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sábado, 6 de junho de 2026

A amizade de Isao Takahata e Hayao Miyazaki, em Meu Vizinho Totoro


Em 2018, durante o funeral do grande Isao Takahata, Hayao Miyazaki contou, entre lágrimas, uma história que, até então, quase ninguém sabia sobre como os dois fundadores do Studio Ghibli se conheceram.
Miyazaki conta que, em 1963, quando era artista da Toei e tinha 22 anos, esperava o ônibus em uma tarde chuvosa. Takahata, de 27 anos, chegou à estação e também esperou, olhando o relógio com frequência. Depois de um tempo, decidiram quebrar o gelo com uma conversa que se tornou acalorada quando ambos descobriram que trabalhavam como animadores.
Essa conversa não só marcou o início de uma grande e duradoura amizade, como, anos depois, Miyazaki recriaria a anedota na icônica cena da chuva em "Meu Vizinho Totoro".

sábado, 31 de janeiro de 2026

Will Yun Lee

Will Yun Lee nasceu nos Estados Unidos, filho de pais coreanos. Seu pai, Soo Woong Lee, é um grão-mestre de Taekwondo, e foi sob sua influência que Will começou a treinar com apenas três anos de idade! Durante a juventude, ensinou na academia da família e, em 2013, reconquistou sua faixa preta em Taekwondo, documentando tudo na série Back to Black: The Training of Will Yun Lee!
No cinema e na TV, Will Yun Lee mandou ver em papéis marcantes! Foi Danny Woo na série Witchblade, Jae Kim em Bionic Woman e brilhou nos filmes Die Another Day (2002), Elektra (2005) e The Wolverine (2013), onde interpretou Kenuichio Harada! Além disso, fez parte de Altered Carbon, foi Sang Min em Hawaii Five-0 e deu voz ao protagonista Wei Shen no lendário game Sleeping Dogs!
O jogo Sleeping Dogs faz homenagem a diversos filmes de artes marciais, existe até um modo do jogo em que você participa do torneio Operação Dragão!

sábado, 12 de julho de 2025

Steven Seagal e sua ligação com o Japão

Em 1979, Steven Seagal vivia um momento crucial em sua vida, lindamente registrado ao lado de sua primeira esposa, Miyako Fujitani, e seu filho, Kentaro. Nascido em 1952, Seagal mudou-se para o Japão no início da década de 1970, mergulhando de cabeça no mundo das artes marciais. Aos 22 anos, por volta de 1974, conquistou seu 1º dan em aikido, disciplina fundada por Morihei Ueshiba no início do século XX. Miyako Fujitani, já uma respeitada artista marcial com um 2º dan na época, tornou-se não apenas sua esposa, mas também uma figura crucial em sua integração mais profunda à cultura marcial japonesa. Juntos, construíram uma vida centrada na dedicação ao aikido, culminando com Seagal se tornando o primeiro estrangeiro a operar um dojo de aikido no Japão.
Ao longo do final da década de 1970 e início da década de 1980, a reputação de Steven Seagal cresceu de forma constante. Seus filhos com Miyako, Kentaro Seagal e Ayako Fujitani, trilhariam seus próprios caminhos artísticos — Kentaro como ator e artista marcial, e Ayako como uma escritora e atriz renomada no Japão. Enquanto isso, Miyako Fujitani continuou a construir seu legado na comunidade de artes marciais japonesa. Hoje, ela possui um impressionante 7º dan em aikido e lidera seu próprio dojo, influenciando gerações de alunos. O eventual retorno de Seagal aos Estados Unidos no início da década de 1980 marcou o início de um novo capítulo, culminando em seu sucesso em Hollywood com o lançamento de "Above the Law", em 1988, um filme que exibiu suas reais habilidades nas artes marciais para um público global.
A influência duradoura das artes marciais japonesas na carreira de Seagal permanece significativa mesmo décadas depois. Suas primeiras experiências com Miyako e a vida no Japão, de aproximadamente 1973 ao início da década de 1980, moldaram profundamente sua filosofia e estilo cinematográfico. A mistura da disciplina oriental com a narrativa ocidental o ajudou a se tornar uma figura única no cinema de ação, enquanto as conquistas de sua família continuam a refletir as pontes culturais internacionais que eles construíram juntos.

