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quinta-feira, 24 de novembro de 2016

O aniversário do Doutor


Como grande fã de ficção científica e séries inglesas não poderia deixar passar o dia de ontem (XP). O aniversário da série Doctor Who!
Há 53 anos, Doctor Who tinha seu primeiro episódio exibido pela BBC no dia 23 de Novembro de 1963.
Doctor Who já teve 13 Doutores, e diversas(os) companheiras(os) ao logo dos anos. Atualmente, o Doutor é interpretado pelo ator Peter Capaldi. E conta com 35 Temporadas.
Doctor Who está no Guinness World Records como a série de ficção científica de mais longa duração no mundo e como a "mais bem sucedida" série de ficção científica de todos os tempos.
A série é uma parte significativa da cultura popular britânica, e em vários países se tornou um programa favorito do público.
Doctor Who esteve no ar entre os anos de 1963 a 1989. Depois de uma tentativa frustrada de retomar a produção em 1996 com um piloto secreto na forma de um filme para a televisão, a série foi relançada em 2005.
Doctor Who também gerou vários spin-offs, como Torchwood (2006) e As Aventuras de Sarah Jane (2007), K-9 (2009), uma série de vídeos divididos em quatro partes chamado P.R.O.B.E (1994) e um único episódio piloto de K-9 and Company (1981) e recentemente Class (2016). Houve também muitas paródias e referências culturais do personagem em outras programas, séries e filmes com atores famosos.
Há 3 anos foi exibido o Especial de 50 anos de Doctor Who, "The Day of the Doctor" (O Dia do Doutor).


sexta-feira, 13 de maio de 2016

Animes com viagem no tempo

Eu sou professor de história e adoraria viver ao lado do Doutor de Doctor Who. Mas como eu não sou só um fã desse estilo de seriado... Falarei aqui de animes que tratam sobre viagem no tempo. E não, eu não vou falar de Dragon Ball Z e seu Mirai Trunks! Ah! E alguns textos podem ter SPOILERS!
Bem eu já falei de Stein's;Gate mas vale recordar. Ele trata da história de Rintaro Okabe, um pretenso cientista maluco e universitário do primeiro ano. Ele vai até uma palestra determinado dia, e ao discordar totalmente do palestrante sendo expulso ele conhece uma jovem chamada Kurisu Makise. Estranhamente, a garota fala que o rapaz teria falado com ela recentemente. O que não fazia sentido, visto que ele estava até então na palestra. A moça era filha do palestrante. 
Depois ele encontra a garota morta! Ao que parece ela foi assassinada! Já que estava caída em uma poça de sangue. Ele envia uma mensagem para amigos, ao sair do local do crime e quando faz isso, todas as pessoas ao redor somem. Como um mundo alternativo onde nada ocorria. Em seguida, tudo volta ao normal. Ao decorrer do tempo ele descobre, junto a sua equipe, que tem como enviar mensagens no tempo... Usando um microondas... Ou quase...
Mas só um detalhe... Kurisu se torna amiga de Rintaro. Mas como se ela morreu? XP
Boku Dake ga Inai Machi também é conhecida como ERASED traz uma história mais simples que Stein';Gate. Ainda assim, não deixa de ser emocionante. Na verdade, ele é um dos mais fodas dos últimos anos. E o melhor desse ano.
Um jovem chamado Satoru Fujinuma com seus 29 anos de idade tem uma habilidade que ele denominou como "revival". Sempre que acontece algo trágico ou perigoso, ele consegue voltar 5 minutos para impedir aquele fato .
Ele vive trabalhando como entregador de pizza, e um dia sonha se tornar um mangaká, mas nunca consegue ser publicado.
Ele tem o peso da morte de três crianças, na época em que estudava quando moleque, já que uma delas supostamente não teria morrido se ele tivesse conversado com ela. Além disso, por conta disso um amigo de Satoru é acusado do crime no lugar do verdadeiro assassino. O que faz sentido, visto que ele tinha muitos hábitos que poderiam coloca-lo como suspeito.
Em determinado ponto da história, Sachiko, mãe de Satoru, o visita. O rapaz, junto com ela, tem um revival, mas aparentemente nada ocorre. Aparentemente...
Ela questiona se foi Coragem o culpado pelas mortes anos atrás. Nesse meio tempo Satoru sai, e um misterioso homem chega até Sachiko e a mata. Detalhe que ao que parece ela o conhecia! Quando o jovem chega em casa vê sua mãe ao chão e uma confusão o transforma no principal suspeito da morte da sua progenitora!
Satoru vai ser preso, mas ao invés de voltar só 5 minutos no tempo ele volta 18 anos no tempo! E ele volta até 1988, a época em que as crianças foram assassinadas! 
É muita coisa emocionante nesse anime. Detalhe para quando ele reencontra a própria mãe. E notem como a Sachiko é uma mãe esforçada no último episódio.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Ficção científica nos animes e mangás


