sexta-feira, 23 de setembro de 2022

O que é um benshi nos cinemas antigos?

Matsuda Shunsui (1925-1987) foi o último grande benshi. Mas o que era um benshi?
Bem os primeiros filmes não contavam com a tecnologia da gravação de som. Por isso chamamos esse período de "Era Silenciosa" do cinema. Mas os filmes nunca eram silenciosos de verdade. Sempre tinha pelo menos um piano de teatro.
Os diálogos e a narração eram introduzidos na forma de cartões de títulos. Mas no Japão, onde havia muitas formas de entretenimento mais baratas e menos silenciosas que os filmes, os cinemas precisavam de um atrativo a mais.
Por isso havia o benshi, que narrava os filmes ao vivo.


sexta-feira, 5 de agosto de 2022

Curiosidades sobre o saquê

Existem diferentes tipos de saquês. Desde o mais adocicado e frutado (como o Azuma Dourado ou Nama), até os mais aromáticos (como o Azuma Gonjo).
Diferente do vinho, quanto mais fresco ele for consumido, melhor. Em receitas de drinques com saquê, 70 ml é uma sugestão de quantidade equilibrada. Porém, pode ser experimentado de acordo com seu paladar.
Saquê é menos calórico. Uma dose de 70 ml, como dito antes, de saquê tem aproximadamente 70 kcal, ou seja, 01 kcal por cada mil. E se for consumir de forma pura, experimente servir o saquê em taças ao invés do tradicional massu. Poderá perceber aromas e sabores melhor.
O saquê é uma bebida fermentada super versátil. Podendo ser misturadas outras bebidas e frutas, para a criação de drinques.
E experimente apreciar o seu saquê em diferentes temperaturas. De 5 a 55 C as percepções de aroma e sabor se alteram.

sexta-feira, 29 de julho de 2022

A treta da 2B no Anime Friends de 2022

Voltando a ideia de tretas, eu fiquei sabendo sobre um problema de determinado cosplay. A coisa ficou conhecida como "a treta da 2B do Rabetão". O que se sabia por cima, era que houve uma confusão no evento, com relação ao desfile de cosplayers.
Então eu soube o que realmente aconteceu. Através de um vídeo de Luisa Roma, envolvida com o caso. E que segundo me falaram, estava certa na história. 
Se liga: Ela iria se apresentar como 2B, do game Nier Automata, e em determinado momento ela tiraria a saia no palco. Mostrando o body que tinha embaixo, que fazia a composição da roupa da 2B.
A apresentadora fez um escarcéu no palco, quando Luisa fez isso. E muitos aproveitaram a situação para falar que ela teria supostamente violado regras do concurso. 
Mais especificamente por ter mostrado seu bumbum no palco.
Mas o o concurso cosplay não funciona do modo que a apresentadora e essas pessoas que disseram "a 2B violou o concurso" pensam. Vamos por partes:
Antes do concurso começar, os participantes tem que entregar a referência da personagem para os jurados. Um pra cada um deles! Ou seja, a foto da personagem que foi inspiração para aquele cosplay. "Armas", props, roupas, nos mínimos detalhes, para não serem descontados pontos durante e depois da apresentação. Quanto mais detalhes nesses itens, maiores as chances de ganhar. E as imagens de referência dela, constavam algumas que mostravam o body. Com 3 fotos dessa peça de roupa. Avisando que ele ficava embaixo da saia. 
Os jurados tem consciência desse fato. Então, mesmo que descumprisse a regra, e ela seria avisada antes. Pois não se surpreenderam com isso!
Algumas pessoas disseram que ela perdeu pontos, o que é uma mentira, já que ela ficou em SEGUNDO lugar, competindo mais de 100 cosplayers. Como que ela perdeu tão pouco, se ela supostamente, quebrou as regras?
O problema, pelo que parece, foi o espanto da apresentadora mesmo. Em 5 anos, Luisa nunca tinha sentido vergonha no palco, segundo o que ela relatou. Ela teria ficado com vergonha, devido a fala da apresentadora. 
Depois, a própria apresentadora veio falar com ela no off, com Luisa, se desculpando, e que não tinha sido intencional. Uma falha de comunicação, talvez? Creio que sim. 
Então, esclarecendo: foi uma falha, que pessoas se aproveitaram para atacar a cosplayer. Comum de eventos assim, mas que devem parar com esse maus costumes.