sábado, 7 de dezembro de 2024

Interestella 5555: The 5tory of the 5ecret 5tar 5ystem no Brasil

As redes de cinema UCI e Cinemark confirmaram que o Brasil está na rota da exibição mundial de Interestella 5555: The 5tory of the 5ecret 5tar 5ystem. O filme terá projeção especial em vários países, e por aqui, somente no dia 12 dezembro.
Produzido pela Toei Animation com supervisão do lendário cocriador da Patrulha Estelar (Yamato) Leiji Matsumoto (1938-2023) e direção de Kazuhisa Takenouchi (Dragon Ball: Uma Aventura Mística), o média metragem de uma hora apresenta a história de um grupo de alienígenas que são abduzidos por um humano com más intenções (uma alusão ao mercado fonográfico). Não há falas, todas as cenas são sonorizadas com as músicas do Daft Punk.
A animação de 2003 é embalada pelas faixas do Discovery, álbum de 2001 do Daft Punk, carregado de hits como “Harder, Better, Faster, Stronger”, “Digital Love” e a grudenta “One More Time”.

sábado, 26 de outubro de 2024

Plastic City

"Plastic City" é aquele filme japonês que foi filmado no Brasil e tem o Joe Odagiri (Yusuke Godai/Kamen Rider Kuuga) e Babu Santana no elenco. O filme foi lançado em 2008.
No trailer temos até o Joe Odagiri falando em português
Ambientado no tradicional bairro da Liberdade no centro de São Paulo, Plastic City tem como protagonista a imensa comunidade oriental que se estabeleceu na cidade ao longo dos anos, buscando uma terra de  oportunidades e um lugar para novos negócios -- legais ou ilegais. É em meio a tradições culturais orientais e ao caos da vida urbana que o imigrante Yuda e seu filho Kirin comandam a máfia da pirataria no Brasil, porém este império entra em decadência ao ser ameaçado por uma poderosa organização com fortes influências internacionais.

sexta-feira, 10 de março de 2023

A Princesa da Yakuza

O filme 'A Princesa de Yakuza', de Vicente Amorim, ocupa o 1º lugar no ranking de filmes mais assistidos da Netflix no Brasil e o 7º lugar no ranking mundial.
O longa marca uma parceria entre Brasil, Japão e Estados Unidos ao contar com uma equipe de produção e elenco vindos dos três países. A história se passa em grande parte no bairro da Liberdade, região de São Paulo, conhecida por ser a maior comunidade japonesa do mundo fora do Japão. O roteiro, baseado na HQ de Beyruth, foi escrito por Fernando Toste e Kimi Lee.