Adoro ficção científica, mas nem tanto quanto meus amigos. Mas o que sempre curti foram obras desde as mais sérias (quase sempre baseadas em Asimov) até aquelas com teor mais heróico. Mas admito que meu gosto tem muito mais haver com a velha linha de mangás e animes shonen (histórias como Naruto, Full Metal Alchemist e Yu Yu Hakushô) em que o combate é um dos principais atrativos.
Mas vamos tratar sobre esse tema interessanete em algumas obras nipônicas.

-Um robô não pode causar mal a um ser humano ou, por omissão, permitir que um ser humano sofra qualquer mal - Primeira Lei de Asimov

Osamu Tezuka, grande pai do mangá como o conhecemos hoje em dia, deve ter bebido um pouco das obras de Asimov. Isso pode ser visto em Astro Boy.
Astro é um garoto robô, revitalizado por um bondoso cientista, com a finalidade de coloca-lo ao dispor da humanidade. O que o autor usou foi um roteiro mas certeiro: o criador original de Atom (nome original do personagem principal no Japão) queria criar um ser semelhante ao seu filho falecido. Alguém ai se lembrou de A.I. de Steven Spielberg? Pois é...
Nem entrei no mérito das habilidades especiais de Astro (100 mil cavalos de força, foguetes e armas embutidas), pois o que realmente importa é o desajustamento dele diante os humanos, que jurou proteger. Um típico conto moderno de Pinóquio, em que se busca a própria humanidade.


-"A flor de cerejeira é a primeira das flores, assim como o guerreiro é o primeiro dos homens"


O poema japonês, indica o código de conduta dos soldados nipônicos treinados para lutarem até a morte. Não é desconhecido da grande maioria, que a Segunda Guerra Mundial, mesmo sendo uma grande tragédia, inspirou alguns dos mais famosos autores em diversas areas (como citei anteriormente, J.R.R Tolkien e Osamu Tezuka são alguns deles). Mas sempre houve homenagens aqueles que deram suas vidas na guerra. Um modo claro  de se ver isso é a obra Yamato.
Num planeta Terra devastado pela própria estupidez humana, a salvação se encontra no espaço. Sem possuir uma nave, resta usar um submarino da Segunda Guerra com o nome de Yamato. Para muitos, pode parecer tolice usar a carcaça de um veículo marinho destruido, mas não para os valores japoneses. Yamato afundou em 1945, levando consigo valorosos homens, que poderiam muito bem ser tratados como "samurais modernos". É possível notar isso até mesmo nas personalidade dos protagonistas e antagonistas que encarnam os valores típicos da época.
Muitos gostam de Yamato pelos combates espaciais, eu pela demonstração de orgulho que os japoneses possuem por sua história. Seria bom se os brasileiros copiassem ISSO dos orientais!

-"Eu me transformo em um passaro. Que voa com as asas machucadas sobre o mundo tão selvagem" - Ai wa Ryuusei música do anime Gundam Wing

Talvez um dos maiores sucesso no quesito robôs não seja exatamente uma inteligência artificial criada ou uma nave espacial, mas sim os mechas (robõs tripulados). E seu maior nome até hoje é Macross (conhecido nos Estados Unidos como Robotech.
A história inicial é simples: os humanos tem que impedir a invasão de uma raça alienigena chamada zentraedi. Isso ocorre enquanto se desenvolve um triângulo amoroso entre o piloto Hikaru, a tenente Misa Hayase e a cantora pop Linn Minmay. Aliás ela que canta a música tema "Ai oboete imasu ka" (Você se lembra do amor) dublada por uma famosa seiyuu do Japão na época, Mari Ilijima.
A guerra ocorre enquanto todo esse triângulo acontece, trazendo mais amores e paixões latentes: imaginem Top Gun versão anime... é por ai...
A história deu um dos principais pontapés para séries como Gundam, Neon Genesis Evangelion, Escaflowne, Code Geass, entre outros que surgiram. Além dos famosos mechas que mudam de forma (que eu tenho costume de chamar de "transformers").

