sábado, 24 de agosto de 2013
Um velho "causo"
Bem, aqui digitarei a vocês um fato que me ocorreu na Liberdade a tempos atrás, quando comprei um ingresso de um dos inúmeros eventos de anime em São Paulo. Não citarei o nome da loja já que ela não possui nenhum poder sobre os atos que seus funcionários tem com relação a clientes.
Certa vez, fui com meus amigos João Paulo e Nicholas até um prédio de lá ao qual conhecemos por ser o point dos fãs de cultura pop japonesa e oriental em geral, atrás dos ingresso do tal evento. Quando lá chegamos fomos, até o último andar dele. Procuramos uma loja que vendesse o tal ingresso, mas era difícil. Primeiro, pois não vimos anteriormente na internet qual era o nome da loja específica que vendia o ingresso. Segundo, os cartazes são sempre pequenos e se perdem na imensidão de produtos do lugar. Mas isso é algo ao qual todo o otaku esta acostumado.
No entanto, chegamos a uma loja onde o atendente folheava um mangá. Quando um de nós lhe perguntou onde se vendia os tais ingresso, sua feição mudou e disse que não era ali. De modo tão áspero quanto um vento quente e cortante do deserto (ooooooooH!). Perguntamos então se ele sabia onde era o tal evento. Ele novamente de um modo deselegante nos disse que não era balcão de informações e que talvez fossemos encontrar o tal lugar nos andares inferiores. Com vontade de quebrar a cabeça dele fomos embora para os outros andares.
Quando lá chegamos, fomos até uma outra loja onde uma moça simpática nos atendeu prontamente e até compramos alguns badulaques com ela. Perguntamos se ali vendiam os tais ingressos. Qual não foi nossa surpresa quando ouvimos que a tal loja ficava no último andar e ficava meio que escondida! O detalhe que mais enfureceu nossa alma foi o fato que a loja em questão ficava do lado daquela em que encontramos o atendedor mal educado! Pode uma coisa dessa?
Sei que muitas vezes os fãs, sejam de animação japonesa, seja de qualquer outro tipo de coisa, são chatos. Mas custava atender a nós com a devida educação? Não pedimos nada de mais. Só uma informação. A verdade é que depois tive a vontade te arrebentar a cabeça do sujeito. E como muitos do Sarjeta tem consciência disso, sou um cara extremamente fácil te irritar! Superei isso e nem matei ele... Ainda...
"Eu com meu pequeno conhecimento sobre os fãs do gênero, sei que pessoas assim acreditam ter maior sabedoria sobre produções japonesas e por isso desdenham dos outros". Então, o motivo de ter colocado aspas na parte anterior é para mostrar que até eu possuo um pré-conceito: as vezes o cara era gente boa, tava num dia difícil. Vai se saber!
Existem X motivos para atitudes equivocadas ou rudes, mas você deve se tornar... Superior? Não. Sensato. Nunca deseje para outros o que de ruim lhe aconteceu só por pura insatisfação.
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Perfil: Makoto Shishio (Rurouni Kenshin)
Pense num cara que quer ter poder por querer? Redundanate? Sim... mas não é bem assim que é Shishio. Ele não quer poder por mero fetiche ou glória. Ele o quer para transformar o Japão em sua propria visão distorcida de Inferno!
Makoto Shishio servia aos monarquistas, grupo que lutava contra o shogun Tokugawa. Mas por saber demais e ser muito perigoso em combate, ele foi... como direi... uma "queima de arquivos" do período... literalmente! O cara foi queimado vivo! E como ele foi sucessor de Kenshin Himura, coube a ele (ou melhor o governo japonês colocou nas costas do ruivinho XP) deter Shishio.
Para conseguir seu intento ele forma a Juppongatana (As 10 Katanas), uma elite de guerreiros e estrategistas, para dominar Kyoto e depois todo o Japão. E seu membros eram fieis.
Shishio é mal. O próprio autor já disse isso! O que deve se lembrar é que diferente de Kenshin, Makoto vai até as ultimas consequências para concretizar seus planos. Seja enganando aliados e amigos, forçando membros de seu grupo a mostrar lealdade, matando inocentes, e até mesmo matar importantes figuras do Japão e trespassar sua amada com uma espada para atingir o inimigo!