terça-feira, 22 de setembro de 2020

Os direitos dos dubladores - Entenda


Muitas pessoas ainda não entenderam alguns fatores dos direitos conexos. Especialmente depois da treta entre Elcio Sodré e a Sato Company. Então vamos lá:
Usarei um exemplo que o dublador Wendel Bezerra fez em seu canal no Youtube.  Digamos que a Globo faz uma novela. A emissora vende essa novela. Mas antes paga todos os atores e pessoas envolvidas com ela. Ok. Tudo bem. Pois isso está previsto no contrato. 
Mas qualquer exibição extra, terá que pagar o que foi estipulado no contrato. Obviamente que não vai ser o valor total, que fique claro. Mas uma porcentagem por seus trabalhos, afinal, ele não fará uma nova atuação. Pois eles estão comercializando o trabalho do artista envolvido naquela novela.
Tanto que por exemplo, a venda de um produto que seja feita de forma lícita de uma série, anime ou filme, parte do dinheiro vai para o criador. Pois, a pessoa que comercializa aquele produto ganha dinheiro em cima do trabalho artístico de um ilustrador ou escrito, no caso.
O mesmo acontece com os dubladores. Notem como amamos Yuyu Hakushô, não só por conta da boa história, mas pela dublagem do estúdio carioca que soltava "Ah eu sou Toguro!" ou "Que se dane o mundo, que não me chamo Raimundo!" E normalmente, os dubladores só ganhavam pelo trabalho que tinham feito antes. Demorou anos para que eles ganhassem esses direitos inerentes a eles. Sendo que em outros países isso acontece faz tempo.
Isso explica porque alguns filmes mudam a dublagem, quando contratos de vendas acabam com emissoras ou passasse certo tempo. E só depois de muito tempo, os dubladores começaram a ganhar esse direito aqui no Brasil, sendo que outros países, isso já era comum.
Então, até onde vimos, Elcio Sodré está certo. Ele que fez as vozes do Shiryu de Dragão, Hatake Kakashi e Isamu Minami.

domingo, 19 de julho de 2020

Uchiha Itachi e Severo Snape: os personagens incompreendidos

Falar desses personagens seria chover no molhado. Afinal, eles por muito tempo são tratados como heróis... Ao menos agora. Eu sempre olhava para eles com a pergunta: porque eles agem assim? Pois inicialmente, se não são tratados como vilões, ao menos como antipáticos ou cruéis. Então, vamos notar quem eles são e como foram usados.
Itachi Uchiha: Inicialmente, muitas pessoas gostavam dele, pois Itachi seria como um Coringa ou Griffith de Berserk - ele matou várias pessoas de seu clã para entrar na Akatsuki. Inclusive, matou seu pai e mãe, deixando apenas seu irmão mais novo, Sasuke Uchiha. 
Como inicialmente, nós temos a visão apenas das crianças do Time 7 (Sasuke, Naruto e Sakura), podemos pensar que ele é cruel. Especialmente, quando ele tenta sequestrar Naruto. Mas tem muita coisa errada nisso. Primeiro, por qual motivo ele bate na porta de Naruto? Por que não despacha Jiraya com facilidade? Por que incentiva a raiva de Sasuke contra ele? Não fazia sentido instigar esse ódio em especial ao irmão, pois se queria que ele o matasse, por qual motivo o poupar antes? "Mas por que ele se sentia mal pelas mortes". Ok, mas além de instigar Sasuke a obter o magenkyo através da morte de seu melhor amigo (Naruto), não seria mais fácil só o deixar matar e pronto? Aqui, o sacrifício por causas justas ou de arrependimento sempre acontecem.
Então... Na verdade, Itachi foi um herói!
Ele delatou o plano dos Uchihas ao Terceiro Hokage. Depois de indas e vindas, o Sarutobi mandou ele MATAR todos do clã Uchiha. Isso se devia pelo perigo que o sharingan poderia proporcionar, além de saberem que foi alguém com esse olho que manipulou a Kiuuby, anos atrás. Tanto que antes de morrer (pela primeira vez, depois pelo edo tensei). Mas obviamente, Itachi virou um pária, para poder proteger a quem amava: seu irmão e a Vila Oculta da Folha. Tanto que foi para "capturar" Naruto, para lembrar Danzo, Orochimaru e outros, que ele continuava vivo.
Deixando ao menos, antes de morrer, o mesmo gesto que fazia com seu irmão mais velho.
Severo Snape: Quando o vemos em Harry Potter e a Pedra Filosofal, nós notamos que ele é alguém severo (desculpe, não resisti) e rude. Em especial com Harry Potter. Ele cita o ódio que sentia a Tiago Potter. Mas algo que fica estranho ali é a citação "Você tem os olhos de sua mãe". Entre vários livros, nós notamos que ele quase sempre é extremamente chato com HP. O que é curioso, que em algumas histórias, parece que Severo quer o proteger! Uma das cenas clássicas mostra quando Snape tenta contra atacar uma magia no jogo de quadribol ou quando ficou na frente de Harry, Rony e Hermione para proteger os alunos de Lupin.
Entretanto, no penúltimo livro da saga Severo Snape MATA Alvo Dumbledore, o diretor de Hogwarts. Então, acreditamos que ele se tornou membro dos Comensais da Morte, assim se tornando um villão.
Mas quando Harry acessa as memórias de Snape, descobrimos a verdade: desde muito cedo, ele conheceu a mãe de HP. Eram amigos, mas ele já nutria por ela amor. Ambos sendo bruxos, um dia foram para Hogwarts. No entanto, seus caminhos se separaram. Enquanto ela ficou com Tiago Potter, ele continuava sua vida reclusa.
Ele ficou aliado das forças das trevas lideradas por Voldemort. O que causou um problema, pois uma profecia dizia sobre alguém que poderia matar Aquele Cujo Nome Não Pode Ser Pronunciado. E estava se referindo a família Potter: Lilian, Tiago e o bebê Harry. E isso causa o desastre que culminou em toda a história daquela família e a marca na testa do garoto bruxo.
Apesar do garoto ser tão arrogante quanto o pai algumas vezes, por amor a Lilian e um voto de proteção secreto, ele sempre tentou proteger HP. Até mesmo a morte de Dumbledore foi um ato de piedade, pois o diretor já estava doente. E assim, o Lorde das Trevas confiou em Snape. Assim agindo contra Voldemort na verdade.
Mesmo triste, mesmo ele sendo forçado a fazer coisas contra sua vontade, ele sempre amou Lilian. Lilian.