-Um robô deve proteger sua própria existência , desde que essa obrigação não entre em conflito com a Primeira e Segunda Leis - Terceira Lei de Asimov


Que o Japão é conhecido por um desenvolvimento tecnológico, muitos sabem. Um país onde a tradição anda junto com coisas como a robôtica. E um grande autor com essa temática em seu trabalho é Masamune Shirow.
Alguma de suas obras mais cohecidas são Black Magic e Ghost in the Shell. Vou citar a segunda. 
A ambientação cyberpunk tem como protagonista a major Motoko Kusanagi. Ela é uma ciborgue quase completa, mantendo somente seu cérebro orgânico. Liderando uma força especial em um Japão futurista, enfrenta situações onde os limites humano/máquina são questionados.
Deu pra sentir o clima né?

Mas agora podemos falar um pouco mais além: espaço e alienigenas! Autores como o já citado Tezuka, sempre gostaram do tema ficção científica. Tanto que é sempre usado em suas obras mais conhecidas, e vez ou outra, surgem subtipos dessas histórias: robôs, aliens, viagem no tempo, entre outros. Isso inspirou vários autores. O que nos leva a lembrar do meu post anterior com nomes de obras maravilhosas como Ghost in the Shell (Masamune Shirow), Macross (ao qual recomendo que procurem obras desenhadas por Haruhiko Mikimoto) e Gundam. Mas não foi só Osamu Tezuka quem inspirou as gerações atuais de desenhistas japoneses. Vamos viajar pelas estrelas!

-"Espaço... A fronteira final "

Mesmo eu só assisti três episódios em VHS. Está pensando que vou comentar sobre Star Trek? Até poderia, mas vou falar de A Lenda dos Heróis Galácticos, como algumas das melhores obras. A obra surgiu de uma série de livros que rendeu mangás e OVAs, criados por Yoshiki Tanaka, O enredo da história trata de dois personagens: o almirante Yan Wenli dos Planetas Livres, que tenta proteger a Aliança dos ataques imperiais; e do comandante Reinhard Von Lohebgramm, que busca vingança contra o imperador e um dia pretender tomar seu posto em Das Reich. Além do uso de ideias clássicas de guerra nessa história e algumas até de filmes (uma "aliança rebelde" contra o "império do mal" com nomes de teor fascista? Já ouvi isso antes...). A Lenda dos Heróis Galácticos traz também combates fantásticos! Batalhas colossais, o uso de gravidade de um planeta, se aproveitar de um buraco negro ou outras coisas do gênero são usados para favorecer os dois lados do conflito (isso me lembrou uma certa enterprise... que coisa!).

-"No espaço, ninguém pode te ouvir gritar"

Quem falar Goku como exemplo de alienígena eu juro que puxo o pé a noite! Sério. Voltemos para a Patrulha Estelar (ou Yamato). Além do fato de ter citado o patriotismo que esse anime/mangá possui, a obra também possui aliens. Lembrando que a história de Yamato foi sempre alvo de empresas interessadas em aproveitar os diversos enredos, dela foram feitas várias obras com temática diferentes. Vou colocar uma que os fãs adoram. Em uma história situada no futuro, a Terra está sob o domínio dos Gamilons, que utilizam a radioatividade para dominar o planeta. Em função disso, os humanos vivem em subterrâneos. Quando uma raça alienígena oferece ajuda aos terráqueos, uma tripulação é enviada ao planeta Iskandar com o objetivo de buscar a tecnologia necessária para destruir os Gamilons. Mas um dos destaque dessa versão é o vilão, que na primeira obra seria um inimigo, para após ver o valor da humanidade, se unir a eles em suas aventuras. 