Como Shishio foi queimado, o cara não pode lutar mais que 15 minutos. Mas isso foi o bastante para vencer Kenshin, Sanosuke Sagara (lutador de rua), Hajime Saitou (policial e ex-membro do Shinsegumi) e Aoshi Shinomori (shinobi e líder da Oniwanbanshuu).
![]() |
| Um cara romântico... Perái! |
terça-feira, 30 de julho de 2013
O futebol, amor tupiniquim e nipônico
O universo
do futebol sempre chamou a atenção dos japoneses. Temos consciência disso pelos
sucessos de séries um tanto recentes sobre o esporte, como Inazuma Eleven (que
me parece mais um Yu-gi-Oh! com bola). Mas isso vem de muito mais tempo!
Os que conhecem um pouco mais devem ter pensado no Zico, ex-jogador do
Flamengo. Ele até se tornou treinador pelas terras nipônicas, o que ajudou a
popularizar o esporte. Até hoje é reverenciado por lá. Só que já tínhamos um
representante tupiniquim por lá.
Ruy Ramos que batalhou pelo esporte e jogava como titular da seleção japonesa e era membro do Verdy Yomiuri. Com esforço saiu do Brasil (morava em São Paulo) para jogar inicialmente em um time amador e ganhar mil dólares por mês. Depois, quando entrou para times profissionais passou a receber cem mil dólares! E o público gostou tanto do brasileiro que criaram duas histórias em mangá homenageando o esportista. Ai esta a valorização dos jogadores por lá, mas não como aqui no país, onde adoramos os jogadores, e depois de decorrido certo tempo, esquecemos quem são. Até hoje ele é uma estrela do esporte. Afinal, desde cedo ele se dedicou ao amor nacional do Brasil.
Podemos, além disso, citar algumas obras com o foco no futebol, como Captain
Tsubasa, o mais conhecido de nós brasileiros. Aqui ficou conhecido como Super
Campeões e sempre me lembro, rindo muito do narrador das partidas falando sobre
o público brasileiro, sendo que boa parte do anime começa no Japão. Moero! Top
Striker e Off Side são outras. Há também outra chamada Giant Killing que fala
de um treinador que tenta melhorar um time que só esta perdendo no campeonato.
E é esse tipo de anime esportivo que me atrai. Onde as doses de realidade
alteram o resultado do jogo no anime. Não sou contra o típico shonen, mas nunca
vi ou verei um goleiro de verdade usando karatê para pegar uma bola...![]() |
| Quem gosta do Neymar, não sabe o que é um jogador que honra o esporte... |
Ruy Ramos que batalhou pelo esporte e jogava como titular da seleção japonesa e era membro do Verdy Yomiuri. Com esforço saiu do Brasil (morava em São Paulo) para jogar inicialmente em um time amador e ganhar mil dólares por mês. Depois, quando entrou para times profissionais passou a receber cem mil dólares! E o público gostou tanto do brasileiro que criaram duas histórias em mangá homenageando o esportista. Ai esta a valorização dos jogadores por lá, mas não como aqui no país, onde adoramos os jogadores, e depois de decorrido certo tempo, esquecemos quem são. Até hoje ele é uma estrela do esporte. Afinal, desde cedo ele se dedicou ao amor nacional do Brasil.
segunda-feira, 29 de julho de 2013
Sobre o autor: Ai Yazawa
Famosa por criar mangás voltados ao público feminino (shoujo), começando sua carreira com apenas 17 anos. Escreveu várias e conceituadas séries de mangás (mais de 10 séries), entre as quais temos Ribon, Paradise Kiss e Nana - esse último um enorme sucesso internacional. E até hoje, Nana se tornou a referência para os fãs de moda e das duas Nanas que dão nome ao titulo!
As personagens de Yazawa são sempre cheias de estilo, - quase sempre na linha gothic lolita - o que faz da autora uma enorme referência no mundo da moda e design no Japão. Literalmente, muitas pessoas usam as roupas de suas personagens no Japão e no mundo. Além dos mangás, ela já publicou três livros de arte.