domingo, 7 de junho de 2020

O problema da dublagem de My Hero Academia

Hermes Barolli e Guilherme Briggs são dois dubladores de renome. Hermes por fazer a voz de Seiya (de Cavaleiros do Zodíaco em mais de uma mídia) e Briggs por fazer o Superman (em diversas mídias). Recentemente o segundo fez a voz do personagem All Might, no filme de Boku no Hero Academia. Enquanto o primeiro se tornou o dono da DuBrasil, um estúdio de dublagem.
Já vemos o cenário aqui então
A FunAnimation vai exibir alguns animes na América Latina. Para isso, muitos deles serão dublados (além de ter a opção legendada) especialmente se forem exibidos em canais de streaming. Entre eles, Assassination Classroom, Steins;Gate, Tokyo Ghoul, Shingeki no Kyojin e Boku no Hero Academia.
Mas há uma briga entre os dubladores e o estúdio responsável por isso.
Ano passado, estreou nos cinemas o filme antes citado de Boku, Dois Heróis. Através do estúdio UniDub.
Então a FunAnimation teria feito um acordo com a DuBrasil, para fazer a dublagem dos animes antes citados. Todos os dubladores da DuBrasil (assim como a UniDub) ficam em São Paulo. Com exceção do Briggs, que é do Rio de Janeiro. Mesmo assim eles trocaram TODO o elenco do filme para o anime. Ok. Pode ter sido uma escolha técnica... Talvez... Vamos ver.
Em defesa da DuBrasil, um dublador anônimo, disse que o anime tinha chegado antes do filme (em março de 2019), tanto que eles já estariam fazendo testes de elenco. Já que a UniDub não sabia que Boku no Hero Academia estava sendo dublado na DuBrasil, escolheu um elenco para o movie. Então, Dois Heróis estrearia antes.
Entretanto, vários dubladores do filme desmentiram isso. Que tinha sido o contrário, que o movie chegou antes e o anime chegou para a DuBrasil em janeiro de 2020. E o que eles falavam que era testes de elencos eram testes de som, estavam testando o equipamento. Nada de voz. Ou seja o dublador anônimo mentiu.
E isso ficou pior quando a Vii Zedek, que fez a voz da Tsuyu em Boku no Hero Academia jogou tudo na internet.
Tanto que depois do filme, a DuBrasil entrou em contato com três dubladores do filme: Vii Zedek, Fábio Lucindo e Felipe Vonpato. Para participarem do anime. Os rapazes foram, mas a Vii não foi pois ela achou isso antiético. Se recusando a dublar para a DuBrasil.
Algo parecido com o boicote da BKS pode acontecer com a DuBrasil. Devido a dublagem de Dragon Ball Kai.
O Guilherme Briggs escreveu uma carta, focando na DuBrasil, mas acertando (sem falar nomes) o Herme Barolli. Já lembrando que MUITAS pessoas amam o trabalho do Hermes, mas MUITAS outras dizem que ele não é tão legal assim com fãs e outras pessoas. E em uma atitude infantil ele bloqueou quem perguntava sobre isso e se pronunciou sobre o assunto. Disse não conhecer o Briggs (Radamanthys e Pégaso se enfrentam na entrada do Hades, para isso eles tiveram que trabalhar juntos), falou que o Briggs não poderia reivindicar o All Might (coisa que o Briggs jamais fez), chamou que quem ia contra ele eram "Guilherminions" (mas eram os fãs de Boku no hero Academia que vinham tirar satisfação) e tudo isso não faz sentido, já que se fosse só trocado o Briggs, talvez nada disso faria sentido. Já que evitaria problemas de deslocamento para Guilherme ou de enviar áudios para São Paulo.
Para piorar, Hermes disse que Briggs estava do lado do Bolsonaro (presidente em exercício na época da treta), chamando as atitudes do dublador de "bolsovírus". Eu acompanho o trabalho de Guilherme Briggs e o cenário político. Quem me conhece, sabe que não passo pano pra fã do Bolsonaro. Em nenhum momento, eu vi o dublador carioca apoiando Jair Messias Bolsonaro.
E mesmo que Briggs estivesse do lado de Bolsonaro... O que tem a ver com essa treta?
Como vemos, hermes estava com raivinha e não soube justificar sua falha.