-"It's alive! IT'S ALIVE!"
Mark Hamill em versão live-action de Guyver

Vou contar a vocês uma linda história. Era uma vez, na Terra, um bando de alienígenas malignos produziram uma arma genética perigosa e poderosa. Seu nome era Unidade Guyver. Ela é como uma armadura que surge quando acoplada a um ser vivo que possui perceptor de alta sensibilidade, bolas de metal nas laterais que detectam inimigos, espadas de ondas com alta vibração que saem dos cotovelos, defletores de raio laser, duas unidades de energia que ficam no peito e soltam um mega-raio (E vocẽ achou que só Tony Stark tinha isso? Pense de novo!), capacidade regenerativa, além de ter aumentada a sua força natural em 100X. E como toda boa história japonesa, ela cai acidentalmente nas mãos de um rapaz.
Além de mostrar histórias sombrias, Guyver (nome da obra), mostra mutações genéticas de diversos tipos. Mas diversos tipos mesmo! Mas eu, sinceramente prefiro os tokusatsus clássicos para enredos que tratam de genética. Ainda adoro ouvir, "HENSHIN!" e "Kamen... Rider... Black!"
P.S.: Guyver deve uma versão em filme hollywoodiano que não fez tanto sucesso quanto o anime e mangá, mas que contava com nomes como Mark Hamill, o eterno Luke Skywalker. Para azar dele, ele era um tira que é pego pelos alienigenas e transformado em um grilo gigante monstruoso. Bizarro...

-Não é possível mudar o tempo

As pessoas mais esclarecidas vão falar, "mesmo que pudesse viajar no tempo, não mudaria nada", mas antes de obter tal perspectiva, com certeza elas deveriam querer fazer isso. Mudar a linha do tempo para conseguir que algo estivesse de acordo com os seus desesjos. Uma das obras que melhor fala disso é A Máquina do Tempo de H.G. Wells (que também escreveu O Homem Invísivel e A Guerra dos Mundos), porém vou falar de um anime com uma temática parecida com o primeiro livro citado.
Makimura Koutarou decidiu, este vai ser o verão. Ele vai dizer a garota de seus sonhos, Serizawa Kaho , como ele se sente sobre ela. No entanto, um encontro casual com uma mulher estranha, conhecida simplesmente como Ligene, manda Koutarou ao futuro, após as férias de verão terminarem, e as coisas não são como ele imaginava que elas seriam. Lá, ele descobre que Kaho morreu tragicamente em um acidente de trânsito depois de se tornar sua namorada! Agora ele está em uma missão para salvar Koho ​​de seu destino infeliz, mas não vai ser fácil. Ele está preso em um fluxo de tempo, viajando para diferentes momentos esporadicamente, tendo que ajudar outras pessoas no caminho, a fim de finalmente mudar o seu destino. Esse é o enredo de Hourglass of Summer.
Seja uma história falando de robôs, aliens, viagens no tempo e genética, a ficção científica é uma das mais belas (ou no mínimo interessantes) categorias de animes/mangás.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Ficção Japonesa

Adoro ficção científica, mas nem tanto quanto meus amigos. Mas o que sempre curti foram obras desde as mais sérias (quase sempre baseadas em Asimov) até aquelas com teor mais heróico. Mas admito que meu gosto tem muito mais haver com a velha linha de mangás e animes shonen (histórias como Naruto, Full Metal Alchemist e Yu Yu Hakushô) em que o combate é um dos principais atrativos. Mas vamos tratar sobre esse tema interessante em algumas obras nipônicas.
Issac Asimov