Um dos trabalhos fora do Japão mais conhecidos (mais pela polêmica do que pela fã) foi Princess Ai. Seria uma obra com contexto fantástico. Mas que teria uma personagem inspirada em Courtney Love, viúva de Kurt cobain, o vocal da banda grunge Nirvana. Foi publicada pela Tokyopop
quinta-feira, 25 de julho de 2013
Perfil: L (Death Note)
Bem, aqui coloco o perfil de um personagem que que já fiz no outro blog.Quando Kira, ou seja, Raito Yagami, começa suas mortes pelo Japão e depois pelo mundo, a INTERPOL acredita que um detetive mundialmente famoso irá logo interferir: L. E o que aparece é um senhor, com um note e uma unica letra na tela: L. Sinistro...
O que acontece é que, L tem a ideia de que se expor demais ao famoso assassino seria suicídio. Aliás, já num primeiro confronto com Kira, L descobre importantes dados sobre o "deus assassino", usando um dublê como L. E ai começa um verdadeiro jogo de gato e rato!L é um cara magro, atlético apesar de tudo que adora comer doces dos mais diversos tipos. Mas é dos mais diversos mesmo! Adotado por Watari, um filantropo gênio, ele resolveu muitos casos que a polícia não conseguia desvendar.
Anime, mangá e movie são ótimos por dois personagens: Kira (Raito Yagami) e L. Um verdadeiro jogo de suspense e crimes medonhos, esses últimos, perpetrados por Kira.
Mas é perceptivel que ambos protegem suas respectivas justiças. O que faz até parecer que L é uma especie de Batman ^^ Pense bem, L vai até os limites da lei para deter o inimigo. E as vezes fica obcecado com certas coisas que muitos acham que ele é louco... mas tem sempre um fundo de razão. Mas sempre tentando ultrapassar os limites da justiça que quer usar contra Kira("Você é meu melhor amigo Raito, mas ainda acho que você é Kira"). L realmente é muito foda
OBS:Seu nome é Lawliet.
sexta-feira, 19 de julho de 2013
Os Vira-Casacas
Sim, você gosta deles! E não adianta negar!
Quando se
usa esse termo em um jogo de futebol, tratamos esses como traidores. Mas em
obras como um mangá ou anime, usaríamos isso sobre uma personagem que se torna
má ou boa. Ou simplesmente, ele quer se tornar algo melhor (ou pior dependendo
do caso). Como assim? Simples. Lembram de Hiei do Yuyu Hakusho? O cara começou
como um ladrão e assassino, mas devido a Yusuke e Kurama (que não admite, mas
deve ser seu melhor amigo) e a busca por sua meio-irmã o fez um youkai melhor.
Usei esse
exemplo, mas podemos ver personagens mais antigos como Vegeta. O príncipe
sayajin, sempre mostrava o orgulho de sua raça e que um dia quis destruir a
Terra, mas encarou o poderoso Goku. Porém, no fim sacrificou-se para proteger o
planeta do ataque de Majin Boo! Pois de algum modo, o famoso Kakaroto,
influneciou o coração do alienígena com rabo de macaco. Ou quem sabe em Full
Metal Alchemist, que possuem tantos personagens assim como Scar, que trai os
preceitos de sua fé usando alquimia contra alquimistas, mas depois se arrepende.
Ou até mesmo Greed (vide em especial FMA: Brotherhood).
O contrário
também ocorre, mas é mais raro. Um exemplo é o de Fuuma Monou, em X/1999. Mas
esse caso é diferente, já que estava destinado a seguir para o lado dos Dragões
da Terra, um humano com poderes paranormais que estão destinados a destruir a
humanidade para salvar o planeta. Ai podemos ver como é a cultura japonesa, que
normalmente não acredita nessa idéia ocidental de maniqueísmo, pois pra eles as
nossas opções nada mais são do que faces da mesma moeda. Pois às vezes, uma
pessoa comete atos malignos acreditando que faz o bem. E vice-versa. O que nos
faz lembrar personagens que mostram isso até mesmo em Naruto. Kabuto e Itachi,
por exemplo. Enquanto o primeiro começou fingindo ser um ninja “do bem” o
segundo deve que segurar o mundo nas costas para proteger Konoha! E mais uma:
tome cuidado, antes de ofender um “vira-casaca”. Haviam tantas pessoas que
odiavam o Uchiha Itachi e hoje idolatram ele.
terça-feira, 9 de julho de 2013
Hiromu Arakawa: A mulher que sabe nos "traumatizar"
Confesso,
estou fissurado nas obras dela. Só que desenhos legais, não é o único motivo de
gostar de seu trabalho. Apesar do traço dela ser excelente.