sexta-feira, 22 de julho de 2022

O youkai Namahage

O namahage é um ser folclórico da Península de Oga, situada na Província de Akita e surgiu de um ritual de purificação do povo da região e para abençoar o ano novo.
No dia 31 de Dezembro, algumas pessoas se vestem de namahage, usando máscaras azuis ou vermelhas, uma capa de palha e carregando uma faca de cozinha ou um bastão, junto com um balde, e saem para visitar as casas do vilarejo. Afim de assustar as crianças preguiçosas e desobedientes.
A lenda diz que crianças desobedientes são arrastadas pelo Namahage para uma montanha coberta de neve e distante dos pais. O que acabaria incentivando-as a serem estudiosas e obedientes. Pelo menos, é o que diziam.
Receber a visita desse ser, é sinal de boa sorte. Eles cortam as energias negativas e purificam a residência.

terça-feira, 9 de março de 2021

"Legal, mas você sabe que ele é o vilão, não é?" (parte 5 - O herói do escudo não é herói. Pior, ele é escravocrata)

Em Taate no Yusha no Nariagari (The Rising of Shield Hero) é um anime com uma premissa até que bem pensada, bacana. Entretanto, mesmo não gostando das coisas dali, como o ecchi e o harém nele (pois há os dois, mesmo que menos do que em outras obras) o problema é que não temos um herói. Temos aqui um escravocrata!
Vejamos por partes:
A história se trata de um isekai, um anime ou mangá onde o personagem principal vive no mundo real, mas vai parar de algum modo em um mundo fantástico (eu chamava isso de OPERA: observadores perdidos em realidades alternativas). Então, o personagem tem um conhecimento sobre história mundial para compreender as coisas erradas de sua realidade, como em Sword Art Online ou outras obras com essa temática. Até Konosuba que é um isekai de humor sabe aproveitar bem os conceitos disso, não sendo tão pesado quanto parece.
Em Shield Hero, a coisa toda era pra ter sido apenas a história de um homem buscando limpar o seu nome de uma acusação injusta, mas não é bem por ai pelo que podemos ver: primeiro, pelo anime colocar seu protagonista como uma falsa acusação de estupro; segundo, por esse herói renegado e tento se tornado um pária ter recorrido à ajuda de um vendedor de escravos.
Apesar do primeiro tema ser bem pesado, é isso que faz a história engrenar. O único problema foi um site associar o caso de Neymar e a modelo que o acusou de estupro, como se fossem casos parecidos. Bem, o personagem principal (nesse caso o que fez de certo) não mostrou fotos da mulher supostamente estuprada, sendo que ela tem um filho pequeno. Muitos portais de notícia querem tanto proteger animes e mangás que esquecem que devem ter melhor critério para algumas coisas.
Então, sabendo disso, o protagonista Naofumi Iwatani, tem uma escrava. "Ah, mas ele a trata bem". Porra! É uma escrava. Pior, o Japão em especial, apesar de não ter uma ligação direta com a escravidão (não que eu me lembre agora), já deve um caso na Era Meiji que envolvia o tratamento de mulheres na prostituição... Quase que em regime de escravidão. 
Escravidão, não importando em que condições, é crime. Para alguém que veio de uma sociedade onde esse tipo de atitude, ele agiu de forma condescendente com isso. Mas se explica isso muito facilmente com o caráter fetichista que muitas obras tem. Notem que a escrava cresce rapidamente, para não ter problemas com relação ao romance... Mas se formos pensar que ela seria uma híbrida humana com animal, por que ela não morre tão rápido. Resposta: fetichismo, escravidão, ecchi e furry. 

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

"Legal, mas você sabe que ele é o vilão, não é?" (parte 4 - Quando o vilão sabe que é O VILÃO!)