-Um robô não pode causar mal a um ser humano ou, por omissão, permitir que um ser humano sofra qualquer mal - Primeira Lei de Asimov 
Osamu Tezuka, grande pai do mangá como o conhecemos hoje em dia, deve ter bebido um pouco das obras de Asimov. Isso pode ser visto em Astro Boy. Astro é um garoto robô, revitalizado por um bondoso cientista, com a finalidade de colocá-lo ao dispor da humanidade. O que o autor usou foi um roteiro mas certeiro: o criador original de Atom (nome original do personagem principal no Japão) queria criar um ser semelhante ao seu filho falecido. Alguém ai se lembrou de A.I. de Steven Spielberg? Pois é... Nem entrei no mérito das habilidades especiais de Astro (100 mil cavalos de força, foguetes e armas embutidas), pois o que realmente importa é o desajustamento dele diante os humanos, que jurou proteger. Um típico conto moderno de Pinóquio, em que se busca a própria humanidade. 
-"A flor de cerejeira é a primeira das flores, assim como o guerreiro é o primeiro dos homens".
O poema japonês, indica o código de conduta dos soldados nipônicos treinados para lutarem até a morte. Não é desconhecido da grande maioria, que a Segunda Guerra Mundial, mesmo sendo uma grande tragédia, inspirou alguns dos mais famosos autores em diversas areas (como citei anteriormente, J.R.R Tolkien e Osamu Tezuka são alguns deles). Mas sempre houve homenagens para aqueles que deram suas vidas na guerra. Um modo claro de se ver isso é a obra Yamato. Num planeta Terra devastado pela própria estupidez humana, a salvação se encontra no espaço. Sem possuir uma nave, resta usar um submarino da Segunda Guerra com o nome de Yamato. Para muitos, pode parecer tolice usar a carcaça de um veículo marinho destruido, mas não para os valores japoneses. Yamato afundou em 1945, levando consigo valorosos homens, que poderiam muito bem ser tratados como "samurais modernos". É possível notar isso até mesmo nas personalidade dos protagonistas e antagonistas que encarnam os valores típicos da época. Muitos gostam de Yamato pelos combates espaciais, eu pela demonstração de orgulho que os japoneses possuem por sua história. Seria bom se os brasileiros copiassem ISSO dos orientais! 
-"Eu me transformo em um pássaro. Que voa com as asas machucadas sobre o mundo tão selvagem" - Ai wa Ryuusei música do anime Gundam Wing.
Talvez um dos maiores sucessos no quesito robôs não seja exatamente uma inteligência artificial criada para parecer humana ou uma nave espacial, mas sim os mechas (robôs tripulados). E seu maior nome até hoje é Macross (conhecido nos Estados Unidos como Robotech. A história inicial é simples: os humanos tem que impedir a invasão de uma raça alienígena chamada zentraedi. Isso ocorre enquanto se desenvolve um triângulo amoroso entre o piloto Hikaru, a tenente Misa Hayase e a cantora pop Linn Minmay. Aliás ela que canta a música tema "Ai oboete imasu ka" (Você se lembra do amor) dublada por uma famosa seiyuu do Japão na época, Mari Ilijima, que até hoje é adorada por lá. A guerra ocorre enquanto todo esse triângulo acontece, trazendo mais amores e paixões latentes: imaginem Top Gun versão anime... é por ai... A história deu um dos principais pontapés para séries como Gundam, Neon Genesis, Evangelion, Escaflowne, Code Geass, entre outros que surgiram. Além dos famosos mechas que mudam de forma (que eu tenho costume de chamar de "transformers"). E isso influenciaria até o live actions japoneses... Tá nem tudo que veio disso foi bom, fazer o que... 
-Um robô deve proteger sua própria existência , desde que essa obrigação não entre em conflito com a Primeira e Segunda Leis - Terceira Lei de Asimov.
Que o japão é conhecido por um desenvolvimento tecnológico, muitos sabem. Um país onde a tradição anda junto com coisas como a robôtica. E um grande autor com essa temática em seu trabalho é Masamune Shirow. Algumas de suas obras mais conhecidas são Black Magic e Ghost in the Shell. Vou citar mais a segunda, mais conhecida por aqui. A ambientação cyberpunk tem como protagonista a major Makoto Kusanagi. Ela é uma ciborgue quase completa, mantendo somente seu cérebro orgânico. Liderando uma força especial em um Japão futurista, enfrenta situações onde os limites humano/máquina são questionados. Deu pra sentir o clima né? Aqui aparece uma coisa parecida com Astro Boy, mas no sentido inverso. A personagem nasceu humana mas pouco a pouco vai se tornando mais máquina. Não é algo tão parecido, mas é mais simples de se entender.

Autores como o já citado Tezuka, sempre gostaram do tema ficção científica. Tanto que é sempre usado em suas obras mais conhecidas, e vez ou outra, surgem subtipos dessas histórias: robôs, aliens, viagem no tempo, entre outros. Isso inspirou vários autores. O que nos leva a lembrar do meu post anterior com nomes de obras maravilhosas como Ghost in the Shell (Masamune Shirow), Macross (ao qual recomendo que procurem obras desenhadas por Haruhiko Mikimoto) e Gundam. Mas não foi só Osamu Tezuka quem inspirou as gerações atuais de desenhistas japoneses. Vamos viajar pelas estrelas!
  