Talvez seja a mangáka mais competente dos últimos tempos na minha humilde opinião. Ela criou Full Metal Alchemist, Hero Tales e Silver Spoon, mas talvez a obra mais impactante até hoje seja o primeiro. Antes de tudo, vejamos um pouco sobre a moça.
Ela é uma mulher em um mercado shonen, claramente dominado por homens. E seus roteiros não têm o mesmo tipo de produção “afeminada” como as obras de Yuu Watase ou dos Estúdios CLAMP. Na verdade é exatamente o contrário.
Um dos episódios mais marcantes entre os da série, muitas pessoas na internet (e até fora dela) concordam que seja o da quimera Nina/Alexander. Quando Ed pergunta onde esta a garota e o cão. Falando sério, no momento que ela fala “nii-chan”, meu coração ficou partido sabendo que foi o pai que fez isso. Eu também arrebentaria Chou Tucker, o pai dela no soco! O que mais me deixou triste na série foi à morte do tenente-coronel Maes Hughes. O homúnculo Inveja personifica a mulher de Hughes e o mata a sangue frio.
E no enterro é pior, com
sua filha Elicia chorando e falando “que o pai tem que se levantar, por que
tinha muito serviço” ou o coronel Roy Mustang, dizendo que iria começar a
chover e solta uma triste lágrima.
E Arakawa faz isso pra chamar a atenção? Acho difícil. Ela poderia ser como o escritor de Death Note. Na história dela vemos um roteiro simples, pegando aspectos humanos (muito bem usados nos homúnculos e até mesmo com os personagens principais e secundários) e transportando de uma forma que nos emociona. É o típico anime, que você também torce pro bandido algumas vezes, como na saga de Kira. Mas ela é cuidadosa nisso, ela sabe o que marca as pessoas. Pois mesmo com Naruto, Bleach e tantos outros animes, ainda por ai, pouco nos afetam tanto como a história de Ed e Al Elric de FMA.
Talvez seja a mangáka mais competente dos últimos tempos na minha humilde opinião. Ela criou Full Metal Alchemist, Hero Tales e Silver Spoon, mas talvez a obra mais impactante até hoje seja o primeiro. Antes de tudo, vejamos um pouco sobre a moça.
Ela é uma mulher em um mercado shonen, claramente dominado por homens. E seus roteiros não têm o mesmo tipo de produção “afeminada” como as obras de Yuu Watase ou dos Estúdios CLAMP. Na verdade é exatamente o contrário.
Um dos episódios mais marcantes entre os da série, muitas pessoas na internet (e até fora dela) concordam que seja o da quimera Nina/Alexander. Quando Ed pergunta onde esta a garota e o cão. Falando sério, no momento que ela fala “nii-chan”, meu coração ficou partido sabendo que foi o pai que fez isso. Eu também arrebentaria Chou Tucker, o pai dela no soco! O que mais me deixou triste na série foi à morte do tenente-coronel Maes Hughes. O homúnculo Inveja personifica a mulher de Hughes e o mata a sangue frio.
E Arakawa faz isso pra chamar a atenção? Acho difícil. Ela poderia ser como o escritor de Death Note. Na história dela vemos um roteiro simples, pegando aspectos humanos (muito bem usados nos homúnculos e até mesmo com os personagens principais e secundários) e transportando de uma forma que nos emociona. É o típico anime, que você também torce pro bandido algumas vezes, como na saga de Kira. Mas ela é cuidadosa nisso, ela sabe o que marca as pessoas. Pois mesmo com Naruto, Bleach e tantos outros animes, ainda por ai, pouco nos afetam tanto como a história de Ed e Al Elric de FMA.
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