.
O personagem icônico, Amigo-da-Onça, seria a primeira página no jornal O Cruzeiro por muito tempo. Criado em 1943 pelas mãos de Perícles, foi um dos personagens mais populares do país. Ele também apareceu muitas vezes na revista de Assis Chateubriand, O Gury.
Muitas obras surgiram com as caras de grandes artistas do cinema nacional da época, como Oscarito e Grande Otelo. Uma estratégia bem usada na época para alavancar a venda de revistas.
Miguel Penteado lança as revistas pela sua editora Continental (depois editora Outubro e, por fim editora Taíka), sempre com desenhistas nacionais. Onde ele se incluía. Na década de 1950 ilustrou diversas capas de gibis de terror para a editora La Selva. Ele também foi um dos organizadores da 1ª Exposição Internacional de Histórias em Quadrinhos, inaugurada em 1951.
Contudo, a mesma “caça às bruxas” que começou nos Estados Unidos, se estendeu ao Brasil. O macarthismo tinha chegado de menor forma, mas muitos quadrinhos começaram a ser taxados como subversivos e com teor comunista. Ainda assim, um artista mantinha seu trabalho mesmo nesse período. Rodolfo Zalla se mantinha desenhando obras com temáticas de terror, trabalhando a noite. Assim, ele conseguia se sentir mais envolvido pelo tema em que trabalhava.
Ainda assim muitas obras surgiram nesse meio tempo. Alguns acordos foram feitos com a Disney, para que uma revista do Pato Donald saísse pelas mãos de artistas brasileiros. O que fazia com que as crianças obtivessem leitura com ar nacional.
Só que não apenas de terror e temática infantil viveram os quadrinhos brasileiros. Os Catecismos de Carlos Zéfiro foram histórias em quadrinhos pornográficas. O sentido não tinha nada a ver com preceitos religiosos ou católicos, e sim com iniciação. No caso, com o começo da educação sexual. O nome mais famoso do gênero sempre foi o de Carlos Zéfiro. Pseudônimo de um funcionário público carioca, Zéfiro escreveu e desenhou cerca de 500 revistinhas entre os anos 1950 e 1970. Ficou tão popular que ofuscou dezenas de outros artistas do sexo ilustrado.
No final dos anos 50, dois artistas se destacam: Ziraldo e Maurício de Sousa.
O primeiro deve suas obras publicadas pelas revistas A Cigarra, Cruzeiro, Visão e o Jornal do Brasil. Se tornando um dos ilustradores mais respeitados até hoje. Nos anos 60 começou a trabalhar com charges de conteúdo político. E se tornou o primeiro autor de histórias em quadrinhos reconhecido por apenas um autor, A Turma do Pererê. Mas com o golpe militar, o autor deve que publicar suas histórias em uma revista com outros autores da época, O Pasquim. Uma obra jornalística não conformista com desmantes daquele período, até hoje reconhecido pelo seu humor sarcástico, mas verdadeiro. O artista não se conformava só com o título de cartunista: pintor, cartazista, jornalista, teatrólogo e letrista. Proporcionando a ele reconhecimento internacional.
Com a redemocratização do Brasil, O Pasquim perdeu sua essência como jornal de resistência. Fazendo Ziraldo trabalhar em novas produções, como O Menino Maluquinho. Se tornou a sua maior consagração na criação para o público infantil. Sem contar que ganhou o Prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro em São Paulo. A inspiração do personagem foi uma reunião com pais e professores, no qual ele disse que crianças deveriam ser amadas e respeitadas. Houve então a sugestão que ele criasse uma história baseada nesse conceito.
Filho de Antônio Mauricio de Sousa e de Petronilha Araújo de Sousa, muitos não sabem, mas ele é nascido em Santa Isabel. Ele começou fazendo desenhos, para cartazes e ilustrações para rádios e jornais de Mogi das Cruzes, onde viveu muito tempo. Foi para São Paulo onde só encontrou emprego no jornal Folha da Manhã, fazendo reportagens.
A primeira história que foi publicada pelo jornal, foi uma tira do Bidu, o cachorro azul de Franjinha. E isso deu origem a novos personagens, entre eles Cebolinha e Mônica, essa última inspirada na sua filha de mesmo nome. Contudo, suas obras começaram a ser apreciadas pelas crianças. Sem perceber, ele foi elevado ao título de escritor para o público infantil.
Isso se devia ao fato de que seus personagens eram crianças, com dilemas típicos daquela idade. Lógico com muito bom humor e um traço característico. Mônica, Cebolinha e companhia passaram a estrelar sua própria revista em 1970, em especial na famosa Turma da Mônica