Bem, chegamos ao personagem que mais gosto dessa leva de "protagonistas vilões". Lelouch de Code Geass. Ele é o protagonista e você até simpatiza com ele. Mas há um problema. Ele quer vingança!
Para situar você, assim como Death Note se passa na época atual e Attack on Titan se passa em uma terra diferente com ares do período de Segunda Guerra Mundial, aqui vemos um mundo (como a Terra) mas que usam mechas com ares do neo-colonialismo. E o que seria isso? Para resumir, ocorreu um período na Europa que, após a colonização que conhecemos, o continente dividiu territórios. Na África e na Ásia. Isso seria um dos fatores que geraria a Primeira e Segunda Guerra, mas isso não importa. Só note como é bem parecido nesse ponto ao anime.
Temos um personagem brilhante, chamado Lelouch. Um estudante do Japão, que devido a conquista de um império, se chama Area 11. Ele é filho do imperador do Sagrado Império da Bretanha, que após ver sua mãe morrer é deserdado junto com sua irmão para o país do Sol Nascente.
Ele e sua irmã, passam a viver na casa do Primeiro Ministro do Japão até então. E ele conhece o jovem Suzaku. E isso seria complicado, pois Lelouch seria atacado por Suzaku, devido ele assumir o alter-ego de Zero.
Tempos depois, vivendo com a família Lamperouge, ainda é um jovem brilhante. E conhece uma personagem chamada C.C. que lhe concede o Geass, o poder do rei. Uma habilidade visual que faz com quem ele mandar, acionando esse atributo novo, fará o que ele mandar.
Ele se transforma muitas vezes, mas notamos que ele quer fazer o bem. Entretanto, para alcançar a sua vingança ele cometerá crimes. E não me refiro as ações dele como Zero. Mas o simples uso do Geass demonstra isso: um poder que retira a escolha das pessoas, parece o que um ditador faria. Vide qualquer filme onde a trama se centra nisso.
Lelouch começa ajudando o grupo de resistência do Japão. Criando uma organização para recuperar o Japão, é o que ele diz. Mas isso é só um passo de sua vingança. E Zero se torna um símbolo de revolução. Ele não liga para seus companheiros. E a prova disso é o Geass.
Essa habilidade se adapta ao usuário! Ou seja, como ele é influencia o poder. O quão anti-ético é esse poder, ao forçar as pessoas a cumprirem o que queremos.
Apesar disso, sua atitude egoísta, vai se tornando altruísta até o final da história. Mas já era tarde demais a Lelouch. Pois a vingança o cegou, para notar o quão violente e perigoso ele foi. Apesar disso, ele conseguia enxergar além e pode remediar seus atos. Ele vai crescendo.
Então notamos que tanto Zero quanto Lelouch são ideologias, que devido ao crescimento dos dois, são imensas. E diferentes. O primeiro é o herói. E o segundo um vilão. E o segundo não precisava mais existir no mundo.


sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

"Legal, mas você sabe que ele é o vilão, não é?" (parte 3 - Não é, mas Attack on Titan se parece muito com a Segunda Guerra Mundial)

Tratar sobre Attack on Titan é extremamente necessário agora.
Nem preciso comentar muito isso, mas o tratamento que os eldianos sofrem dos maleyanos está muito parecido com o que judeus sofreram nas mãos dos nazistas, no período da Segunda Guerra Mundial. Separados em guetos da sociedade e tinham que utilizar um símbolo dourado nos braços, no casos da realidade era uma estrela. Podemos até ir mais a fundo e colocar ideias supremacistas como as de Hitler, mas que escondem na verdade um preconceito perpetrado por séculos. Então notamos já nesses pequenos exemplos, o quão próximo o autor aproxima esses dois pontos.
Eis que pelo sofrimento sentido pelo eldianos (fossem os de Paradis ou de além mar), muitas pessoas acreditam que Eren Jaegar está certo. Então aqui usarei dois exemplos: um da realidade e outro da ficção.
Primeiro, se formos fazer a comparação entre eldianos e judeus, acharia justo que eles atacassem e matassem os que lhes causaram tanto mal? A Alemanha hoje em dia, é um país de primeiro mundo que evoluiu muito socialmente e psicologicamente. Então destruiremos um país que aprendeu com seus erros, tanto que faz questão de não os esquecer, para não cometer eles novamente? Os judeus deveriam odiar os alemães, propagando a guerra. Se for assim. o Paraguai poderia nos matar fácil fácil. Caso não saiba, 90% da população paraguaia morreu na Guerra do Paraguai, sobrando só crianças, idosos e mulheres.
Isso só giraria mais uma vez esse círculo de ódio.
Então acha justa a ação de Eren?
Bem usando uma comparação de outro mangá, você acha justo Griffith, de Berserk? Tudo que ele fez foi por sua vontade. Assim como Eren. Não me venham falar que isso foi "manipulado pelo destino" no caso de Griffith ou "ele foi manipulado" no caso de Eren. Ambos desejavam isso, ou por ambição ou vingança. Mas ambos estavam prontos para sacrificar alguém que amavam. Apesar de Mikasa não ter se dado tão mal quanto Gatts, Caska e Bando do Falcão, ela até então foi só uma peça nisso tudo.
Sacrifícios voluntários são uma coisa. Mas quando se usa e manipula pessoas para obter o que se quer nós vemos o quão cruéis conseguem ser.