domingo, 25 de março de 2018

A Saga Kamen Rider - Parte 2

Após Kamen Rider Black e Black RX, os riders surgiram mais em filmes por um certo período. E com isso houve um período de maturidade maior das obras, em especial na saga de Shin. Mesmo sendo histórias que se baseavam nos clássicos Kamen Riders. Talvez pelas histórias mais antigas de Shotaro Ishinomori não terem os recursos em sua época para tramas mais elaboradas ou até mesmo efeitos especiais que seriam usado a exaustão em sagas posteriores.
Kamen Rider J - Uma raça de invasores conhecido como Fog, ao qual só quatro deles existem, pretende invadir a Terra. Não só a dominar, mas se alimentar da vida humana no planeta inteiro! Mas para isso eles necessitam de um ritual que exige sacrifício. 
O repórter fotográfico Kouji Segawa, que descobriu que diversos animais estavam morrendo misteriosamente numa floresta devido à poluição do lago local, dirige-se para lá e acampa próximo a uma casa no lago. Uma garota chamada Kana é capturada para o tal sacrifício. Ao tentar a salvar Kouji morre no processo.
Enquanto a líder dos Fog continua seus planos sinistros, o corpo de Kouji é levado a dois seres encapuzados que se intitulam Espíritos da Terra. Eles lhe fazem uma cirurgia o tornando Kamen Rider J.
Entre um dos seus poderes mais impressionantes esta o de ser o primeiro rider que fica gigante. Seu poder vem literalmente da força da Terra.
Kamen Rider ZO - Nos confins de uma floresta selvagem, Masaru Aso desperta ao som da música de um relógio de bolso, repetindo para si mesmo o que seria uma mensagem telepática, com um estranho apelo para que protegesse "Hiroshi". Ao que parece esse nome é o do filho de um cientista amigo seu. 
Após isso, Aso se transforma em Kamen Rider ZO. Esse motociclista que auxiliou o Professor Hiroshi Mochizuki em seus experimentos científicos e que após ser cibertizado em fusão com um gafanhoto se tornou Kamen Rider ZO. O único problema é que o vilão que quer sequestrar o filho do professor também foi criado por ele também. Doras.
Kamen Rider Shin - Shin, um ex-motociclista que largou a sua paixão para servir de cobaia em um dos experimentos de seu pai, o renomado cientista Daimon Kazamatsuri que atua como geneticista na ISS (Institute of Super Science, Instituto de Super Ciência) que arbitrariamente é controlada por uma facção conhecida como O Sindicato.
Sexualmente ativo e envolto de cenas de nudez de sua namorada, Ai Asuka, Shin se vê em um drama quando percebe que as experiências feitas em seu corpo podem tê-lo transformado em um ser sem escrúpulos, o culpado pelos ataques a mulheres que aconteciam na cidade por um monstro em forma de gafanhoto.
Yoshikazu Onizuka, parceiro do pai de Shin na criação da arma orgânica perfeita. Apaixonado por insetos, ele acredita que os gafanhotos um dia dominarão os seres humanos graças as suas capacidades físicas e psíquicas além das dos outros seres. Tal crença o leva a injetar genes do inseto em Shin e posteriormente em si mesmo, criando a principal reflexão do filme: até aonde o ser humano pode chegar para defender o conceito de preservação que ele mesmo criou?