-"Espaço... A fronteira final"
Poucos aqui do Sarjeta conhecem essa série (talvez ninguém, além de mim). Mesmo eu só assisti três episódios em VHS. Está pensando que vou comentar sobre Star Trek? Até poderia, mas vou falar de A Lenda dos Heróis Galácticos, como algumas das melhores obras. A obra surgiu de uma série de livros que rendeu mangás e OVAs, criados por Yoshiki Tanaka, O enredo da história trata de dois personagens: o almirante Yan Wenli dos Planetas Livres, que tenta proteger a Aliança dos ataques imperiais; e do comandante Reinhard Von Lohebgramm, que busca vingança contra o imperador e um dia pretender tomar seu posto em Das Reich. Além do uso de ideias clássicas de guerra nessa história e algumas até de filmes (uma "aliança rebelde" contra o "império do mal" com nomes de teor fascista? Já ouvi isso antes...). A Lenda dos Heróis Galácticos traz também combates fantásticos! Batalhas colossais, o uso de gravidade de um planeta, se aproveitar de um buraco negro ou outras coisas do gênero são usados para favorecer os dois lados do conflito (isso me lembrou uma certa enterprise... que coisa!).
-"No espaço, ninguém pode te ouvir gritar"
Quem falar Goku como exemplo de alienígena eu juro que puxo o pé a noite! Sério. Voltemos para a Patrulha Estelar (ou Yamato). Além do fato de ter citado o patriotismo que esse anime/mangá possui, a obra também possui aliens. Lembrando que a história de Yamato foi sempre alvo de empresas interessadas em aproveitar os diversos enredos, dela foram feitas várias obras com temática diferentes. Vou colocar uma que os fãs adoram. Em uma história situada no futuro, a Terra está sob o domínio dos Gamilons, que utilizam a radioatividade para dominar o planeta. Em função disso, os humanos vivem em subterrâneos. Quando uma raça alienígena oferece ajuda aos terráqueos, uma tripulação é enviada ao planeta Iskandar com o objetivo de buscar a tecnologia necessária para destruir os Gamilons. Mas um dos destaque dessa versão é o vilão, que na primeira obra série é um inimigo, para após ver o valor da humanidade, se unir a eles em suas aventuras.  
-"It's alive! IT'S ALIVE!"
Vou contar a vocês uma linda história. Era uma vez, na Terra, um bando de alienígenas malignos que produziram uma arma genética perigosa e poderosa. Seu nome era Unidade Guyver. Ela é como uma armadura que surge quando acoplada a um ser vivo que possui perceptor de alta sensibilidade, bolas de metal nas laterais que detectam inimigos, espadas de ondas com alta vibração que saem dos cotovelos, defletores de raio laser, duas unidades de energia que ficam no peito e soltam um mega-raio (E você achou que só Tony Stark tinha isso? Pense de novo!), capacidade regenerativa, além de ter aumentada a sua força natural em 100 vezes. E como toda boa história japonesa, ela cai acidentalmente nas mãos de um rapaz.
Além de mostrar histórias sombrias, Guyver (nome da obra), mostra mutações genéticas de diversos tipos. Mas diversos tipos mesmo! Mas eu, sinceramente prefiro os tokusatsus clássicos para enredos que tratam de genética. Ainda adoro ouvir, "HENSHIN!" e "Kamen... Rider... Black!"
P.S.: Guyver deve uma versão em filme hollywoodiano que não fez tanto sucesso quanto o anime e mangá, mas que contava com nomes como Mark Hamill, o eterno Luke Skywalker. Para azar dele, ele era um tira que é pego pelos alienigenas e transformado em um grilo gigante monstruoso. Bizarro...
-Não é possível mudar o tempo.  
As pessoas mais esclarecidas vão falar, "mesmo que pudesse viajar no tempo, não mudaria nada", mas antes de obter tal perspectiva, com certeza elas deveriam querer fazer isso. Mudar a linha do tempo para conseguir que algo estivesse de acordo com os seus desejos. Uma das obras que melhor fala disso é A "Máquina do Tempo" de H.G. Wells (que também escreveu "O Homem Invísivel" e "A Guerra dos Mundos"), porém vou falar de um anime com uma temática parecida com o primeiro livro citado.
Makimura Koutarou decidiu, este vai ser o verão. Ele vai dizer a garota de seus sonhos, Serizawa Kaho , como ele se sente sobre ela. No entanto, um encontro casual com uma mulher estranha, conhecida simplesmente como Ligene, manda Koutarou ao futuro, após as férias de verão terminarem, e as coisas não são como ele imaginava que elas seriam. Lá, ele descobre que Kaho morreu tragicamente em um acidente de trânsito depois de se tornar sua namorada! Agora ele está em uma missão para salvar Koho ​​de seu destino infeliz, mas não vai ser fácil. Ele está preso em um fluxo de tempo, viajando para diferentes momentos esporadicamente, tendo que ajudar outras pessoas no caminho, a fim de finalmente mudar o seu destino. Esse é o enredo de Hourglass of Summer.




Seja uma história falando de robôs, aliens, viagens no tempo e genética, a ficção científica é uma das mais belas (ou no mínimo interessantes) categorias de animes/mangás.