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Um Jogo de Você


O Senhor dos Sonhos é um dos mais perigosos irmãos...
É tão difícil falar sobre um personagem tão rico e complexo... Sinto-me até com medo de escrever alguma coisa errada. Lembrando que seu mero surgimento mostra uma gama infinita e maravilhosa de personagens nesse universo. E até mesmo em outras revistas do selo DC (lembrando que a Vertigo seria uma divisão de histórias com conteúdo mais adulto).
Não me entendam mal. Um dos quadrinhos da Vertigo que mais adoro é Os Livros da Magia. E uma das histórias mais famosas da linha é a de John Constatine, em Helblazer. Tanto que esse último
originou o filme Constatine. Porém, antes de qualquer coisa, mas antes de qualquer coisa vale nos lembrar da história de Sandman: ele é um dos Perpétuos ou Sem-Fim, seres superiores até aos deuses que representavam aspectos dos seres humanos. São eles Morte, Desejo, Delírio, Destino, Desespero, Destruição e Sonho (em inglês, todos os nomes começam com a letra D). E como tal seu reino é o Sonhar. Sua aparência muda de acordo com a cultura, podendo ter várias formas dependendo de quem o observa (apesar de que pra mim, Neil Gaiman se inspirou em Robert Smith, vocal do The Cure).
Aqui no Brasil foram publicadas pela Editora Globo e pela Devir. E em sua lista de inimigos e personagens que fizeram parte de sua cronologia estão Lúcifer Estrela-da-Manhã (sim, o Capeta em pessoa!), Etrigan, John Dee (inimigo da Liga da Justiça), John Constatine, Orfeu (o da lenda grega mesmo), Timothy Hunter, Willian Shakespeare e tantos outros famosos (de carne e osso ou não).
Mas na verdade, Neil Gaiman criou esse personagem para ficar no lugar do Sandman original que surgiu na Era de Ouro dos quadrinhos. Que nada mais era um herói que usava máscara de gás e uma arma que induzia ao sono.
Os Perpétuos: algumas inspirações em figuras
pops da época e de que Gaiman gostava.
E ai que entra a idéia da saga que mais gostei dele e da Vertigo, Um jogo de você.
Nele Barbie mora em um apartamento apertado e sempre esta sem dinheiro, além de usar um visual estranho para algumas pessoas. Porém, quando dorme, ela talvez seja a última esperança de seres fantásticos contra uma criatura chamada simplesmente de Cuco. Esse mundo recheado de seres mágicos, parece algo vindo da imaginação de uma criança, mas que  contem um grande perigo. A história tem um ritmo que somente Gaiman consegue colocar, e encaixar Morpheus de modo brilhante. Além de ser aqui que é introduzida uma personagem chamada Thessaly, uma poderosa maga ancestral (ou bruxa, as vezes me confundo com tanto estereótipo de personagens...).
Tirando as artes das capas de Dave McKean, uma obra de arte que me faz querer ter muito Capas na Areia.
As obras da Vertigo, como disse, antigamente (BEEEM ANTIGAMENTE) eram publicadas aqui pela Editora Globo e pela Devir. Não sei mais se isso continua (no caso se ainda são publicados pela Devir) nos dias de hoje, mas é bom saber que sempre tivemos obras tão boas na banca da esquina. Ou no caso hoje em dia, em sebos. Tanto que tenho a última revista desse arco de um lugar que penerei aqui mesmo em Santa Isabel! Vê se pode.
Entretanto, certamente o que mais me tocou nesse conto de fadas de Gaiman (e digo isso de uma forma literal) foi a fala de Bárbara (Barbie) de frente ao túmulo de sua amiga Wanda, um homossexual que morreu na história:
“Bem... Todo mundo tem um mundo secreto dentro de si. Todo mundo. Todas as pessoas do mundo inteiro.. Não importa quantos sejam chatas ou sem graça por fora... Por dentro todas elas tem mundo inimagináveis, magníficos, maravilhosos, estúpidos, fantásticos... Não apenas um mundo. Centenas deles. Milhares talvez.”
E em homenagem a minha amiga Milla, coloco uma das frases que ela mais curte referente a Delírio, a irmã mais nova de Morpheus...











"Quem pode saber o que Delírio vê através de seus olhos desiguais?"