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Battle Angel Alita vai virar filme

E assim como ocorreu com Ghost in the Shell, Hollywood pretende fazer mais um filme baseado em mangás e animes. O escolhido dessa vez foi Battle Angel Alita (Hyper Future Vision GUNNM).
O filme, baseado no mangá Battle Angel Alita, conta a história da personagem-título, que vivem em um mundo cyberpunk ambientada no século 26. Na trama, o caçador de recompensas Daisuke Ido encontra uma ciborgue avariada e resolve tratá-la como filha, dando-lhe o nome de Alita. Inspirada no pai adotivo, a menina eletrônica decide, então, seguir seus passos e tornar-se também uma caçadora.
A produção é de James Cameron e direção de Robert Rodriguez.
Battle Angel Alita ou Gunnm, é um manga bastante conhecido pelo mundo fora, e têm um enredo surpreendente, no entanto foi criado um ova a partir dessa obra prima... Battle angel alita é um ova com 2 episódios onde  "A história se passa em um cenário pós-apocalítico ao estilo de Mad Max em que uma cidade chamada Zalém flutua no céu e em que há ciborgues e humanos convivendo. Nessa situação, o engenheiro cibernético Daisuke Ido encontra no depósito de lixo da Cidade da Sucata (Scrapintown), a qual fica abaixo de Zalém, um tronco de uma ciborgue inerte e a leva para a sua oficina onde religa a mesma. Ao acordar, a ciborgue não tem qualquer recordação de sua vida anterior e nem do seu próprio nome, fato este que leva Daisuke Ido a dar-lhe o nome de seu gato de estimação falecido, Gally, e a reconstruir o seu corpo para qual pudesse cria-la como sua filha. Mas com o passar do tempo, Gally descobre-se com habilidades de luta incomuns presentes em seu subconsciente além de uma vontade inata para combater, ela decide seguir a carreira alternativa de Ido como caçador de recompensas a contragosto deste, até que ela se depara com pessoas cruéis, vitimas inocentes e poderosos assassinos.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Kubo e as Cordas Mágicas: um japão místico em um filme de stop-motion

Filmes de stop-motion tem aos montes. Todos muito bem trabalhados, bem executados. É só ver uma boa parte dos trabalhos relacionados a Tim Burton (desde suas obras mais antigas até coisas como Noiva-Cadáver e O Estranho Mundo de Jack). Contudo, no caso do diretor mais fanático por Johnny Depp, quase sempre é algo mais voltado mais para a entropia. Sempre mostrando isso de modo sarcástico usando alegorias mais "góticas". Já Kubo e as Cordas Mágicas (Kubo and Two Strings) é perfeito sem usar esses elementos. Tão simbólico que merecia um comentário sobre essa obra.
No começo, somos apresentados a uma mulher fugindo com um bebê. Este esta coberto por um quimono com símbolo de besouro. A criança e a dama parecem ter poderes especiais. E isso vemos mais a frente.
Kubo (que era aquele bebê) vive uma normal e tranquila vida em uma pequena vila no Japão com sua mãe. A mente dela esta um tanto perturbada devido um choque que sofreu na cabeça talvez. Até que um espírito vingativo do passado muda completamente sua vida, ao fazer com que todos os tipos de deuses e monstros o persigam. Agora, para sobreviver, Kubo terá de encontrar uma armadura mágica que foi usada pelo seu falecido pai, um lendário guerreiro samurai.
Para lhe auxiliar, ele tem a magia de papéis que ele manipula, uma macaca e um samurai amaldiçoado, com a forma de um inseto.
Entre as grandes empresas de animação infantil, a Laika é provavelmente a menos condescendente com seu público-alvo. Enquanto a Pixar se rende às sequências e às obrigatórias cenas frenéticas e sentimentais (Carros, Toy History, Monstros S.A., Os Incríveis, entre outros), a Laika constitui um foco de resistência, fazendo histórias em stop motion – estilo que exige produção extensa e fornece baixo retorno financeiro –, negando as continuações e apostando em temas complexos, com imagens sombrias, do seu modo. A empresa confia na capacidade das crianças em absorverem um conteúdo diferente do pop colorido.
Como em Coraline, ParaNorman e Boxtrolls, Kubo também aposta na figura de uma criança predestinada que, mesmo sem o traquejo social de outros garotos de sua idade – e talvez justamente por isso – apresenta uma interpretação excepcional do mundo ao redor.
As sequências de combate são te quebrar e jogar fora o queixo. Qual o motivo te escrever isso? Pensa bem! Isso é stop-motion! Um FUCKING HELL STOP-MOTION!!! Os combates, ou as cenas de ação e fuga parecem nos tirar o fôlego. Melhor que muito filme de Hollywood. Se os caras que produzem cenas de longas como Velozes e Furiosos e outros tantos blockbusters, que entopem cinemas e locadoras todos os anos tivessem um centímetro da competência desses caras da Laika... Nos teríamos uma era de ouro maravilhosa nos filmes de ação!
Entre as vozes temos a de Art Parkinson (Rickon Stark em Game of Thrones), Mathew McConaughey (A Torre Negra) e Charlize Theron (Atômica, Mad Max: Estrada da Fúria, Aeon Flux, Monster: Desejo Assassino, Uma Saída de Mestre, Hancock, Advogado do Diabo, Doce Novembro, Três Vidas e Um Destino, entre outros). Para ver a competência desse elenco. 
Lembrando que eles são um estúdio que fizeram Coraline. O que explica a competência deles. Mas eu gostei de Kubo do que do filme da garota que vai para "outro mundo", mesmo sendo um texto de Neil Gaiman. E olhe que eu adoro o trabalho do inglês. Mas parece que mesmo possuindo um contexto e uma filosofia japonesa, Kubo e as Cordas Mágicas poderia ser uma história em qualquer mundo ou universo mitológico. De tão bom que é!
É um filme com tanta simbologia, que ele precisa ser analisado por camadas. Mas cheio de um sentido único e verdadeiro. O uso do shamisen (uma espécie de banjo) é tão bem colocado, que parece que estamos vendo ele realmente sendo tocado. E mesmo que não fosse, é tão bem colocado que... Dane-se! Eu acredito que aquilo esta tocando caramba! Cada corda desse instrumento representa muito mais que uma parte de um item musical. Ele tem todo um sentimento relacionado aquilo.
O uso correto de filmagens, a simbologia por de trás da obra, mesmo sendo um público infantil, entre tantas outras coisas, fazem com que ele seja essencial para um fã de animação.